[REVIEW] No Olho do Tornado

“A incrível e destrutiva força da natureza por um ângulo diferente”

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Cresci vendo, como muita gente, o ‘clássico’ Twister na Globo (se bem que, não sei se é porque não vejo mais com a mesma frequência o canal, nunca mais vi ele passar), e era ali que tive um dos primeiros contatos com os tornados. Afinal, essa força da natureza é algo bem incomum aqui no Brasil, mas atormenta  e destrói a vida de muitas famílias ao redor do mundo.

Pois bem. Com algumas vagas memórias do Twister, e impulsionado pela presença do Richard Armitage (o Thórin de O Hobbit) no filme, fui conferir o longa sem muitas expectativas. A trama é sobre uma super tempestade que se forma no interior de Oklahoma, contada por três núcleos diferentes: um grupo ‘caçador de Tornados’, comandado por Pete (Matt Walsh), que após sucessivos fracassos, tenta pela última vez conseguir imagens impressionantes das tempestades para produzir um documentário; a dupla formada por Donk e Reevis (Kyle Davis e Jon Reep), que, um tanto malucos, querem gravar a tempestade por pura diversão; e o vice diretor Gary (Richard Armitage), que tenta organizar a formatura de sua escola, enquanto batalha para criar uma relação melhor com seus filhos, Donnie e Tray (Max Deacon e Nathan Kress, respectivamente).

tornado 2

O roteiro assinado por John Swetnam (Evidências) faz com que as histórias se entrelacem no decorrer do longa. E justamente pela quantidade grande de personagens, falha em desenvolver melhor boa parte deles, tornando difícil a tarefa de se importar com os personagens (o que seria muito importante em um filme de catástrofe). Apesar disso, a trama se desenrola com fluidez e faz com que o espectador, dificilmente, se desinteresse pelo filme, mesmo com uma ou outra cena mais cadenciada.

Um dos pontos que eu considero alto no longa é a câmera de mão, recurso que particularmente eu adoro, e que o diretor Steven Quale (Premonição 5) utiliza em vários momentos do filme. A técnica, que vai de encontro com a ideia de gravar um documentário do grupo de caçadores, permite que o diretor tenha ângulos interessantes de toda a destruição, proporcionando imagens que, mesmo triste (afinal, você vê casas e carros, ou seja, TUDO que as pessoas têm, desaparecendo em questão de segundos), possuem certa beleza (uma das imagens no climáx da obra é espetacular). O recurso também ajuda a dar um tom mais realista ao filme, ao nos por em uma diferente e empolgante perspectiva.

tornado 4

Com um desenvolvimento fraco e muitos personagens, fica difícil os atores terem um trabalho que se destaque. Talvez o próprio Armitage, que mesmo sem a pesada maquiagem, ainda tem muito ainda da personalidade de Thórin, e Sarah Wayne Callies, que faz Allison, uma graduada que estuda os tornados e faz parte da equipe de Pete, tenham se desempenhado melhor nesta tarefa. Outro ponto positivo é que a química entre os personagens funciona muito bem.

Ainda não sei o que pensar sobre os efeitos especiais. Em certos momentos, acho que o resultado é agradável, com ajuda da câmera na mão, ficam bem realistas; porém, em outros momentos do filme, eles possuem uma aparência que beira ao tosco. Já a trilha sonora de Bryan Tyler (Homem de Ferro 3, As Tartarugas Ninja), que no filme das Tartarugas chupou muito do seu trabalho de Thor: O Mundo Sombrio, aqui retorna para algo mais diferente e proporciona uma trilha que combina com a projeção.

tornado 3

Finalmente, justamente pela baixa expectativa, e pela utilização da câmera na mão, No Olho do Tornado se tornou uma grata surpresa, um bom filme de destruição, mesmo que nunca vá se tornar referência no quesito. Uma boa recomendação para um dia de promoção, e que esteja fazendo um bom tempo!

Nota: 7/ 10.

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