[REVIEW] Ted 2

“Continuação com urso falastrão não consegue igualar bons momentos do antecessor”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Ted foi um dos poucos filmes que comprei “no escuro”, quando adquiri o filme em Blu-ray em uma promoção. Claro que já estava ciente da popularidade do longa, já que, em 2012, a comédia faturou aproximadamente 550 milhões de dólares ao redor do mundo, uma das maiores marcas do gênero nos últimos anos. E também, graças a aparição do urso no Oscar de 2013.

Ter visto o filme em Blu-ray se mostrou um ótimo acerto. Confesso não ter achado a comédia digna de todo o seu alvoroço. Há bons momentos, algumas boas sacadas, mas no geral, considerei o filme meia boca. Contudo, a magia do filme está nos extras. Ver e entender como foi feito o filme, a captura de imagens de MacFarlane e como o Mark Wahlberg contracenou com ele. Tudo isso teve um excelente cuidado da direção do MacFarlane, um inexperiente na direção de longa metragem. A cena de luta entre o Ted e o Wahlberg no quarto ganha outro nível de qualidade ao ver o making off.

Justamente por não ter o primeiro filme como um queridinho, pouco esperava do segundo. O plot em si já passava aquela atmosfera de uma continuação forçada: Ted (dublado por MacFarlane) se casa com Tami-Lynn (Jessica Barth), e o casal decide procurar um doador de esperma para que possam ter um filho. Contudo, a busca deles é interrompida quando o governo dos EUA decide que Ted não é um humano, e sim uma propriedade. Sendo assim, o urso perde direito de possuir contas bancárias, trabalhar e ter um casamento legal. A partir daí, com a ajuda de seu amigo John (Mark Wahlberg) e da jovem advogada Samantha (Amanda Seyfried), Ted inicia um processo judicial em busca dos seus direitos.

Um dos problemas que eu tenho tanto com a continuação quanto com o original é o roteiro do MacFarlane. O tipo de humor dele não faz o meu tipo, o que justifica a minha falta de interesse por Family Guy, por exemplo. Um Milhão de Jeitos de Pegar na Pistola (que tradução sensacional a do nosso país!) foi um dos piores filmes do ano passado. E aqui, o filme também é pontuado por esse humor que (ao menos, para mim) considero sem sal e pouco interessante. Mais do que isso, o pior problema do roteiro é a sua extensão, já que 1h55 para uma comédia chega a ser extenuante. E a trama passa por vários momentos: o casamento e sua crise; a questão do filho; a luta judicial de Ted; a nova vingança de Donny (Giovanni Ribisi) para cima do urso; todo o subplot de John. Várias temáticas que acabam conturbando o ritmo da obra.

Não que seja um roteiro livre de alguns bons momentos. Piadas como as de Tom Brady, Amanda Seyfried e o Gollum, a participação especial de Liam Neeson, são algumas das melhores sacadas do filme. O próprio relacionamento entre Ted e John, peça fundamental na produção, é interessante. A direção de MacFarlane também é satisfatória, se aproveitando para brincar com o tema de Jurassic Park (que retomou a populariedade após o lançamento de Jurassic World) ou referenciar o mestre das referências, Quentin Tarantino.

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As atuações são medianas, com nada fora do comum. A dublagem de MacFarlane continua boa, e sua química com Wahlberg volta a funcionar; Amanda Seyfried pouco acrescenta, dado a proposta do longa; e Morgan Freeman em uma aparição de luxo, algo que eu já esperava.

O desempenho aquém do primeiro em relação à qualidade é refletido também na bilheteria. Em um ano recheado de acertos da Universal, a continuação rendeu, até agora, 180 milhões de dólares pelo mundo, menos de um terço de seu antecessor. Uma golpe baixo do qual nem Ted achou graça.

Nota: 5/ 10.

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