Justice League: The Flashpoint Paradox

Por Rafael Martins Leite

Acabei de assistir, pela terceira vez, a animação da DC lançada em mídia física ano passado, Justice League: The Flashpoint Paradox, que é a adaptação da HQ Flashpoint, publicada em 2011.

A trama acontece com o nosso querido Flash sendo jogado numa linha de tempo diferente. Nesta realidade, Atlântida, liderada por Aquaman, e Themyscira, tendo como governante a Rainha Diana, estão em uma guerra feroz que coloca o mundo a beira da destruição.

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Flash, como sempre um personagem carismático, tem de enfrentar a situação de frente e encontrar uma forma de reaver seus poderes, que não existem na nova linha do tempo, para que assim possa voltar para o mundo de onde veio. No entanto, a tarefa se mostra bem árdua (a vá), uma vez que Eobard Thawne a.k.a Professor Zoom se coloca em seu caminho. Em sua busca, somos apresentados a existência de alguns personagens conhecidos, que em alguns casos são tão interessantes que mereciam ter um filme próprio.

O ponto mais alto da obra é que os heróis mais chatos se mostram como os mais legais. Desta vez Aquaman, sempre subestimado e visto como coitado, bate em quase todo mundo. Temos também a Mulher Maravilha, que costuma ser bem fraquinha como personagem, numa explosão de feminismo se impondo diante dos heróis machos. E não era necessário, mas é evidenciada a prova cabal de que o Superman é bom por natureza.

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Menção honrosa ao Batman, um tanto quanto diferente dessa vez, que é sempre um show à parte e que fez um cisco cair no meu olho. Entretanto o personagem mais ilustre do filme é o presidente americano Barack Obama, amigão do Ciborgue.

Sem moralismo heroico, sem draminha, nenhuma enrolação, decisões rápidas e definitivas. Esses foram aspectos essenciais para a qualidade do filme, não só por parte do Flash, mas por todos os outros personagens.

Na minha opinião, a melhor saída para a DC alcançar a qualidade esperada pelos fãs é deixar as atuações de lado e apostar nas animações no cinema. Porém acho que isso é também uma utopia, um “desenho” não tem o valor comercial de um filme Hollywoodiano no ocidente. E isso é triste. Se analisarmos as aparições das personalidades da editora no cinema, as decepções estão em maior número. O maior sucesso até agora, que foi a nova trilogia Batman, é completamente infiel aos quadrinhos, o que não é um problema, mas é um pouco frustrante. Flashpoint Pardox mostra que existem várias HQs ótimas que merecem uma adaptação, e reafirmo que as animações são a melhor opção.

JL 4

Filme altamente recomendando para quem já aprecia o universo DC e também para quem não conhece, pois ao término da experiência pesquisas certamente serão feitas.

Nota: 8,5/ 10.

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