[REVIEW] Agents of SHIELD – Season 1

“Com tropeços, equipe do Agente Coulson chega ao fim da temporada prometendo melhoras”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Anunciada para o 2º semestre de 2013, Agents of Shield estreou em um mix de expectativa e suspeita. Após o sucesso estrondoso de bilheteria de Os Vingadores, e também do controverso Homem de Ferro 3, a Marvel Studios, em parceria com o canal ABC (ambos pertencentes a Disney) preparou uma série que teria como foco a SHIELD, organização de espionagem mais famosa do Universo Marvel, prometendo uma expansão de seu universo cinematográfico.

Se por um lado, o plot inicial de reciclar alguns elementos de Homem de Ferro 3, a ausência dos super-heróis e de agentes mais conhecidos, causaram a desconfiança do público, por outro, a notícia que Joss Whedon, diretor de Os Vingadores, além de outros trabalhos elogiados na TV, como Buffy: A Caça Vampiros e Firefly, iria dirigir o episódio piloto, e o retorno a vida do Agente Coulson, interpretado por Clark Gregg, foram motivos que garantiram a audiência no primeiro episódio.

O primeiro episódio foi por muito tempo o melhor episódio da temporada, pois Whedon estabeleceu bem o retorno de Coulson dos mortos (elemento recorrente nos quadrinhos, mas incomum no meio audiovisual) e a série, aparentemente, apontava para boas possibilidades. Porém, após a saída do diretor, logo no segundo episódio, a coisa desandou. O modelo da série, que por muito tempo não teve um foco definido, irritou boa parte dos telespectadores, já que tivemos uma sequência de “monstro da semana”, onde em cada episódio, a equipe enfrentava uma ameaça fraca e pouco representativa para o Universo Marvel.

Os novos personagens também demoraram a cair no gosto do público. A dupla de cientistas Fitz-Simmons (Iain De Caestecker e Elizabeth Henstridge, respectivamente) dividiu opiniões sobre a qualidade do fator cômico, enquanto Ward (Brett Dalton) era o caricato agente durão sem carisma com a audiência. Salvando, talvez, a hacker Skye (Chloe Bennet), que tem sua história aprofundada no decorrer da trama, e a porradeira Melinda May (Wing-Na Wen), que garantiu algumas das melhores cenas de ação. A série sobreviveu por muito tempo graças a carisma de Clark Gregg, presente na tela desde Homem de Ferro, em 2008, e que com o passar do tempo, foi ganhando espaço e importância neste universo.

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Percebendo o descontentamento do público e a perda da audiência (principalmente após o episódio 8, The Wall, o primeiro interligado com um filme do estúdio, no caso, Thor: O Mundo Sombrio, mas que também decepcionou), a série passou a ter uma significativa mudança de qualidade a partir do episódio 10.

Desde então, a temporada veio em uma ótima e incrível crescente, aprofundando mais as subtramas dos personagens, achando, enfim, um foco, e se interligando ainda mais com Universo Marvel. A introdução de personagens como o cínico agente John Garret (Bill Paxton), e participações especiais como a de Lady Sif (Jaimie Alexander),Maria Hill (Cobie Smulders) e da violoncelista esposa de Coulson Audreoy Nathan (Amy Acker) contribuíram para uma alavancada na trama, assim como episódios bem dirigidos e editados, como o ótimo T.R.A.C.K.S. A coroação desta escalada veio no episódio 17, Turn, Turn, Turn, intimamente ligada com os fatos ocorridos em Capitão América: O Soldado Invernal. Dali até o final, a série não parecia, nem de longe, com seu início.

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Afinal de contas: é um kree?

O único deslize desta segunda metade, porém, ficou exatamente na Season Finale. A participação de Nick Fury (Samuel E. Jackson, sempre um prazer vê-lo na pele do personagem) é de um deus ex machina que força o bom senso, e o exagero do “humor Marvel” em um momento mais crucial, a lá Iron Man 3, foram alguns dos fatores que fizeram ele ficar aquém do restante. Contudo, bons cliffhangers foram implantados para uma segunda temporada.

Por fim, Agents of SHIELD compensou aqueles que resistiram e acompanharam até o fim, mesmo estando longe de ser espetacular. Aprendendo com erros, e podendo contar com novos personagens (quem sabe, Maria Hill? Smulders agora está desvinculada de How I Met Your Mother), espera-se que a série continue evoluindo, principalmente com o surgimento de novas séries baseadas em quadrinhos, como The Flash, Constantine e Gotham, que prometem batalhar pela preferência do público. Que o “Vingador” Coulson saiba lidar com os novos desafios.

Nota: 7,5/ 10.

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