[REVIEW] Quero Matar Meu Chefe 2

“Continuação retorna na mesma vibe e loucura do primeiro filme”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Apesar do meu gosto por comédias (iniciado pela quantidade impressionante de filmes do gênero que passa em TV aberta), até pouco tempo atrás, não era um gênero que eu corria para ver o lançamento de um novo filme, ou mesmo para assistir depois do lançamento em home video (Devo ter assistido Se Beber, Não Case uns 3 anos depois do lançamento do filme no cinema). Quando surgisse a oportunidade para ver um filme, estava bom.

 Quero Matar Meu Chefe (2011) entrou nessa categoria, e foi um filme que eu ignorei até as vésperas de sua continuação. Aliás, esse foi um ano marcado por continuações nas comédias: tivemos Debi & Lóide 2, Anjos da Lei 2 e Tudo por um Furo (a continuação d’O Âncora). A ideia da falta de um filme original pode até incomodar a princípio, mas a inquietação some quando se pensa que você acompanhará mais uma aventura com personagens que já estão no gosto do público, como é o caso do trio principal de Chefe.

 HB 1

Se no primeiro filme, Nick (Jason Bateman), Kurt (Jason Sudeikis) e Dale (Charlie Day) queriam, de toda forma, se livrar de seus chefes abomináveis, no novo longa eles pretendem abrir seu próprio negócio e se tornarem seus próprios chefes. Entretanto, ao negociar a venda de um chuveiro “revolucionário” com Rex (Chris Pine) e seu pai, Bert Hanson (Christoph Waltz), dono de um gigante do mercado de varejo, as coisas não dão muito certo, e o trio mais uma vez se vê na situação de cometer um crime para resolver o problema.

A primeira coisa que se pode destacar do roteiro escrito por John Morris e Sean Anders (este, também responsável pela direção do filme) é a capacidade de transformar os absurdos e as situações impossíveis que o trio de protagonistas se envolve em casos aceitáveis, que criam uma boa naturalidade para a obra. A dinâmica do filme, assim como na primeira obra, funciona tranquilamente, principalmente devido a química existente do trio principal. Contudo, duas ressalvas: algumas piadas e momentos não se encaixam tão bem durante o longa, o que (quase) ameaça estragar o ritmo do filme; e talvez seja algo da minha cabeça, mas como esse trio me lembra o pessoal de Se Beber, Não Case: Nick, o mais centrado, lembra o ‘certinho’ Stu de Ed Helms; Kurt, o mulherengo, é uma versão menos elegante do Phil de Bradley Cooper; enquanto Dale é o mais solto e maluco dos três, assim como Alan de Zach Galifianakis (toda comparação guardada a devida proporção, é claro).

HB 3

A melhor coisa do filme é, sem dúvidas, a parte das atuações. O trio principal funciona muito bem mais uma vez, além de contar com o retorno de velhos conhecidos, como a tarada sexual vivida por Jennifer Anniston (mais picante do que nunca); o ‘especialista’ em crimes “Mothafucka” Jones de Jamie Foxx, dessa vez com uma participação maior e melhor; e mesmo que em breve aparição, o perverso Harken de Kevin Spacey (incrível como esse cara consegue sair de um House of Cards para uma comédia e continua com a mesma qualidade) volta em um dos melhores momentos do longa. Suspeito que a atuação de Chris Pine foi um tanto forçada e caricata, mas nada que estrague o filme. E Christopher Waltz, mesmo longe do brilhantismo de outros papéis, consegue ser um bom adendo à obra.

Por fim, mesmo não sendo sensacional, Quero Matar meu Chefe 2 cumpre seu dever de entreter e se revela uma boa pedida para quem quer algo leve no fim de semana ou em um dia de promoção.

Nota: 7/ 10.

HB 2

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