[REVIEW] Anjos da Lei 2

“Repetindo fórmula de seu antecessor, Anjos da Lei 2 é risada na certa”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Confesso que quando foi lançado, em 2012, Anjos da Lei sequer entrou no meu radar para ser visto. O filme, estrelado pelas estrelas ascendentes Channing Tatum e o duas vezes indicado a Oscar Jonah Hill (Acredite se quiser! Mas ele em Moneyball é ótimo mesmo), aparentemente fez certo barulho, a ponto que garantiu uma sequência para esse ano (que também fez um belo sucesso no Verão Americano). E o segredo talvez seja ver ambos  em sequência.

A trama dos dois longas é praticamente idêntica. O roteiro, assinado por Michael Bacall em ambos os filmes (no segundo com colaborações), narra a história da dupla formada pelo nerd e atrapalhado Schmidt (Jonah Hill) e o atlético e ‘besta’ Jenko (Channing Tatum), trabalhando para a divisão de combate as drogas de Jump Street (os números que dão título ao longa em inglês, 21 e 22 Jump Street, são referentes ao número aonde fica o QG da divisão). Se no primeiro filme, eles investigaram o tráfico de drogas no colegial, desta vez o disfarce da dupla irá levá-los a faculdade.

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A reciclagem do roteiro não ofende. Pelo contrário, para quem tem o primeiro filme em mente, a continuação serve para contar velhas (e ótimas) piadas, inverter situações embaraçosas da dupla e causar uma satisfatória similaridade. Novas piadas (entre elas, um trocadilho sensacional com o Ice Cube, que interpreta o chefe de Hill e Tatum) e novas situações também ajudam a dar uma cara diferente e ‘inovadora’ ao filme.

Há momentos, entretanto, que essa reciclagem cansa, principalmente no 3º ato, já que o filme é cerca de 20 minutos mais longo que o anterior. A ‘culpa’ disso é da dupla de diretores, Phill Lord e Christopher Miller (Uma Aventura LEGO), que, ao estenderem o filme, desgastam a fórmula recheada de piadas com referências e autorreferências. O cansaço também é proveniente de uma trama que quis trabalhar mais o lado dramático dos personagens, principalmente com foco na relação entra Jenko e Schmidt, às vezes satirizando o homoerotismo, e sacrificando um pouco do tempo para as piadas, prejudicando o ritmo como um todo. Porém, de uma maneira geral, as falhas podem ser consideradas apenas como leves deslizes.

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A dupla principal continua em ótima sintonia, com atuações que dão para o gasto e servem como uma luva para a proposta do filme. Com mais tempo em tela, Ice Cube tem mais tempo para expor o seu trabalho, e também acrescentar a obra. A fraqueza das atuações ocorre por parte dos antagonistas, já que nenhum vilão do filme consegue ser tão divertido quanto Rob Riggle foi no primeiro (aliás, o ator aparece em uma ótima cena durante a continuação). O restante do elenco de apoio não se destaca, mas também não prejudica o longa.

Assim sendo, ao subir dos cômicos créditos (que conta, entre outras brincadeiras, com outra participação especial, porém não tão legal quanto Johnny Depp no primeiro), o saldo da continuação é positivo, e as risadas nas quase 2 horas de filme, garantidas. Reitero que, para uma melhor experiência, (re)assistam ao primeiro filme antes de conferir o segundo. Recomendado.

Nota (para ambos): 7,5/ 10.

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