[REVIEW] Dishonored

“Corvo fez sua justiça, mas a que custo?”

 

Por Luíza Orlandi 

Produto da parceria entre o ArkaneStudios com a gigante do mercado de games, BethesdaSoftworks, Dishonored foi indicado ao prêmio de melhor jogo de 2012.

O jogo se passa em Dunwall, cidade imersa em grandes problemas devido a Peste dos Ratos – cuja cura está longe de ser encontrada – que tem infectado a população. A província é comandada pela Imperatriz Jessamine Kaldwin, cujo protetor, homem de confiança e braço direito é o nosso protagonista, Lord Corvo Attano.

Tudo começa quando Corvo chega de uma missão de espionagem para a Imperatriz antes da data prevista pra sua chegada. Enquanto reportava as informações obtidas sobre a questão da peste, são surpreendidos por assassinos profissionais e no combate é vencido pela magia usada pelo oponente, acabando por ver sua protegida ser assassinada e Emily Kaldwin, legítima herdeira do trono, seqüestrada. Traído, Corvo é acusado de assassinato, seqüestro e conspiração contra o governo e sentenciado a morte pelos Lordes que encomendaram o crime. Com a ajuda de um grupo que se diz leal a Imperatriz e que deseja colocar Emily no trono, escapa da prisão e começa sua jornada em busca de fazer justiça.

Além de ganhar armas e uma mascara mecanizada (que se mostra muito útil pra dar tiros a longa distancia, além da possibilidade de ganhar upgrades ao longo do jogo), Corvo recebe a visita durante a trama de uma “entidade”, o Outsider, que lhe confere teletransporte, dobramento de tempo, visão noturna e outros poderes que podem sem “comprados” e melhorados com as Runas e Encantamento de Ossos que são encontradas ao longo do jogo e que são essenciais, pois o jogo, de certa forma, te induz a usar magia, já que munição é escassa.

O Outsider
O Outsider

Pequenos detalhes que cativam foi o fato de algumas das missões secundárias ajudarem diretamente a concluir uma primária. Além disso, andando por ai, você escuta diálogos paralelos que ajudam de forma considerável a entender um pouco mais a história.

O jogo utiliza o sistema de Caos, que dependendo da bagunça que você faz para concluir os objetivos, o jogo começa a mudar, e você passa a encontrar mais empecilhos: segurança mais reforçada, mais ratos e mais doentes infectados – os Lamentosos –, até o clima do ambiente muda.

Porém, o que mais agrada no jogo foi à liberdade de escolher que tipo de personagem você vai ser e qual vai ser o final do seu jogo. Pra quem não quer ser notado, tem a opção de se mover pelos esgotos, sem muitos guardas, mas onde há ratos e os infectados pela peste, chamados de Lamentosos ou pelos telhados.

Há dois modos de fazer seus objetivos: no modo Stealth, matando somente quem precisa ser morto e passando o mais despercebido possível ou no modo aloprado, matando qualquer coisa que se mexa. As suas escolhas podem levar a 3 finais diferentes, o que torna o jogo uma experiência única pra cada jogador.

Devo ressaltar que é fascinante o fato de em tempos de FPS’s cada vez mais genéricos, Dishonored (que quando foi apresentado pela primeira vez, não gerou tanta repercussão) apresenta um universo e enredo tão originais. Além de ser muito divertido.

Dishnored 2

Já não tão agradável foi o fato do jogo não apresentar muitos desafios, independentemente de qual nível de dificuldade é escolhido pelo jogador. Um bom exemplo são os inimigos, que apresentam uma inteligência artificial fraca, como que o fato do personagem poder pular de um telhado pra cima de um poste de luz na frente de um deles, que não será notado. Não é uma grande falha, mas é algo que, de certa forma, tira um pouco da experiência de realidade da situação.

Apesar de haver muitos locais para se explorar dentro da cidade, o mapa é limitado e, portanto, repetitivo, principalmente na primeira metade do jogo. O gráfico também não é lá aquelas coisas, nada que impressione, é bom, mas poderia ser melhor, ainda mais se comparado à outros jogos da mesma geração.

Por fim, a personalidade do Corvo poderia ter sido mais explorada, durante o jogo é passada a impressão de que em algumas vezes, ele não pensava muito por si próprio, agia mais como um pau mandado, pelo menos até sofrer as sucessivas traições. Mas nenhuma dessas falhas retira grandes créditos do jogo.

O game apresenta cenários no estilo steampunk, que se encaixou como uma luva com a temática do enredo, além das faces cartunescas dos personagens, principalmente dos lordes inimigos, mostrando esses políticos de uma forma quase cômica (se não fosse trágica. Há!). Balanceando os prós e contras, o jogo é altamente recomendável, tendo um enredo excepcional e imensamente imersível.

Nota: 9/ 10.

Dishnored 1

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