[REVIEW] Supremos – Super Humano

“Os Vingadores reimaginados por Mark Millar”

Por Luís Gustavo Fonseca

 Mark Millar é o autor que eu mais li de quadrinhos até agora (depois do Stan Lee em O Homem Aranha, suspeito). O autor é conhecido pelo estilo violento, e uma realidade meio deturpada das coisas. Um estilo, para mim, único.

No início da última década, a Marvel inaugurou o Universo Ultimate, visando à conquista de novos leitores, que não precisassem ficar presos às extensas cronologias da empresa. E dentro desse universo, foram reimaginados também Os Vingadores, aqui com os nomes de Os Supremos. A equipe inicial é formada por Capitão América, Hulk, Iron Man, Vespa e Gigante.

Se em 1963, a ameaça de Loki foi a responsável por unir o grupo, em Supremos, ameaças como o “supercrime” e o “superterrorismo” levam Nick Fury, diretor da SHIELD, a recrutar membros para defender o país, além de investir pesado nos estudos de Bruce Banner sobre o projeto do super soldado (o Capitão só é achado no meio da história), além das pesquisas de Pym e sua esposa. Banner que é o personagem mais deslocado do grupo: todos temem o retorno do Gigante Esmeralda, responsável pela destruição de um porto, e ninguém parece confiar no cidadão. Junte a isso a rivalidade com Pym (e o sucesso das pesquisas desse), a esnobada de Betty (que é uma espécie de chefe de Banner) e o fato que, apesar da formação do grupo, ainda não existe uma ameaça (ou seja, muito dinheiro investido para nada), e o nosso doutor surta e vira o Hulk propositalmente, dando um motivo para a formação da equipe, e como essa se relaciona com Thor, além de, claro, muita destruição.

ultimatehulk

A história não está tão sanguinolenta como outros trabalhos de Millar, mas seu exagero continua presente quando à ação rola, com uma boa dose de destruição de uma dúzia de quarteirões. O autor da série também procurou dar curvas dramáticas à trama, além da de Banner, também a do Capitão (após voltar à vida, ele descobre que todos os seus familiares morreram, e seu melhor amigo casou com sua namorada na época. Uma vida complicada para quem é apresentado no primeiro capítulo como um completo badass), e uma séria discussão de casal no fim da trama (que terá continuação pela Salvat).

O humor de Millar também marca presença. Ele escala quem deveria ser quem em uma adaptação cinematográfica do filme (já imaginou o Capitão vivido por Brad Pitt? Depp como Iron Man? Steve Buscemi como Banner? Lucy Liu de Vespa?), e pontua a história com várias piadinhas (uma em particular, fantástica: Jarvis, enquanto conversa com Banner, solta um “Não se preocupe, patrão Bruce”. É a fanfarronice do cara).

A arte de Bryan Hitch cria alguns quadrinhos verdadeiramente cinematográficos, que poderiam servir de storyboard para um filme. Ele também dá uma estilizada no uniforme dos personagens, procurando deixar um pouco diferente do universo 616 (destaco o martelo do Thor, que é um híbrido de martelo com machado. Achei foda d+), mas ainda com a mesma essência. Mas a maior herança para mim é o seu Nick Fury, negro e careca. O personagem, desde aquela época, já foi desenhado para ser vivido por Samuel L Jackson. E adivinha quem o PRÓPRIO Fury sugere para interpretá-lo no cinema? You’re right, motherfucker.

Os Supremos – Super-Humano é uma reinterpretação moderna e válida para um dos grupos de heróis mais populares da Marvel. O interesse pela continuação, assim como todos os 3 Encadernados que já existem por aqui (tenho que ver qual deles aborda a história desse primeiro), e pela animação, só aumentaram.

Nota: 8/10

Super-Humano

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