[FORA DE SÉRIE] Inteligências Artificiais dos anos ‘2001’

Por Matheus Araujo

O tema inteligência artificial é bastante versátil, sendo capaz de abranger todos os gostos: do blockbuster ao independente. Neste abril, isso está mais claro do que nunca. Ao lado do maior lançamento do verão, Chappie de Neill Blomkamp chega, um tanto tímido, dia 16 e tem o propósito de entreter um público menos voraz pela aventura ou ação. Uma semana depois, Vingadores: A Era de Ultron, como o próprio nome diz, promete inaugurar novos tempos de popularidade das inteligências artificiais no cinema. Ou não, já que nestes primeiros anos do novo milênio existem exímios exemplares:

Portal

Influência direta do inesquecível HAL-9000, GlaDOS é quem dá, com sua interessantíssima voz, o tom de Portal. Se o jogo atingiu um lugar ao sol entre os games, muito disso se deve a personalidade irreparável da personagem. Divertida e assustadora, a vilã está eternizada na cultura pop. The cake is lie!

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GlaDOS alcançou tamanho status que foi exportada para Círculo de Fogo quando a dubladora da personagem emprestou sua voz para interface dos Jaegers.

WALL-E

Parte da era mais brilhante da Pixar, a animação foi indicada 6 prêmios no Oscar, e é uma das mais ousadas apostas de Hollywood nos últimos tempos. À primeira vista, um filme para o público infantil, Wall-E mal possui diálogos ou a ação costumeira, mas se sustenta pelo carisma de suas inteligências de mentirinha versus a atrapalhada raça humana. Inteligente, belo e delicado, Wall-E é uma obra prima.

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E HAL-9000 novamente é referência.

Inteligência Artificial

Fechando as influências diretas de Stanley Kubrick nesta lista, “A.I.” é quase um trabalho póstumo do gênio. Pensado por ele, a obra se sustenta em sua primeira hora, instigando uma válida (re)experiência da discussão do homem brincando de deus ou ao potencial da humanização dessas criações. A interpretação de Haley Joel Osment como David, a criança programada para amar e obcecada por ser real, é, no mínimo, curiosa. Todavia, o filme de Spielberg se torna bobo e se redireciona para o também batido final açucarado, mesmo que resquícios de algo mais interessantes sejam apresentados.

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Além de por esta primeira hora, a obra figura na lista pela sua releitura do conto mais clássico das inteligências artificiais, Pinóquio.

Ela

Se David era feito para amar, Samantha foi concebida para ser amada. Fruto da sutileza de Spike Jonze, a obra conversa com a paixão contemporânea dos homens por suas máquinas e da egoísta busca pelo ideal. Através de seu roteiro genial, que se desdobra em quantas partes forem possíveis, Ela transcende ao primeiro momento da relação e se eleva ao amor.

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Ela é a prova de que podemos nos apaixonar por personagens, na minha interpretação, independentes de tangibilidade. O Pinóquio e a sua realidade que se fo…

Matrix

Mesmo que feita de sucata no cinema após o primeiro filme, Matrix vale a menção. Pelo menos o carismático Agente Smith ainda faz jus a fama conquistada na obra prima. Aliás, é ele o único dos personagens “ressuscitados” do milênio passado que chega a completar esta proeza. É triste, mas sinto dizer que entre esses reencontros, nenhum robô de Star Wars, Asimov, androide da franquia Alien, ou Exterminador do Futuro, tenham se valido dos louros conquistados de outrora.

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Mr. Anderson?

O Guia do Mochileiro das Galáxias

Só pela oportunidade de citá-lo: Marvin. Afinal, este filme nunca chegou aos pés do chamariz dos livros – acho até que a maioria das pessoas nem sabe de sua existência. Não que adaptação seja ruim ou que cabeçudo robô de Douglas Adams esteja mal representado. Pelo contrário, Alan Rickman (o Snape!) faz isso muito bem. Mas sem a condução única de Adams, suas ideias não resplandecem tão amigavelmente.

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NÃO ENTRE EM PÂNICO.

Lunar

Se inteligência artificial é toda aquela concebida em laboratório, Lunar é um prato cheio. A obra dirigida por Duncan Jones desafia, com seu modesto orçamento, super produções pela competência em várias de suas esferas: direção, roteiro, trilha sonora e, sobretudo para esta lista, atuação. Sam Rockwell, que também estrela O Guia do Mochileiro das Galáxias, entrega bastante em um personagem nada fácil, sustentando o longa-metragem com louvor, e qualificando Sam Bell a qualquer lista.

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Pelo viés purista, GERTY cumpre muito bem sua função.
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