The Maze Runner: Prova de Fogo

“Novo filme da franquia evolui e reassume capacidade de manter o interesse do telespectador”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Quando assisti a Maze Runner: Correr ou Morrer ano passado, comentei que o maior trunfo que o filme tinha era sua capacidade de deixar o espectador curioso, principalmente aqueles que não leram os livros. A obra mostrava o potencial da série, destacando-se na enxurrada de adaptações juvenis que tomou conta da indústria cinematográfica e, mesmo que não tenha alcançado o patamar de franquias como Harry Potter e Jogos Vorazes, deixou uma boa impressão.

Pois bem. Um ano depois, ainda não me tornei um leitor dos livros, mas isso se mostra até uma vantagem. O interesse em saber o que estava por vir era uma sensação gostosa. Neste novo capítulo, o grupo de jovens liderado por Thomas (Dylan O’Brien) deixa o labirinto para trás, mas devem enfrentar novos e ainda mais temíveis desafios: a organização CRUEL, liderados pela doutora Ava Peige (Patricia Clarkson) e por Jason (Aidan Gillen), responsáveis por colocar os garotos nos labirintos; os misteriosos Cranks, pessoas que foram infectadas pelo vírus Flare e se tornam uma espécie de zumbi; o vasto Deserto e seus perigos. No meio disto tudo, a única esperança para o grupo é uma aliança com a facção Braço Direito, que se opõe ao CRUEL.

(Espero que essa sinopse esteja correta, em vista que eu não estou familiarizado com os termos e como eles foram adaptados para o Português).

maze runner 3

A coisa mais bacana neste novo Maze Runner é perceber como o filme evolui em relação ao anterior. Principalmente, expandindo o seu universo. Se o maze fica para trás, os garotos ainda correm por diversas localidades, encarando novos desafios e aspectos daquele mundo. Isso tudo sem repetir a ambientação, algo que se difere em filmes semelhantes. Em Insurgente, Tris volta para a guerra de facções em Chicago; em Jogos Vorazes: Em Chamas, Katniss é posta em uma nova arena mortal; e foram incontáveis as vezes que fomos até Hogwarts em Harry Potter. E cada novo detalhe que o filme apresenta instiga ainda mais o espectador.

O roteiro de T.S Nowlin não acerta apenas nisso, mas também no ritmo da produção. Quase 20 minutos mais longo, o tempo extra passa despercebido, e a obra não cansa. A ação fica é bem distribuída e quando o filme encontra o tradicional momento de parar para acalmar e organizar as coisas, não é aquela parede que sua atenção bate e desaparece. Outro detalhe que merece atenção é que, para cada pergunta respondida, novas surgem, e as possibilidades são promissoras. Não sei se em questão de adaptação o filme é fiel, mas o caminho trilhado até aqui é bem sedimentado.

THE SCORCH TRIALS

Outro aspecto que apresentou melhoras foi à direção de Wes Ball. As cenas de ação foram aprimoradas, com o diretor apresentando um trabalho mais refinado tanto em lugares fechados como espaços abertos. Se no primeiro filme, os Verdugos tinham uma apresentação mediana, os Cranks do novo capítulo são mais bem aproveitados. Ball aproveita até para se aventurar no gênero de terror, criando uma ambientação mais pesada nas cenas envolvendo as criaturas. Clima que foi intensificado pela trilha de John Paesano (Demolidor), mais uma das características que evoluíram do primeiro para o segundo filme.

As atuações de maneira geral, também apresentaram uma evolução, mas em menor grau. Fico feliz de Dylan O’Brien não ter se tornado o novo Peter Parker, não apenas por não visualizá-lo na proposta que a Marvel pretende dar, mas porque, desta forma, ele pode se dedicar totalmente a esta franquia. A química do grupo está mais natural e o elenco teve adições interessantes, como dos aliados de Rosa Salazar (que faz Brenda) e Giancarlo Exposito (que interpreta Jorge). No quesito, Aidan Gillen, o Mindinho de Game of Thrones, se destaca. Como esse cara sabe fazer um personagem argiloso!

maze runner 4

Finalmente, Prova de Fogo consegue provar (RÁ!) a solidez da franquia, mostrando evolução e apresentando possibilidades ainda mais interessantes pra o futuro. Que não inventem de dividir o último livro em duas partes.

Nota: 7,5/ 10.

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