[REVIEW] The Maze Runner

“Adaptação do primeiro livro de James Dashner cumpre missão de deixar espectador curioso”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

Como eu disse na review do Doador de Memórias, estamos vivendo em uma enxurrada de adaptações de romances adolescentes com uma roupagem sci-fi futurística. The Maze Runner é mais um exemplo deste pacote que parece não ter fim. Já conhecia a série antes do lançamento do filme, mas nunca corri (RÁ!) atrás dela até então.

O longa começa com o protagonista Thomas (Dylan O’Brien) sendo transportado para uma misteriosa clareira, habitada por garotos. Como todos os outros, ele teve sua memória apagada e agora se encontra no meio de um labirinto gigantesco. De alguma forma, Thomas e seus novos amigos devem encontrar alguma maneira de escapar de seu mortal cativeiro.

Maze Runner 3

O fato de Thomas ser atirado em um mundo novo serve para que o personagem seja o link entre o telespectador e aquele universo, já que o roteiro tem o trabalho de explicar de forma didática as regras e características do mesmo. Normalmente, essa narração acontece de forma lenta e maçante, mas o roteiro do filme se sai bem ao estabelecer os pilares da trama de modo tranquilo. O filme, que tem quase 2h de duração, não perde a mão no ritmo em nenhum momento, apesar de conter um número menor de cenas de ação do que poderia se esperar

Cenas de ação essas que pareciam ser o foco do filme nos trailers, mas deixaram a desejar na fita. Talvez a inexperiência do debutante diretor Wes Ball tenha contribuído para tal impressão. Não há grandiosidade nem impacto nas passagens de batalha, algo que piora por dois motivos: o trabalho artístico das criaturas que habitam o labirinto, os chamados Verdugos (pausa para essa tradução. SENSACIONAL!), ficou apenas mediano. Mesmo ameaçadoras, as criaturas davam a impressão de que seriam bem mais monstruosas; outro detalhe é que as tomadas aéreas escolhidas pelo diretor para mostrar o labirinto não passam a sensação de grandeza e claustrofobia que a imponente construção deveria transmitir.

Maze Runner 1

As atuações são, no geral, satisfatórias. Dylan O’Brien talvez não seja o rosto mais carismático, mas consegue sustentar sem problemas o protagonismo da obra. A participação de outros garotos, como Thomas Brodie-Sangster, o Jojen de Game of Thrones e Will Poulter, ajudam a criar uma boa química do grupo, tampando a carência de trabalhos de maior destaque. O elo mais fraco dessa trupe fica com Kaya Scodelario, que, acredito eu, é um possível par romântico de Thomas, e que apresenta uma falta de presença preocupante. Entretanto, ao analisar a escassez de um grande nome no elenco, o resultado razoável pode ser considerado uma baita vitória.

O maior trunfo de Maze Runner, por fim, é fazer com que o espectador tenha vontade de ver mais, de acompanhar as continuações ou correr para a livraria mais próxima e comprar os livros. Aliás, o ano de 2014 está servindo bem para eu ver adaptações por um ângulo diferente: Maze, O Doador, A Culpa é das Estrelas Divergente foram obras que eu apenas assisti  ao filme, mas que despertaram meu interesse, em maior ou menor grau, em conferir os livros. E é justamente por essa vontade de querer saber mais, de ver mais e ler os livros, que tornam The Maze Runner uma obra recomendável.

 

Nota: 7/ 10.

Maze Runner 2

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