[REVIEW] O Espetacular Homem Aranha – De Volta ao Lar

“A exploração do lado místico do Homem Aranha”


Por Luís Gustavo Fonseca

Quem acompanha o mercado nacional de quadrinhos, deve estar ciente (ou não) de uma grande coleção de 60 edições de histórias da Marvel sendo lançadas pela Salvat. A venda dos encadernados (que teria a primeira edição comercializada por R$9,90, a segunda por R$19,90, e as demais por R$29,90, sendo lançadas quinzenalmente) iniciou-se antes nos estados de SP, RJ e PB, no primeiro semestre do ano passado e, no fim de 2013, começou a ser vendida no resto do país.

 

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Vai ficar assim na estante…

 
Pois bem. “De volta ao Lar” é o título de estreia desta coleção (que não está sendo vendida na ordem, tanto que esta é a de número 21) e a primeira coisa que chama a atenção e é um ponto positivo da coleção da Salvat é que eles tiveram o cuidado de atualizar o leitor casual (como meu caso) do que acontecia no universo daquele(s) personagem(ns). Então, a primeira página do título vem com um resumo dos acontecimentos que levaram à história que será contada. Aqui,
o enredo acontece após o dramático término de Peter Parker com Mary Jane. Desolado, o Homem Aranha passa a comer no primeiro lugar que vem a mente e dormir em prédios abandonados. Esperando fazer a justiça em NY, ele procura refúgio em seus pensamentos, enquanto reclama por não haver nenhum bolso em seu uniforme (!).

O roteiro assinado por J Michael Straczoynski (Babylon 5) traz um questionamento peculiar. Uma provocação nunca antes feita ao Aranha, e dificilmente repetida:

“A radiação possibilitou que a Aranha lhe desse poderes? Ou a Aranha tentou transmitir seus poderes antes que a radiação a matasse? O que veio primeiro: a radiação ou o poder? O ovo ou a galinha?”

Como o próprio Aranha, a ideia nunca tinha se passado pela minha cabeça. E Straczoynski explora (muito bem, diga-se de passagem) um lado quase nunca trabalhado nas histórias do Cabeça de Teia: o lado místico.

Em uma história que envolve totems, a relação com inimigos animalescos (já parou para pensar que os inimigos dele são animais? Lagarto, Escorpião, Octopus, Abutre, Rhino…), um adversário demoníaco imparável e incansável, além de um idoso que lembra o Tio Ben, vemos situações e questionamentos nunca antes apresentadas na cronologia do herói. Além da história transcorrer tranquilamente (apesar de alguns diálogos maiores), há a presença ainda de momentos de heroísmos sensacionais de Peter Parker, seja salvando as pessoas durante um combate, seja querendo ser um professor que incentive as crianças à estudarem. É maravilhoso como todo esse enredo é percorrido com naturalidade e, em certo grau, até mesmo com leveza, além de que temos a presença do Peter inteligente, que precisa superar o vilão a partir de sua genialidade científica. Aliás, temos um ótimo plot twist no final (que será abordado em outro encadernado da Salvat).

Porém, suspeito que o ponto mais alto do encadernado, seja a arte de John Romita Jr., que agora é o meu desenhista do Aranha predileto. PUTA QUE PARIL! Desenhos fantásticos! Incrível como o personagem ganha uma agilidade, um senso de movimentação em cena, nos traços dele, além de proporcionar uns quadrinhos sensacionais. Gostei muito. Que venham as demais edições da Salvat!

 

Nota: 8/ 10.

 

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