[REVIEW] Superman vs Spiderman

“Quando duas lendas se encontram.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Em 1976, um evento esperado (?) ocorreu: o encontro de Superman e Homem Aranha, dois dos principais heróis de todos os tempos. Numa parceria inusitada (?) da Marvel com a DC, a história é escrita por Gerry Conway; os desenhos são de Ross Adru; a finalização de artes é de Neil Adamns no Azulão e de John Romita no Cabeça de Teia.

A história é bem conhecida, mas por falta de oportunidade combinada com preguiça, nunca procurei lê-la. Logo pelo título, sensacionalista ao extremo, se pensa que serão 90 páginas de duelo infinito. CLARO QUE NÃO! (E pensando bem, que ingenuidade a minha…)

Num universo onde Metrópolis coexiste com a NY da Marvel (e, aparentemente, SÓ os dois heróis existem), Superman captura Lex Luthor após mais um embate, enquanto o Homem Aranha impede mais uma armação do Doctor Octopus. Evidentemente, os dois vilões se encontram na cadeia e, depois de sua fuga, preparam um plano para derrubarem seus arqui-inimigos.

Esses se encontram em NY, onde está havendo um evento sobre comunicação. Quando Lex, disfarçado de Superman, teletransporta (pois é) Mary Jayne e Lois Lane para um lugar qualquer, surge o Aranha e começa a duelar com o Superman. Então, essa é a hora daquele inevitável “Mas vai tomar um pau…”. Porém, o Lex usa a radiação de um sol vermelho (aquele que enfraquece os poderes do  Superman), o que possibilita ao Amigo da Vizinhança dar uns bons supapos no Homem de Aço. Como o efeito é temporário, depois de o Superman quase, literalmente, quebrar a cara do Homem Aranha, os heróis conversam, se entendem e se unem para salvar as garotas.

Como muitas das histórias pré anos 80 (leia-se pré TDK & Watchmen), a leveza do roteiro é a característica principal da trama, a qual tem uma resolução bastante rápida (coisa de 5 páginas), mas que diverte o leitor durante toda leitura, pois independentemente de quem você seja fã, é excelente ver os personagens no mesmo quadrinho. Sem falar do gosto de ver o Superman voando com o HA surfando num esqui de teia atrás dele, ou derretendo as teias dele a ponto de transformar em aço (pois é). Contudo, é uma pena que personagens tão importantes como MJ e a Lois tenham sido deixados tão de lado, sendo a interação das duas quase inexistente.

A arte e a colorização são bem bonitas e o fato de cada um ser desenhado por um artista não compromete em nada o fascículo, pois ambos possuem a mesma pegada. Enfim, para quem quiser, é uma aventura bem legal de se ter na mente.

Nota: 8/ 10

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