[REVIEW] Noite sem Fim

 “Liam Neeson retorna para mais um filme de ação”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

Por incrível que isso possa parecer, cinema de ação hoje (do gênero mesmo, não algo mais fantasioso como filmes de super herói), pra mim, é sinônimo de Liam Neeson. Ele, que se especializou no gênero nos últimos anos, já havia nos brindado este ano com uma nova aparição como Bryan Millis, o protagonista de Busca Implacável 3. Mas quem disse que o veterano ator ainda não tem gás para mais pancadaria?
Desta vez, ele vive Jimmy Colon, um ex hitman de um mafioso e amigo de longa data, Shawn (Ed Harris). Longe da carreira de criminoso, ele agora enfrenta um período de lidar com todas as mortes que já causou, e o afastamento que acabou tendo com seu filho, Michael (Joel Kinnaman). Contudo, acontecimentos cruciais cruzam a vida de Michael e do filho de Shawn, restando a Jimmy uma noite para defender seu filho e sua família, enquanto confronta Shawn e o detetive Harding (Vincent D’Onofrio), que há tempo deseja prendê-lo.

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E é nesse ligamento entre ‘ação’ e ‘Liam Neeson’ que mora a maior esperança e, consequentemente, o maior mérito do filme. Claro, se você acha que irá ver uma nova interpretação no patamar de Lista de Schindler, está pedindo demais. Mas como dá gosto ver esse cara chutando bundas, atirando nos outros e fugindo pela cidade. É um trabalho feito com honestidade, e ele sabe ser um badass, conquistando rapidamente a empatia do telespectador. E de um modo geral, as atuações são razoáveis. Nada de impressionante (D’Onofrio, por exemplo, está longe da excelência de Demolidor), mas tanto ele como Ed Harris e Joel Kinnaman, mais vitais a trama, não chegam a comprometê-la.

O diretor é o espanhol Jaume Collet-Serra, um antigo conhecido de Neeson, que dirigiu Desconhecido e Sem Escalas. Não é, a exemplo do filme como um todo, um trabalho marcante. Há boas tomadas e sacadas, e uma ação limpa, mas, no geral, considero aquém do que foi feito em Sem Escalas. E muito menos impressionante se comparado a outros filmes de ação recentes, como O Protetor e De Volta ao Jogo.

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O roteiro assinado por Brad Ingelsby (Tudo por Justiça) é certeiro em não ousar querer ser algo muito mirabolante, e aposta na velha e boa estratégia do “arroz com feijão”, onde menos é mais. Consegue amarrar a história, não chega a abusar de clichês e, mesmo quando os utiliza, como no desenvolvimento da história entre o pai e filho que a tanto não se falam, não torna algo desinteressante.

Como um último ponto positivo, fica a trilha de Junkie XL, responsável pela composição de Divergente e dos vindouros Mad Max: A Estrada da Fúria e Batman v Superman: A Origem da Justiça. Um bom trabalho que é perceptível durante todo o filme, ajudando a dar ritmo a obra. De ponto negativo, a edição que leva o filme a ter 1h54, e torna-o um pouco maçante. Um corte de 15 minutos mais curto seria o ideal.

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Mesmo estando longe de ser espetacular, o filme vale a conferida, mesmo que seja em um dia de promoção. Vale também porque eu considero uma honra poder ver o Liam protagonizando esse tipo de filme na tela grande. O ator já disse que pretende sair desse cenário nos próximos anos. Então, já que o Stallone não quer, de jeito nenhum, chamar ele para Os Mercenários, deixo aqui a minha sugestão: alô Vin Diesel, alô Universal! Chamem ele para ser o vilão do novo Velozes & Furiosos! Liam Neeson merece uma ‘despedida’ que será vista por milhões de pessoas. E o gênero de ação deve isso a ele.

Nota: 6,5/ 10.

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