[REVIEW] Beyond Two Souls

“Saga sobrenatural de Jodie Holmes revela potencial da combinação de games e cinema”

Por Luís Gustavo Fonseca

 O que me chamou a atenção para Beyond Two Souls, sem dúvida, foi a presença das estrelas do cinema William Defoe e Ellen Page. Com o auxílio da tecnologia de captura de movimentos, a recriação do rosto dos atores faz com que a capa se destaque entre os demais jogos. Mesmo não tendo jogado nenhum outro jogo da Quantic Dream, topei jogar o game.

Pontos Positivos

-História: Que trama fantástica! A medida que ela vai se desenrolando, vai ficando cada vez mais instigante, bem construída, e em pouquíssimos momentos o jogador cansa do jogo. Temos uma excelente personagem que é a Jodie (Ellen Page), uma protagonista que eu curti, e apoio de outros como o Nathan (Willem Defoe). Além da presença constante do Aiden, o…. Espírito? Que está sempre atrelado a Jodie, que com o passar do tempo, foi ganhando meu gosto (mesmo por que, as coisas mais legais, é ele quem faz);

-Modo da história: O que deixa a história ainda melhor é o modo como ela é contada. Meio que Memento. Você inicia o jogo lá na frente, volta, avança e reconstrói o passado dela. E tudo fica cada vez melhor, pois a dinâmica do jogo funciona. Depois que você passa de uma parte tensa, corrida, por exemplo, vem uma parte ‘boba’, calminha, para você explorar mais o background da história. Ou uma parte que explica as conversas dos personagens que houve em outra fase. Se fosse jogado na ordem certa, não teria a mesma graça;

-Trilha sonora: Fantástica. Te faz ficar ainda mais dentro do game;

-Gráficos: Jogo é do ano passado, então, a qualidade gráfica está um primor. E é IMPRESSIONANTE como foram reconstruídos as feições da Page e do Defoe no jogo. Tem mais disso na geração passada? Curti muito. É um mercado que tem que ser explorado, ainda mais com um roteiro bom desses;

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-Interação: Ah, essa mentalidade de pessoas de PS1 que ficaram com pc ruim por anos. Que maravilha é essa parada de você tomar decisões aleatórias com os personagens, podendo levar a trama para rumos diferentes. Optar por o que dizer, por o que fazer. Uma beleza! E o melhor disso é que te obriga a jogar o jogo novamente, para descobrir mais caminhos. Fantástico!

Pontos Negativos

-Modo da história: Não estranhe ele estar aqui. Continua sendo uma vantagem, mas exatamente pela história ser lá e cá, quando você volta, não importe o perigo que você esteja passando, você sabe que a personagem não sofre um perigo real. Você sabe que ela fica em segurança até passar de certa fase, e isso pode ser desinteressante para alguns, principalmente nas fases dela criança;

‘Educativo’: O jogo te leva muito na mão. Sempre aponta para onde deve ir, ou o que tem que fazer. Não apresenta grandes problematizações. Se você precisa de um item, por exemplo, a câmera já dá um close de onde ele está. Isso mata um bocado do clima de urgência da situação. E a dificuldade também decepciona: só tem o “Eu nunca jogo videogame” (que deve ser o fácil) e o “Jogo videogames de vez enquanto (Médio)”. Talvez o difícil venha em uma DLC, talvez? Mas é estranho;

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-Câmeras: As câmeras do jogo me incomodaram um pouco. Não é aquela “siga a personagem” em todo momento, tem hora que ela fica num posicionamento só, e isso me deu uma desorientada.

Finalmente, um baita jogo. Recomendadíssimo.

Nota: 9/ 10.

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