Mãe!

“Em meio a bizarrices e metáforas, Darren Aranofsky entrega momentos do que tem de melhor, em obra com uma das atuações mais impressionantes da carreira de Jennifer Lawrence”.

Por Luís Gustavo Fonseca

Foi com muita surpresa que eu descobri a existência de “Mãe!”, uma vez que a divulgação do filme, de forma mais enfática, começou mesmo nos últimos dois meses para a estreia do longa nos cinemas. O próprio material liberado, inclusive, pouco conta sobre a trama, revelando apenas que a vida do casal interpretado por Jennifer Lawrence (“Passageiros”) e Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) é drasticamente alterada com a chegada de visitantes indesejados, levando-os a uma jornada de grandes mudanças. Continuar lendo “Mãe!”

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Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

“Roteiro inchado e atuações medianas são pontos fracos de obra visualmente estonteante”

Por Luís Gustavo Fonseca

A adaptação da HQ francesa Valerian acontece justamente em uma época em que os quadrinhos e ficções científicas estão em alta em Hollywood, no que deve ser o momento mais propício para adaptar o material originado do fim da década de 60. Os agentes Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne) viajam pelo espaço e são responsáveis por manter a segurança das áreas habitadas por humanos e de raças alienígenas aliadas. Ao retornarem de uma de suas missões para Alpha, a tal “Cidade dos Mil Planetas”, tida como um símbolo de paz e harmonia entre as diversas civilizações da galáxia, o casal se depara com um mistério que ameaça a integridade do local e põe em risco a coexistência pacífica das espécies. Continuar lendo “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”

O Estranho que Nós Amamos

“Ritmo lento e falta de personalidades distintas prejudicam novo longa de Sophia Coppola”

Por Luís Gustavo Fonseca

Durante a Guerra Civil Americana, algumas meninas e mulheres habitaram o internato dirigido pela senhora Martha Farnsworth (Nicole Kidman), apesar do conflito entre os estados da União e os Confederados cercarem o local. A rotina delas é alterada quando a jovem Amy (Oona Laurence) resgata o cabo da União John McBurney (Colin Farrell), levando-o ferido para o internato. Mesmo se tratando de um inimigo, Martha e as demais moradoras concordam em dar um abrigo a John, ao menos enquanto ele recupera de seus ferimentos, para depois entregá-lo às autoridades. A medida que o oficial permanece lá, entretanto, as mulheres criam sentimentos por ele, o que resulta em uma trama de desejo e traição. Continuar lendo “O Estranho que Nós Amamos”

Planeta dos Macacos: A Guerra

“Em mais um show de efeitos visuais e de Andy Serkis, novo filme da franquia fecha com chave de ouro nova trilogia”

Por Luís Gustavo Fonseca

Ao final do segundo filme, enquanto ocorre o duelo entre os símios César (Andy Serkis) e Koba (Toby Kebbel), os humanos conseguem fazer contato via rádio com uma base do exército americano, localizada ao norte de São Francisco. Se o grupo liderado por Dreyfus (Gary Oldman) termina o longa derrotado, os militares, comandados pelo “O Coronel” (Woody Harrelson), iniciam uma guerra contra os macacos, que se arrasta por longos meses. Enquanto César procura encontrar uma saída para sua comunidade, uma ofensiva fatal dos soldados colocará o líder dos símios em uma jornada de vingança, mas também, de aprendizado. Continuar lendo “Planeta dos Macacos: A Guerra”

Ranking Christopher Nolan: Do Pior ao Melhor

Por Luís Gustavo Fonseca

Ao longo de quase duas décadas, Christopher Nolan tornou-se um dos cineastas mais conhecidos e importantes da indústria. Emplacando sucessos de bilheteria para além da franquia Batman, ele consolidou seu nome como uma marca, conquistou milhares de fãs e, por isso, cada novo projeto do inglês é cercado de expectativa. Com a estreia de Dunkirk, que aconteceu no Brasil no último dia 27, o seu 10º longa, é chegada a hora de fazer uma pergunta difícil: qual é o melhor filme da carreira dele? Será mesmo Dunkirk? E qual de suas dez produções pode ser considerada a pior? Em uma postagem que está fadada a polêmica, listei a filmografia de Nolan, indo do pior para o melhor. É bem provável que você discorde, então, lembre-se de postar a sua lista nos comentários. Continuar lendo “Ranking Christopher Nolan: Do Pior ao Melhor”

Dunkirk

“Com trama que narra importante episódio da Segunda Guerra, Christopher Nolan sai na frente na corrida pelo Oscar.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Christopher Nolan é um dos diretores mais prestigiados de Hollywood atualmente. Acumulando fãs pelo mundo todo, o cineasta tem obras que, sendo superestimadas ou não, caíram no gosto do público e são tidas como referências. Assim como Quentin Tarantino (que tem um status atual semelhante), cada novo projeto de Nolan cria grande expectativa, deixando o público ansioso. Dessa vez, ele deixa de lado os mundos de vigilantismo, de sonhos e de viagens interestelares e se dedica a um fato histórico: a evacuação de 400 mil soldados britânicos da praia de Dunkirk, localizada no litoral francês, em 1940. Uma operação difícil e arriscada, já que as tropas nazistas, que cercam a cidade por todos os lados, farão de tudo para impedir que a empreitada seja bem sucedida. Continuar lendo “Dunkirk”

Em Ritmo de Fuga

“Edgar Wright mistura velocidade, assalto à banco e música e dá aula de como fazer um divertido filme de ação”

Por Luís Gustavo Fonseca

A princípio, a ideia de misturar um filme de roubo envolvendo carros, velocidade e tiroteio, com o gênero de musical, pode não parecer atraente. Entretanto, quando quem propõe essa mistura é o britânico Edgar Wright, a coisa muda de figura. Essa é a proposta de Em RItmo de Fuga, longa que acompanha Baby (Ansel Elgort), um jovem piloto de fuga e homem de confiança de Doc (Kevin Spacey), responsável pelo planejamento dos roubos. Baby desenvolve uma espécie de zumbido nos ouvidos após sofrer um acidente de carro quando criança, sendo que é por meio das músicas que ele escuta em seu iPod que ele consegue contornar o incômodo. Quando ele conhece e se apaixona por Debora (Lily James), Baby passa a planejar uma forma de sair do mundo agitado e ilegal dos roubos, com o intuito de fugir ao lado da companheira para uma vida mais tranquila. Continuar lendo “Em Ritmo de Fuga”

PERFIL | Edgar Wright

Por Luís Gustavo Fonseca

O diretor e roteirista britânico Edgar Wright tem uma filmografia curta, mas que, até agora, surpreende pela qualidade. Se ele ainda não tem um grande sucesso comercial – algo que poderia ter acontecido com Homem-Formiga, mas ele acabou saindo do cargo de direção há menos de um ano do lançamento do filme, após ter ficado quase uma década à frente do projeto -, ele conquistou uma legião de fãs fiéis, por meio de sua estética de filmagem, humor irreverente e parcerias precisas com os atores Nick Frost e Simon Pegg. Continuar lendo “PERFIL | Edgar Wright”

Transformers: O Último Cavaleiro

“Em seu quinto capítulo, franquia comandada por Michael Bay chega ao seu ponto mais baixo”

Por Luís Gustavo Fonseca

Parece que foi há uma eternidade – sobretudo, porque a duração dos filmes é gigante -, mas o primeiro Transformers dirigido por Michael Bay completa uma década este ano. Tendo um visual deslumbrante, com os efeitos especiais envolvendo os Autobots e os Decepticons impressionando pela excelente qualidade e pela expressão dos personagens máquinas, a franquia teve um início promissor, conquistando um novo número de fãs para os brinquedos criados pela Hasbro. De lá pra cá, contudo, a saga foi ladeira abaixo. Tirando o segundo longa, eu realmente consegui me diverti com os outros, inclusive o quarto, com suas intermináveis 2h45 – na época, escrevi uma carta aberta (!) para o sr. Bay, como você pode conferir aqui. Depois de quatro filmes e dez anos, fica a pergunta: nós precisamos de mais? Continuar lendo “Transformers: O Último Cavaleiro”

Carros 3

“Em seu terceiro capítulo, franquia mostra capacidade de evoluir seu protagonista”

Por Luís Gustavo Fonseca

A franquia Carros talvez seja a mais destoante do acervo de obras da Pixar. O primeiro longa, que apresenta um mundo dominado por carros com características humanas, teve uma recepção positiva e, do seu modo, conseguiu conquistar o público infantil. Entretanto, não acredito que muitas pessoas desejavam uma continuação, sobretudo numa época em que o estúdio da luminária saltitante era bem mais restrito com sequências de suas produções. Ela aconteceu e, apesar de ter tido uma bilheteria melhor, o resultado ficou aquém não só do primeiro, mas como de todo o restante da Pixar (que, convenhamos, é o mais fraco do estúdio). Procurando uma redenção para a série, chegamos ao terceiro filme estrelando Relâmpago McQueen. Continuar lendo “Carros 3”