[FORA DE SÉRIE] O caminho TV – Cinema

Por Matheus Araujo

Fazendo um paralelo com o texto do amigo Luís Gustavo em relação à migração do cinema para a TV, analisemos o movimento inverso.

Anjos da Lei

Entre 1987 e 91, estrelada por Johnny Depp, Anjos da Lei foi uma grande surpresa até para seu canal produtor, já que a Fox não havia produzido nenhuma série “jovem” de sucesso até então e, portanto, sequer pensava em dominar os espectadores a ponto de rivalizar com os índices de audiência dos concorrentes NBC, CBS e ABC, ou até vencê-los, como realmente aconteceu.

A premissa da série era a de cada episódio centrado em si mesmo, em um caso de um suposto jovem criminoso. Em cima de cada caso, um time de jovens policiais, muitas vezes se passando por alunos do colégio do infrator, deveria investigá-lo sem serem percebidos. A ideia era cortar o mal pela raiz, ou seja, impedir que o jovem se tornasse um adulto criminoso, algo muito mais sério e complexo para a polícia e com consequências mais graves para a sociedade. Justamente por esse objetivo, o nome da série ainda é lembrado com bastante carinho por uma geração, pois além de divertir os jovens através da resolução do crime, sempre deixava uma mensagem moral implícita, demonstrando a vontade do programa em formar socialmente a juventude.

A série permaneceu no ar de 87 a 91 e sua contribuição para o cinema não foi apenas consagrar Johnny Depp. Recentemente (como provavelmente sabem) a série ganhou uma adaptação de bastante sucesso para os cinemas, já resenhada pelo Filmaiada.

dark shadows - sombras da noite - crítica do filme - Johnny Depp
Falando em Johnny Depp, o ator também levou há pouco outro seriado das telas de TV às do cinema. Depp foi o protagonista de Sombras da Noite,  também originalmente uma série de TV.

Missão Impossível

Se recentemente Minoroty Report foi anunciado como possível adaptação para TV, saiba que seu protagonista, Tom Cruise, está envolvido em além desta transição TV-Cinema. Missão Impossível, o maior sucesso da carreira do ator, era originalmente uma série.

A franquia cinematográfica iniciada em 1996 tem suas origens televisivas lá em 1966 pela rede CBS. A proposta da série era semelhante a dos filmes e consistia na execução de missões de uma agência governamental secreta. A série chegou a ganhar vários prêmios Emmy, entre eles dois de melhor série, e durou até 1973.

Transformers

O grande sucesso de bilheterias mundiais do ano, Transformers 4, também já esteve na TV. Originalmente concebido como uma linha de brinquedos da Hasbro, a série animada é fruto da encomenda da empresa americana para melhor vendê-los, o que por anos carregou a marca.

Baseado no desenho, em 2007, os cineastas Michael Baye e Steven Spielberg, resolveram aliar os avanços tecnológicos do cinema aos grandes potenciais explosivos dos autobots. A empreitada é conhecida por todos e já rendeu à dupla quase 4 BILHÕES de dólares!

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Outros vários desenhos também receberam suas adaptações. Uma pena que nem tão bem sucedidas assim.

Star Trek

Antes denominada Jornada nas Estrelas, a franquia de Gene Roddenberry foi criada e aclamada na cultura pop como uma série de TV. E não só uma, mas várias e bem sucedidas séries alavancaram o nome de Jornada a se tornar um dos maiores expoentes da ficção científica.  No último meio século, além da série original, figuram entre seus produtos televisivos: The Animated Series, Star Trek: The Next Generation, Star Trek: Deep Space Nine, Star Trek: Voyager e Star Trek: Enterprise, que exploravam diversas facetas de um mesmo universo e totalizam mais de 700 episódios.

Em 2009, após anos sem novos trabalhos com a franquia, a Paramount resolveu transformar a série em grandes de filmes do verão norte-americano. Com J.J. Abrams, coincidentemente o maior nome da migração da TV para o cinema da última década, a mitologia da série foi reformulada e reiniciada ainda que com a tripulação original da Enterprise.

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Através do advento das viagens temporais, uma nova linha de história foi criada e “novas” aventuras podem ser “audaciosamente” exploradas.

Esse texto tratou apenas de adaptações para o cinema, o que significa que ficaram de fora outras possibilidades da migração TV-Cinema, como continuações ou capítulos independentes das séries nas telonas.

Dentre as mais famosas obras com este outro modelo de transposição destacam-se: Serenity, continuação da série Firefly do aclamado Joss Whedon (Vingadores); as continuações de Star Trek no cinema; as duas continuações de Sex and the City e Arquivo X; o filme comemorativo dos vinte anos dos Simpsons, que pode muito bem ser considerado um grande episódio; e até mesmo a possibilidade levantada pelo próprio Martin em encerrar a saga de Game of Thrones no cinema.

Só cito, pois um próximo post discutindo esse outro “fenômeno” virá. Até lá!

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