[REVIEW] Operação Big Hero

“Animação da Disney com personagens da Marvel aposta em fórmula de sucesso”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

O ano de 2014 foi um ano de apostar para a Disney/Marvel. Após o lançamento de Guardiões da Galáxia (e o consequente sucesso do filme, que comprova a importância do grupo para o gênero), o mês derradeiro do ano da Copa trouxe consigo outra aposta, em um grupo ainda mais desconhecido da Casa das Ideias.

Ou talvez não fosse uma aposta tão grande assim. Tudo bem, o investimento da animação superou os 150 milhões de dólares (já reavido apenas na bilheteria dos EUA), mas ao contrário do live action intergaláctico que marcou um novo capítulo para o Universo Marvel dos Cinemas, Big Hero não possuía a obrigação de ter uma coerência em um Universo integrado. Como uma animação (o que considero outra vantagem), o filme deveria ser ‘apenas’ divertido.

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A animação narra a história de Hiro Hamada, um jovem genioso que desperdiça sua vasta inteligência em ringues de luta para robôs (no maior estilo Gigantes de Aço). Motivado pelo irmão mais velho, Tadashi, a ingressar na Faculdade onde este estuda, ao lado de seus colegas Wasabi, Honey Lemon, Freddy e Tomago, Hiro cria os microbôs, invenção capaz praticamente de mudar o mundo. Contudo, um incêndio ocorre durante a feira onde foram expostos as invenções, terminando em tragédia e no roubo da invenção revolucionária para fins não tão nobres.

 A história apela para alguns clichês de filmes de grupo e/ou filmes de super-heróis, como a tragédia familiar; a relação de irmãos, que parece ter virado uma regra na Disney: ano passado foram duas irmãs, esse anos dois irmãos… Falta só um casal agora; a ligação pré-estabelecida entre herói e vilão; do garoto certinho; da menina que vive no mundo de cores e no das selfies; em contra partida, a presença do menino “com um parafuso a menos” que possui pais milionários e da garota durona. Apesar da trama não ser inovadora, não quer dizer que ela seja ruim. Pelo contrário: graças à presença de Baymax, o robô agente de saúde que havia sido criado por Tadashi, o filme cumpre seu principal objetivo, que é divertir a criançada.

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Diversão que vem tantos dos diálogos (e aqui aproveito para elogiar a dublagem, que soube trabalhar as gírias sem prejudicar o ritmo do filme ou fazer algo forçado), como do próprio ritmo do filme. Colorido, ágil, com a ação na dosagem certa, o longa, comandado por Chris Williams (Bolt: Supercão) e Don Hall (Ursinho Pooh), não perde a mão, e mesmo que não arrisque, não deixa de cumprir as obrigações básicas de um bom desenho.

O design do filme é um acerto, seja nas roupas dos personagens principais, como no estilo da cidade de São Fransokyo, uma curiosa junção entre as duas icônicas cidades (a Golden Bridge no estilo japonês é bem interessante); contudo, apesar do acerto no estilo, o 3D pouco acrescenta, tornando-se mais uma vez dispensável (é uma pena que esses filmes de heróis e animações em geral desperdicem tanto a tecnologia… Ela parecia ter sido feita para esse tipo de filme!); por fim, a trilha de Henry Jackman, mesmo não sendo tão chamativa como em seus trabalhos recentes com a Disney/Marvel (Detona Ralph e Capitão América 2: O Soldado Invernal), casa com o clima da animação.

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Por fim, mesmo sem ser brilhante, Operação Big Hero se torna a pedida certa para as crianças nessas férias. O filme pode muito bem ter uma continuação e, bem… Não seria nada ruim!

Nota: 7,5/ 10

P.S.: Atenção para os easter eggs do Stan Lee (claro!) e do Ralph no filme.

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6 comentários sobre “[REVIEW] Operação Big Hero

  1. Achei ótimo seu review e sim, o filme poderia muuuuito bem ter uma continuação e pode me tirar uma dúvida que não sai da minha mente,(SPOILER) quem causou de fato o incêndio na escola, não fora o professor Calaghan pois como podemos ver, ele se defende das chamas com o projeto e seria muito complicado ele causar o incêndio e depois sair correndo para pegar os projetos,´poderia me responder 😀

  2. De todos os filmes dos últimos anos da casa do Waldisney foi o que menos gostei. A introdução do universo é excelente, divertida, mas o desenrolar pouco criativo foi decepcionante. É uma avalanche de coincidências sem fim.

    Mas, de todo modo, é uma daquelas empreitadas que eu adoraria dar uma segunda chance.

    P.S.: Só eu achei o laboratório do portal influenciadíssimo pela Aperture Science?

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