[REVIEW] À Prova de Morte

Por Matheus Araujo

O projeto Grindhouse, muitas vezes encarado como um filme só, é uma empreitada cinematográfica encabeçada por Quentin Tarantino e Robert Rodriguez que pretendia homenagear os filmes B e suas casas de exibição, as grindhouses. Dentro de sua composição há alguns trailers falsos* (que envolvem nomes como Nicolas Cage, Edgar Wright e Rob Zombie) e dois longas-metragens, Planeta Terror e À Prova de Morte, dirigidos por Rodriguez e Tarantino, respectivamente.

*(trailers não tão falsos assim, já que Machete foi realmente lançado)

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Enquanto Planeta do Terror (que não vou aprofundar aqui) é mesmo uma homenagem ao mais trash dos filmes B, a pegada do longa de Tarantino é um tanto diferente, ou melhor, um tanto normal. O diretor sempre foi conhecido por homenagear em seus filmes – ou segundo ele próprio, copiar descaradamente de suas referências – logo, fazer um filme que homenageia para Tarantino é, basicamente, fazer um filme. Quanto à parte trash… Se já viram algum filme do sujeito, sabem que, sem o menor esforço, ele dá conta do recado.

Portanto, a influência do projeto sobre o cineasta é mínima. O que Tarantino realmente absorve dele são as brincadeiras visuais: as marcas de cigarros, as “falhas” na projeção, a sujeira, o preto e branco indesejado, etc. – símbolos da época das grindhouses. É uma pena que a razão-mor do filme seja reduzida a apenas um recurso estilístico com raríssima interferência na narrativa.

Fora essa decepção, Quentin está nível Tarantino. Diálogos sensacionais, angulosíssimo, um par de cenas inesquecíveis, repleto de referências, e tensão e tosquice se revezando brilhantemente no centro das atenções.

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Ah, é… Sinopse – Em À Prova de Morte, o plot é simples e estranho. Acompanhamos grupos de jovens moças em seus encontros, nada por acaso, com o dublê Mike (Kurt Russell), o piloto do tal carro à prova de morte. E é só.

Ainda é importante observar que a obra tem seu foco completamente feminino, ao ponto de que seu único homem relevante é o vilão. Também é curioso perceber que à medida que ele enfraquece, suas adversárias ganham força, terminando com as mulheres no ápice de fodicitude. Por isso, não é surpresa alguma que as moças “conversem” melhor com o filme do que os machos, visto que o próprio Tarantino declarou que este era o filme que fez para suas amigas.

De qualquer maneira, mais que “compensando” para o público masculino, existem as cenas finais dos dois seguimentos. Não. Na verdade, essas duas cenas são realizadas com tamanha maestria que, indubitavelmente, fazem valer o filme para qualquer um (com um mínimo de estomago), independente do sexo.

Como homem, um pensamento final: É lindo ver o Tarantino fazer com que mulheres amem a violência! Que elas aprovem a morte!

Nota: 8/ 10.

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