[REVIEW] Laços

“Graphic Novel inspirada em personagens clássicos de Maurício de Souza nos remete a infância e aos tempos da Turminha”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Maurício de Souza é o Stan Lee brasileiro (ou seria Stan Lee o Maurício de Souza Americano?). Na mesma época que virei fã de uma das obras de Lee, o Homem Aranha, já me esbaldava nos mais variados gibis criados pelo artista brasileiro. Aquela turminha da menina gorducha, baixinha dentuça, da comilona, dos ilemediáveis planos infalíveis e do medo de água era uma paixão minha desde criança, já que tinha a assinatura dos gibis (outro dia contei, são exatos 150 gibis aqui em casa), e passava horas lendo, e relendo. Turma da Mônica foi uma importante peça na minha infância.

Anos depois, ainda com o desejo de voltar a assinar os gibis (e dar a chance que a Turma da Mônica Jovem merece), Maurício agora se aventura a realização de Graphic Novels (GN), feita por outros artistas. Primeiramente, foi uma GN do Astronauta, chamada de Magnetar, lançada em 2012. Em 2013, saiu mais um projeto (dos 4 iniciais previstos), realizado pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, chamado de Laços.

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Laços é uma excelente revisita a minha infância. Os irmãos, que cuidaram do roteiro e também do desenho, criam uma história característica da Turma da Mônica, recheada de aventura, confusões, situações cômicas, e a inocência característica. Mais, Laços é uma demonstração, uma pequena fatia, do que representa décadas de amizade do conhecido quarteto.

Amizade. Essa é a palavra, a mensagem, que a GN nos passa. Pelos bons e maus momentos, a turma continua inseparável. O roteiro cria uma situação típica dos gibis, um conto, um episódio, em uma história que só foi alongada, mas que nem faz o leitor perceber a passagem de tempo. A introdução de personagens secundários e de referências a historinhas clássicas deleitam os leitores de longa data. E os últimos quadrinhos… Lindos!

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Lindo, também, é o desenho empregado. Diferente e igual, ao mesmo tempo, o trabalho encanta os mais leigos na área artística, pela sua simplicidade e sutileza, mas ainda assim, com certa elegância. O desenho dos 4 personagens principais me fizeram ficar de boca aberta, e desejaram que mais histórias dos artistas fossem criadas. Sem contar o trabalho com os coadjuvantes, como Titi, Maria Cascuda, Xaveco… O traço um tanto ‘bebê’ deixa a obra singular, e os últimos quadrinhos (de novo!) parece ter um requinte especial (a Magali, que sempre foi a que eu menos gostei, está fenomenal. Estou maravilhado com o desenho).

Por fim, os 40 minutos de leitura que parecem 5 em Laços fazem com que o leitor tenha novamente aquela sensação gostosa de ser criança, de ter 7 anos, assim como os personagens, mas carregado de emoção. Uma edição única, em homenagem a um dos maiores ícones da cultura pop Brasileira. Obrigado, Vitor e Lu Cafaggi. Obrigado, Maurício de Souza!

Nota: 9,5/ 10.

 

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