Dragon Ball Z: O Renascimento de Freeza

Por Matheus Araujo

O Renascimento de Freeza é, sem sombra de dúvidas, melhor que seu predecessor.

Não sei vocês, mas eu absolutamente adorei o que, em 2013, A Batalha dos Deuses proporcionou. Rever Goku, Vegeta, Mestre Kame, Picollo, Kuririn… Com suas melhores vozes, e nos cinemas (!), foi uma experiência e tanto. Todavia, não deixo de confessar que, ainda assim (como eu sou chato!), fiquei decepcionado. Apesar de bom, o filme é um tanto despreocupado em equilibrar a ação e o humor e mexe bem mais do que o esperado com a mitologia de DBZ. No entanto, a verdade é que o maior pecado da obra é estar desalinhada com nossas monstruosas expectativas… E, talvez, pela última decepção, mas com nem tão menores esperanças assim (afinal, estamos falando do maior inimigo de Goku), O Renascimento de Freeza vem repleto de satisfação.

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Freeza não retorna à vida, senão pelas mais desejadas esferas da cultura pop. O que já gosto como pontapé inicial. Ora, se essas bolotas mágicas são usadas o tempo todo para reviver os bonzinhos, por que não os malvadões também? Saída inquestionável porque simples. Além disso, gosto, já na sinopse também, do argumento utilizado pelo vilão de como dará conta do muito mais poderoso Goku nessa nova vida. Freeza, ao contrário do incansável Saiyajin, nunca treinara na vida. Com um pouco esforço, por que não a possibilidade de vencer Goku? Novamente, a simplicidade do argumento, e é assim que prefiro DBZ, triunfa.

O desenrolar da esperada revanche de Freeza é bem tratado, sendo sua ameaça relevante desde a situação inicial, com todo seu exército, até sua última reação, apesar da solução previsível – por sinal, não sei se a escolha do Goku polemizará, mas acredito que o roteiro tenha a tornado minimamente coerente. Além disso, outra coisa que beneficia este filme em relação ao anterior é a melhor assimilação dos deuses como o novo desafio de Goku e Vegeta. Tratá-los com mais naturalidade, semelhante à relação com os kaios, os tornam seguramente mais agradáveis. Aliás, a participação de todos os personagens é elogiável, sabendo o roteiro distribuir a atenção entre os personagens menos e mais poderosos (coisa raríssima). Uma menção especial merece Jaco, o patrulheiro das galáxias, introduzido por Toriyama há dois anos em uma prequel de Dragon Ball e muito bem reutilizado por aqui. Todavia, considero como o elemento crucial para a supremacia de O Renascimento de Freeza em relação A Batalha dos Deuses, o equilíbrio entre o cômico e o combate, relação primordial para o sucesso de DBZ.

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É preciso ainda versar quanto ao visual, sobretudo, às batalhas. Se por um lado, acredito que a substituição da animação convencional pela técnica 3D favorece em alguns momentos; em outros, nem tanto. Posso ser um saudosista, mas os cenários em movimento tridimensionais não me dão qualquer gosto em admirar, diferente daqueles mais semelhantes aos que eram pinturas no anime clássico. Já quanto ao seu acréscimo nas batalhas, reconheço que o exército de Freeza agindo naquela proporção ou mesmo determinada ação no combate de Goku e Freeza (por mais que em alguns momentos nos sintamos assistindo a um videogame), são possíveis apenas por esses recursos. Por último, particularmente, não gostei de nenhum dos novos visuais. Não entendo a necessidade de uma nova transformação em cada aparição de Goku e sou super a favor das modificações singelas nos visuais dos personagens para mostrar sua evolução.

Por fim, pondero que o filme é um pouco lento em seu início; que adorei o easter egg de One Piece; que a trilha sonora é um tanto irregular, contudo eficiente; que é incrível a oportunidade de termos o elenco de dublagem original nesse projeto; e que, se o objetivo era tornar o retorno do anime ainda mais imperdível, O Renascimento de Freeza acertou em cheio. Até eu ressuscitaria para ver Dragon Ball Super!

Nota: 8/ 10.

Ficou todo nostálgico? Totalmente compreensível e, já pensando nisso, fiz uma seleção com os melhores filmes de DBZ para você matar a saudade! Confira clicando AQUI.

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3 comentários sobre “Dragon Ball Z: O Renascimento de Freeza

  1. Gostei da sua análise, embora tenha achado deverás exagerado, sinceramente, assiste o filme e me senti um tanto quanto decepcionado, esperava muito mais do filme, o Gohan está beirando o ridículo, Vegeta mal luta, a transformação do Freeza ficou péssima, e o “raio do anel” do Sorbet derrubando o Goku “Deus Fase 2” me chegou a dar enjoo…
    As cenas de comédia ficaram exageradas e cafonas, e as cenas importantes onde a história era explicada pareceram encurtadas, as transformações são muito rápidas e não tem a mesma graça do anime, embora eu entenda que isso também tem haver com o tempo curto do filme, mas ainda assim, podia ter menos comédia, ser um filme mais sério, minha nota é 03 de 10, o filme é realmente fraco, faltou muitos personagens interessantes como Gotenks e Majin Boo, o novo visual do Goku e Freeza ficaram horríveis, dois magrelos fracotes que lutam mais devagar que na saga dos Sayajins…

    Faltou velocidade, faltou seriedade, faltou esmero em alguns personagens (Shisami, Gohan), faltou muitas coisas no filme, por isso nota 03 de 10 tá mais que bom.

    Talvez por ser muito fã eu fui no cinema esperando muito e me decepcionei amargamente, o filme é realmente fraco, esperamos Dragon Ball Super e quem sabe ele possa nos surpreender…

    Vale o ingresso? Até vale, mas é um filme para se ver uma vez e esquecer para sempre…

  2. Concordo com o que você disse em vários aspectos: a trilha inconsistente, mas que agrada (apesar que a trilha do anime é um espetáculo); os pontos positivos da luta com a técnica em 3D, que pra mim deram uma dinâmica nova as lutas; tempo de luta para os coadjuvantes, dando tempo de cada um usar seu ataque “especial”; claro, ouvir o elenco original de dublagem, ainda mais no cinema, é algo espetacular; e como o Bills e Wiis (é Wiis?) tiveram sua proposta na narrativa mais bem esclarecida agora, no estilo dos kaio mesmo. Aliás, novamente, o filme é super divertido. Brinca com a própria mitologia construída ao longo dos anos (o Kuririn morrer várias vezes; o Pilaf* e sua eterna perseguição as esferas do Dragão; o peso da roupa do Picollo, entre outros).

    Mas mesmo tendo me divertido bastante (que julgo ser o principal), me incomodou profundamente a abordagem feita com o Freeza. O mais clássico vilão do anime dificilmente foi levado a sério. Ele chega com seu exército gigantesco, mais forte do que nunca, mas nem Gohan, Kuririn, Picollo parecem estar preocupados (é só comparar com as faces de puro horror da batalha de Namekusei). Bulma chega a fazer piada. Mesmo que os personagens tenham ficado mais fortes desde o seu primeiro encontro, supunha que o Freeza deveria inspirar mais terror, mais medo, um sentido de urgência maior. Mas não. Vem, espera o Goku (aliás, ficar chamando ele de Son Goku achei meio bizarro), faz seus discursos (o que acho sua melhor qualidade), mas na hora da luta… Talvez pra quem cresceu com aquela épica luta de 5 minutos intermináveis tenha achado pouco o formato do filme, que teve que fazer tudo às pressas.

    Se no filme de 2013 eu não tive a decepção citada pelo autor, o gosto meio que fica na boca agora, justamente por esse subaproveitamento com um vilão tão querido. Mas O Renascimento de Freeza cumpre seus dois maiores objetivos: divertir e garantir o interesse por Dragon Ball Super. Que tenha trocentos episódios!

    6/10

    P.S.: O Gohan virou piada mesmo, né? Putz, que pena. Não compartilho do hate que o personagem tem por muita gente, mas não fazem algo que presta com ele tem muito, muito tempo… Falando em desperdício, adorei a colocação da Nº 18 que, DE FATO, ela é mais forte que muita gente, mas nem aparece nas lutas.

    *Os ajudantes do Pilaf não tinham ficado pequenos no começo do Dragon Ball GT, junto com o processo que rejuvenesceu o Goku? Se não, em que momento isso aconteceu?

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