[REVIEW] Doctor Who – Season 8

Por Matheus Araujo

Depois de um dos maiores momentos da série mais popular de 50 aniversários, nova temporada e novo Doutor. Meu companheiro de resenha, a ansiedade do fandom whovian que já era tamanha, quando acrescida de mais episódio nos cinemas e turnê mundial de divulgação (até no BRASIL!), transformou em mínima a possibilidade de resposta à altura das magnânimas expectativas. Inevitavelmente, aconteceu.

Comecemos a destilação por Peter Capaldi, o novo velho elemento dessa desbalanceada oitava temporada. Mesmo que semelhante aos outros em sua “primeira” aparição no episódio de despedida de Matt Smith, o “Décimo Segundo” se mostrou o mais distinto dos Doutores dessa atual geração. Raramente simpático, de humor singular e um tanto ranzinza para sua idade, o Doutor de Capaldi me ganhou justamente por seu episódio de introdução díspar, mostrando uma encarnação mais dramática e confusa. Todavia, a quase imutabilidade de seu comportamento ao longo da temporada o desgastou e meu tesão de esperar pelo próximo episódio foi minguando a cada semana.

Veja bem, uma abordagem diferente é sempre bem vinda. No entanto, Moffat optou por deixar de lado um novo e complexo Doutor em detrimento de Clara, que está em seus melhores momentos, mas que ainda são insuficientes para sustentar todo um ano. Em relação a temporadas anteriores, o carisma da protagonista Clara está longe de rivalizar com o que faziam David Tennant ou Matt Smith em cena.

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E, sim, existiram episódios primorosos em que o Doutor foi deslocado do centro, infelizmente, esta temporada não possui nenhum deles.

Sobre o arco em si: não desgosto, tampouco gosto. As pistas envolvendo o Heaven foram interessantes, uma pena é que em momento algum deixaram de ser breves aparições idênticas ou corresponderam em seu desenrolar o potencial da discussão pós-vida em Doctor Who. Aliás, sobre expectativas: desfecho um tanto previsível. (“Ele” tinha que voltar em um momento, certo?) Considero esse como um dos piores arcos dos últimos tempos (não que isso seja gravíssimo, afinal, o nível é alto) e particularmente fiquei decepcionado por pouco – ou nada – de Gallifrey ter sido visto em tela dado a promessa feita.

Mas nem só de maus momentos viveu o oitavo ano. Justifico reiterando que a introdução do Capaldi é a que considero mais interessante entre todas dos doutores e o episódio em si, referenciando vários trechos que pessoalmente sou apaixonado, é ótimo. Ademais, nesse mesmo capítulo uma das mais fortes cartas dessa leva de episódios é articulada brilhantemente: os diálogos.

Entre outros bons episódios destacam-se: Into the Dalek, com um grande destrinchar desses vilões em paralelo às incertezas do Décimo Segundo; o quarto, Listen, um dos conceitos mais intrigantes desenvolvidos recentemente; Kill The Moon, que possui uma ótima confrontação, mas que se finaliza no episódio seguinte sem conclusão satisfatória; e aquele da TARDIS miniatura – eu adorei os boneless e a mãozinha!

Entre as tecnicidades, outro ponto forte em relação a temporadas anteriores é o orçamento. Certamente existem episódios nessa que custaram o mesmo que uma completa das passadas. Efeitos, tanto os digitais, quanto os práticos, são impressionantes, assim como grande parte do visual. Acho fantástico, além dos já citados boneless (seres de apenas duas dimensões), o design daquele principal alien de Time Heist. E também vale a menção: Danny no último episódio tem um impacto gráfico maneiro.

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Adendo: Apesar do personagem de Danny Pink não ser ruim, não comprei seu drama de início e já que pouco foi o esforço para desenvolvê-lo, ao contrário do que para simplesmente repeti-lo, não posso eliminá-lo da lista de pontos fracos.

Sobre o último capítulo em si, que é uma boa síntese do que foi a temporada, enxergo bons e definitivos momentos. Não há porque não se empolgar quando os opostos estão em cena em conflito, sobretudo, com a nova roupagem; ou abrir um sorriso quando Capaldi finalmente se resolve; ou com a resolução curiosa, inesperada por mim, dada para o fim de uma bonita amizade. Momentos esses que findam, espero, todos os meus problemas com esse último ano de Doctor Who.

Que venha o especial de Natal!

Nota: 7,5/ 10.

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