A força dos Live Actions de Contos Infantis

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Duas semanas depois da sua estreia nos EUA, Cinderella chega ao Brasil nesta quinta, 26 de Março. E a Princesa que perdeu o sapatinho de cristal é o mais novo exemplo de um gênero que, mesmo com seus tropeços, vem ganhando cada vez mais força dentro de Hollywood: as adaptações live action dos clássicos contos infantis.

É uma tendência que ganhou força a partir de 2010, com o lançamento de Alice no País das Maravilhas e que se tornou um sucesso imediato (em parte, devido a novidade que o 3D ainda era na época), faturando mais de 1 bilhão de dólares pelo globo, sendo 334 milhões de bilheteria doméstica (a que considera apenas a bilheteria americana e canadense).

O responsável por tudo isso
O responsável por tudo isso

A replicação da fórmula do sucesso foi aplicada imediatamente, e de lá pra cá, não faltam exemplos que mostram o sucesso do gênero. Curioso observar que muitas dessas obras foram produzidas pela Disney, é conhecida pelos seus clássicos de contos infantis na versão animada. O estúdio conseguiu bons números com Oz: Mágico e Poderoso (493 milhões pelo mundo), Malévola (758 milhões, a maior bilheteria de Angelina Jolie) e até mesmo com Caminhos da Floresta, que não tem números comparáveis com seus “modestos” 173 milhões faturados, mas ganha crédito por ter um orçamento muito mais em conta: 50 milhões.

Contudo, as iniciativas de sucesso parecem estar restritas a Disney. A exceção fica com Branca de Neve e o Caçador, da Universal, que faturou quase 400 milhões pelo mundo, apesar do seu orçamento de 170 milhões de dólares. Outras adaptações, contudo, não obtiveram o mesmo sucesso: Hércules (que OK, não é exatamente um conto infantil, mas a maioria das pessoas conhece pela animação da Disney, certo?), do ano passado, não conseguiu atingir a marca de 250 milhões faturados (isso para não dizer sobre o outro Hércules, também do ano passado, que faturou pouco mais de 60 milhões), enquanto Jack, O Caçador de Gigantes, em 2013, faturou 197 milhões pelo mundo, apenas 2 milhões a mais do que seu gigantesco orçamento, e foi um fracasso completo.

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Até o momento, Cinderella continua com a boa fase da Disney. Com um orçamento menor se comparado ao de outros citados (95 milhões) e tendo ainda que estrear em alguns grandes mercados, o filme faturou mais de 250 milhões pelo mundo, sendo 122 milhões só de bilheteria doméstica. E o estúdio não vai largar mão de investir no gênero tão cedo: já está agendado, para Março de 2017, o live action de A Bela e a Fera, aquele estrelado pela Emma Watson. Nesse ritmo, deve ser questão de tempo até que filmes como Frozen ganhem sua versão live action

Todas as informações sobre a bilheteria presentes nesta postagem foram retirados do Box Office Mojo.

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