Os Mercenários 3

“Terceiro filme da franquia é exatamente aquilo que se esperava dele”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Talvez por eu ser de 94, ou por eu ter despertado meu interesse por cinema muito tarde, ou mesmo por causa da minha preguiça, eu nunca fui fã dos grandes filmes de ação que rechearam os cinemas na década de 80, tornando-se ícones daquela geração e da seguinte. A consagração para atores como Sylvester Stallone, Arnold Schweinsteiger (digo, Schwarzenegger!), Jean-Claude Van Damme, e tantos outros, neste período, foi merecida, em uma época em que esses filmes tinham muito mais espaço e importância nos cinemas.

Apesar deste afastamento e por não ser embalado por nenhum tipo de nostalgia, quando Mercenários foi anunciado, para 2010, comemorei a notícia. Ora, mesmo não sendo um fã, o que poderia ser melhor do que ver um filme que unisse vários desses ícones? A ideia era superinteressante. Praticamente, um Vingadores dos filmes de ação.

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E a iniciativa não ficou apenas para um longa. Depois do primeiro, outros atores vieram para uma continuação, e mais outros vieram para o terceiro, entre saídas, como a de Bruce Willis e Chuck Norris (mito!), e a entrada de vários atores novos, que tiveram a honra de trabalhar com essas pessoas. Afinal, como até chegou a ser piada entre eles, eles já pertencem a um museu, e não deveriam estar mais fazendo filmes. Bem, felizmente, eles ainda estão se ‘arrastando’ por aí.

Não gosto de levar a seriedade para o lado de Mercenários. Me preparo para ver o filme sem esperar por uma direção fantástica, um roteiro espetacular ou atuações de encher os olhos. Quero apenas aquela galera fazendo o que sabe fazer de melhor: ação ininterrupta, tiros, explosões, porradaria, e o uso das mais variadas armas possíveis.

A trama do 3º filme começa com a turma comandada por Barney (Sylvester Stallone) libertando Doc (Wesley Snipes, de volta as telas depois de MUITO tempo), um antigo amigo de Barney. O intuito era tê-lo como ajuda para, ao lado de outros mercenários, executar uma missão, a mando do agente do governo Drummer (Harrison Ford, participando pela primeira vez da franquia). Porém, após um membro ser ferido gravemente, Barney resolve proteger os amigos e, para ter a missão cumprida, procura formar uma nova equipe de mercenários, composta por integrantes mais novos, para capturar o ex-mercenário Stonebanks (Mel Gibson, também saindo do sedentarismo para o papel).

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O roteiro, que tem a mão do próprio Stallone, é bem previsível. O espectador sabe de cada virada no rumo que a história vai ter. Mas sinceramente, isso não importa. Provavelmente, é desta forma justamente para homenagear o gênero. Porém, chama a atenção que o filme tenta, de forma razoável, estabelecer um lado dramático mais presente. O número de cenas com diálogos voltados para este lado deve superar a dos outros dois filmes. Outro detalhe que se destaca é a diminuição do número de piadas em relação ao segundo filme. Curioso, se pensar que a classificação indicativa deste filme é de 12 anos, ao contrário de 16, como ocorreu nos longas anteriores (e o que eu acho uma pena).

A direção de Patrick Hughes é acertada, pois ele não compromete ao fazer o famoso e infalível “arroz-com-feijão”. Ou seja: posicionamento de câmeras certeiro, câmera que não fica perdida na hora da ação, fotografia que evita a escuridão do filme. Nada de excepcional, mas não necessitava. De negativo, apenas os efeitos especiais, que estão bem fraquinhos, e alguns chegam a ser toscos. Mais uma homenagem? Não posso cravar.

Mas o bacana é mesmo ver os atores. E o entretenimento que eu esperava, eles garantem. Boa porradaria, aquela química que entre eles funciona muito bem, algumas piadinhas bem posicionadas. Do grupo que já estava estabelecido, ninguém está pior, o que já é o suficiente (talvez apenas o Jet Li, que tem pouco espaço no filme). Das caras novas, os jovens atores não comprometem, mas também não fazem nada de espetacular. Mel Gibson pode ter feito um vilão aquém do que eu achava que ele poderia fazer, mas algumas cenas dele vale a pena. Snipes encaixou-se direitinho no papel, uma pena que só tenha um destaque maior na primeira metade do filme. Mas nenhum outro ator parecia tão feliz de fazer parte dessa brincadeira (e dessa família) como Antonio Banderas (!), em um papel divertido e que contagia os demais.

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É isso. Vale o ingresso, vale a nostalgia que causa aos mais velhos, e continua sendo muito bom ver essa galera toda junta. E que não parem por agora. Ainda acho que o Clint Eastwood, apesar da idade, e o Liam Nesson, tem espaço nisso daí. No aguardo!

Nota: 7/ 10.

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