[REVIEW] Cake: Uma Razão para Viver

Por Matheus Araujo

Soube da existência de Cake quando, há dois/ três meses, discutiam-se as injustiças, as ausências, do Oscar 2015. Entre a polêmica Oscar White, LEGO e outras coisas, havia o nome de Jennifer Aniston e sua performance em Cake. Diferente do que se possa pensar, este texto não foi feito com o intuito de julgar a decisão da Academia, mas dizer que a compreendo.

Claire (Aniston) passou por uma tragédia. Isto é claro tanto pelas cicatrizes em seu corpo, quanto por sua postura ríspida em seu cotidiano. Ela está quebrada e, mais triste, sem perspectiva de melhora – o que a torna especialmente interessada no suicídio de uma das mulheres (Anna Kendrick) do grupo terapêutico que frequenta.

Particularmente, não considero o plot curioso, tampouco o desenvolvimento. Direção ou roteiro também não impressionam. Por exemplo, brinca-se com a expectativa em relação ao que aconteceu, mas tudo se delineia tão facilmente que entedia o espectador.

Antes da protagonista, ponderemos rapidamente sobre seu elenco de suporte: Kendrick entrega o necessário, Adriana Barraza interpreta uma versão reduzida de seu papel em Babel e Sam Worthington fornece mais alguns motivos de sua exclusão do circuito de blockbusters. Sem o James Cameron puxando as cordinhas, esse cara não tem qualquer carisma…

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Melhor que encomenda mesmo, somente Jennifer Aniston. Assim como Sandra Bullock, jamais pensei em associá-la a grandes atuações, afinal ambas já possuíam longa jornada em Hollywood quando finalmente resolveram se destacar por tal. E digo isso sem querer depreciar qualquer trabalho anterior das duas. Embora, diferindo de Bullock, Aniston ainda não é impecável.

Longe de não ser um bom trabalho, penso que Aniston ainda se posiciona abaixo do patamar mais consagrado do cinema. Sua atuação convence, sobretudo quando mais lhe é pedido em cena. Todavia, não há singularidade na construção de sua personagem, deixando margem para se pensar: Quem mais poderia interpretar Claire dessa maneira? Quem poderia fazê-la melhor?

Não sem motivos, concluo sobre Cake indicando ao leitor que também o classifica insatisfatório, mas que ainda busca por histórias de desamparados, O Lado Bom da Vida, no qual Lawrence esbanja carisma e compõe seu personagem de forma única e repleta de sentimento em tela. E ainda mais intrínseco ao propósito de Cake, mas duas vezes mais sombrio no pós-trauma, veja Precisamos Falar Sobre Kevin com uma Tilda Swinton, que, sim, considero uma injustiçada na falta de prêmios em sua estante.

Nota: 6/ 10.

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