Planeta dos Macacos: A Origem

“Respeita o clássico e, por isso, é tão inteligente quanto”

Por Matheus Araujo

Planeta dos Macacos (2011) é a revitalização de uma franquia por meio da narração da origem da situação caótica do clássico (e me perdoem os chatos por esse spoiler, mas, convenhamos, já faz quase meio século desde o lançamento). Atrelada a essa premissa, temos o drama de Will Rodney (James Franco) e seu pai, portador do mal de Alzheimer. A suposta cura, testada antes em símios, além de resultados animadores, possui um efeito colateral de dotar o usuário de uma inteligência fora do comum. Após complicações iniciais, Will é obrigado a experimentar a droga em seu pai e adotar um chimpanzé acima da média.

O roteiro que com somente seus elementos apresentados praticamente se desenha, ainda consegue empolgar. Admitindo suas origens desde o principío, o recente filme dos primatas é rico em referências, por vezes gratuitas (mas não ofensivas), e que noutros momentos, como na conclusão, chegam a ser geniais. Entre as mais significativas, cito olhos brilhantes; o cativeiro de César; e, talvez com certo descuido, a trilha sonora, que está excelente.

No entanto, nem tudo é perfeito. Entre suas falhas, encontram-se certos problemas quanto a suspensão de descrença e no ritmo lento, mas necessário, do ato inicial (compartilhado pelo clássico, em minha opinião). Além disso, é no mínimo curioso o distanciamento da obra do personagem de Franco no decorrer da história, e aproveitando que citei o ator, emendo que todo o elenco faz um trabalho mediano/ruim. Exceção, Andy Serkis (e os artistas digitais) que dão vida a César.

Do outro lado desta balança está a direção de Rupert Wyatt, excepcional na construção em tela de elementos narrativos, exemplo, a permissão e as pontes. Outra grande sacada é a importância da comunicação, outra referência à obra de 68, chegando em seu ápice, a silenciar sutilmente o homem frente à voz de César.

Ademais, a óbvia drástica diferença de recursos entre os filmes de 1968 e 2011, resulta num clímax grandioso. Outra consequência desse avanço tecnológico é o genial paralelo no final, no qual se mostra que a verdadeira liberdade não está em uma estátua.

Sem título

Bom, ainda veremos a seguir o que levou César a implantar a ditadura observada no clássico – se é que o genial primata seguirá os passos de seu homônimo romano. Por hora, sua comunidade se mostra muito mais humanitária que a nossa.

Nota: 9/ 10.

Leia nossa resenha do segundo filme aqui.

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5 comentários sobre “Planeta dos Macacos: A Origem

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