[REVIEW] Minions

“Apesar dos tropeços, Minions consegue cumprir seu principal objetivo: divertir.”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

Foi apenas quando o título Minions apareceu na telona, que minha ficha finalmente caiu. Os ajudantes mais populares e queridos desta década, após os sucessos de Meu Malvado Favorito 1 e 2 (do qual já falei, aqui), ganharam uma aventura solo. Sempre considerei a proposta ousada e, no mínimo, interessante. Afinal, será que coadjuvantes tão bons teriam a mesma eficácia em uma aventura própria?

Minions é, na verdade, um prequel. Acompanhamos todo o surgimento e história dos seres que, desde a era Jurássica, tinham apenas um objetivo: servir o mestre mais malvado do mundo. Eles tiveram muitos mestres, mas após vários “fracassos”, acabaram se desmotivando e, consequentemente, perdendo a esperança. Somente em 1968, Kevin parte em busca de um novo mestre para servir, com a ajuda de Stuart e Bob. E acabam encontrando a super vilã Scarlet Overkill.

Minions e Jurassic Park? Eu certamente assistiria!
Minions e Jurassic Park? Eu certamente assistiria!

A aventura é dirigida por Pierre Coffin (diretor dos dois primeiros longas) ao lado de Kyle Balda. Coffin, aliás, é quem faz a voz de todos os minions. E esse é o primeiro aspecto interessante do filme. Misturando várias línguas, é agradável perceber que, mesmo que você não entenda EXATAMENTE o que eles estão falando, a compreensão da trama acontece naturalmente. O filme não comete o pecado mortal de colocar legendas para as falas deles, o que garante a diversão.

Há ainda, por parte da direção, méritos em algumas sacadas com as câmeras, que revelam alguns easter eggs (como a placa do carro de uma família de ladrões,“Luv 2 Rob”, brincadeira que pode ser traduzida como “Amor por Roubar”), ou ajudam a construir algumas sequências mais movimentadas no filme. Contudo, lamento o fato de Coffin não ousar tanto como fez em Meu Malvado Favorito 2, não criando nada tão sensacional como aquele plano em primeira pessoa. A fotografia da animação não se destaca, chegando a ser atrapalhada pelo 3D, que surge com força apenas no terço final do filme, e fica distante da boa execução do último longa.

Minions 3

O roteiro tem altos e baixos. Uma excelente característica da série é apostar em um humor simples que, quase sempre, é eficiente. Uma ação boba e despretensiosa, uma reação de algum minion que quebra as expectativas… Tudo isso é ligado com intuito de criar um tipo de humor mais presente nos cartoons clássicos, famosos na metade do século passado. E é essa simplicidade que faz com que a obra corra, no geral, de forma tão boa. Ainda podem-se destacar as referências pops presentes (algo que os outros filmes também acertaram); a semelhança proposital entre Kevin, Stuart e Bob com Margo, Eddith e Agnes, respectivamente, o que facilita ainda mais a empatia com os protagonistas; as referências a outros momentos já vistos na franquia, como a arma de gelo; e o próprio conceito apresentado pelo filme, de que os minions procuram sempre atender os maiores vilões do planeta, o que acho uma sacada bem feita. Uma última observação: achei muito interessante o traço de singularidade que dão a Bob, já que o minion possui heterocromia (olhos com duas cores diferentes).

Contudo, perto do seu fim, o filme chega a cansar (algo que eu duvido que acontecerá com as crianças). Mesmo com as boas sacadas e momentos, o filme perde um pouco do fôlego em seus últimos 15 minutos, algo que surpreende, em vista da duração de 90 minutos da obra. O ritmo é prejudicado, ainda, pela edição, que opta por dividir a história do trio principal, com algumas inserções do resto da tribo dos minions no decorrer da história, alternância que afeta a dinâmica da obra. Scarlet Overkill, mesmo com a dublagem satisfatória de Adriana Esteves (o que o seu papel de Carminha não faz, né?), não chega a ter o mesmo carisma e os momentos cômicos vistos com Vector e El Macho. Ao fim da obra, fica a sensação de que, por mais divertido que seja ver os minions em tela, o potencial deles é muito melhor explorado quando atuam como coadjuvantes do que como protagonistas.

Acho que nunca uma imagem resumiu tão bem esses seres.
Acho que nunca uma imagem resumiu tão bem esses seres.

Mesmo sendo o mais fraco até agora, Minions serve como um bom começo para uma jornada. Acredito que a forma mais proveitosa de ver a franquia é começando por Minions e seguindo para os dois Meu Malvado Favorito, onde uma evolução fica mais evidente. Mas para a alegria de todos, essa jornada ainda não chegou ao fim: Meu Malvado Favorito 3 está confirmado para 2017, e motivos para esperar pelo reencontro desses seres adoráveis com Gru e suas filhas é o que não faltam!

Nota: 7/ 10.

Minions 4

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3 comentários sobre “[REVIEW] Minions

  1. Não concordo. As piadas foram muito besta, o filme todo. O filme tentou pegar todos os públicos, mas na minha opinião só atingiu as crianças.

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