[FORA DE SÉRIE] 10 anos de LOST

Por Matheus Araujo

Faço uma pequena nota sobre esse marco na minha vida e na das séries após o dia 22 de setembro de 2004.

Há dez anos, através da ABC, chegava às telas das casas a mãe do “boom” da TV da última década. Antes que alguns chiem, existiram excelentes obras que precederam Lost e que bastante contribuíram para esse estouro (como a ainda sobrevivente 24 Horas), mas essas apenas anunciavam o que estava por vir. Lost foi a grande responsável por elevar o nível da TV americana ao que encontramos hoje. Ela estabeleceu padrões e abriu as portas para suas sucessoras.

Então, antes de chiar, ao menos seja grato. Se houve budget e interesse em seu tão amado Breaking Bad, agradeça a Lost por despertá-lo. Por mostrar que o investimento cinematográfico de alto nível era muito bem vindo à televisão. E não só o fã do barulhento Breaking Bad, mas Dexter, Supernatural, House, Prison Break, Heroes, The Office, Game of Thrones, The Walking Dead, House of Cards… (Hahahahaaha, até a tendência da não tradução dos títulos essa p*rra criou!)

Depois de Lost os olhos para a TV foram outros. Não mais um subproduto audiovisual, os seriados se transformaram e deixaram a conotação de apenas mais uma aventura semanal para uma extensa e densa história de 50, 60, 70 horas. Novamente, não é que não existissem as aclamadas séries (as mais queridas sitcoms americanas são anteriores à Lost, por exemplo), no entanto, a impulsão de Lost marcou a indústria e revolucionou o mercado.

lost
Há exatos 10 anos, o piloto.

E reforço para que não confunda. Não estou dizendo que Lost é a melhor série de toda a última década. Estou é lembrando de sua importância para a melhor safra de séries da história. Estou justificando o piloto – o episódio inicial – mais caro da história e, não só por orçamento, a aposta mais ousada da TV.

J.J. Abrams, o principal produtor da série, realizou uma experiência em diversos em tornos: uma experiência de estrutura, afinal Lost trocou seu modelo de contar uma história pelo menos quatro vezes; uma experiência de roteiro, pois nenhuma série havia colocado em plano principal o desenvolvimento de mais de uma dezena de personagens; uma experiência de mercado, como já dito o orçamento da série foi altíssimo para os padrões da TV aberta, e a resposta do público mais do que excepcional – aliás, ainda mais fundo como experiência de mercado, pois foi uma série que brincou bastante de filosofia, ficção científica (gêneros impopulares e de adesão em massa complicadíssimos); e além de todas essas, e provavelmente a mais marcante, uma experiência multimídia de vanguarda. A interação com o público dos produtores foi algo até hoje jamais visto. Eram cenas várias dialogando diretamente com fóruns, com nossas especulações, dentro ou fora da internet.  Enlouquecíamos massivamente e não havia quem não se divertisse tanto durante a semana na espera de um novo capítulo, elaborando teorias e descobrindo easter eggs diariamente, quanto ao assistindo.

É clichê, mas quem acompanhou Lost, não assistiu à série; encontrou uma experiência única.

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