O tempo não para – Os 30 anos de De volta para o Futuro

Por Filipe Elias

 

Existem alguns momentos nas nossas vidas que moldam quem somos para sempre. Momentos que definem nossas vidas e afetam nosso futuro de maneira irremediável: um trauma, uma frase dita em um momento de raiva, uma decisão impensada ou um acidente, por exemplo, podem mudar tudo. Em momentos de reflexão podemos nos perceber pensando a respeito do que seria diferente caso pudéssemos voltar no tempo e mudar esse momento.

A vida seria melhor se pudéssemos contar ao nosso “eu” jovem o resultado das nossas escolhas? A trama de De volta para o futuro tenta responder esta pergunta. Na história, que se passa em 1985, o loser com ilusões de grandeza Marty McFly (Michael J. Fox, que herdou o papel do quase sósia Eric Stoltz) é amigo do pouco-ortodoxo cientista doutor Emmet Brown (o não menos ortodoxo Christopher Lloyd, caricato e divertidíssimo). Depois de um tiroteio, Marty toma posse do DeLorean, carro transformado em máquina do tempo pelo cientista. Acelera a 88 milhas por hora ao seu destino, o ano de 1955.

BTTF 2

No futuro, Marty se envolve em um acidente que deveria ter acontecido com seu futuro pai, e é salvo pela futura mãe – e aqui a ideia de amor de mãe ganha uma conotação pouco comum, pra dizer o mínimo. Enquanto trabalha com um doutor Brown 30 anos mais jovem para voltar ao presente (futuro), Marty decide corrigir o acidente que não houve a fazer com que os pais se apaixonassem, caso contrário nunca teria nascido. Para completar, por que não dar uma lição no vilão Biff Tannen, o malvadão da escola que nunca deixa de oprimir a família Mcfly?

Filmes de viagem no tempo são cheios de furos de lógica, mas divertem pelas possibilidades que apresentam. Cada passo de Marty pode alterar o futuro e a própria existência humana… Mas nem tanto. O filme é esperto ao deixar as mudanças para o final, se concentrando na foto de família cujos membros vão desaparecendo enquanto o casal não é formado. O filme também ganha em urgência quando revela que a única descarga elétrica capaz de causar uma viagem ao tempo em 1955 vem de um raio que, claro, só cai uma vez.

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O choque de gerações é tema recorrente no filme e recebe um tratamento bem humorado. A mãe de Marty (no passado) passa a achar que ele se chama Calvin Klein, porque é p nome escrito na cueca, um hábito comum na época. Marty inventa o rock e se surpreende com o preço do milk shake. Enquanto muda a história da família descobre a valentia que sempre fingiu que tinha.

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De volta para o Futuro tem a cara dos anos 80. Representou um avanço no uso de efeitos especiais e de tramas divertidas protagonizadas por adolescentes. O sucesso foi enorme e levou a duas continuações que levam a história a caminhos inesperados. Destaque para o segundo filme, que revisita o primeiro de uma maneira curiosa, de filme dentro do filme. Continua divertido, empolgante, imaginativo. Marty envelheceu, mas boas histórias permanecem sempre jovens.

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Um comentário sobre “O tempo não para – Os 30 anos de De volta para o Futuro

  1. E fui fã do filme quando era adolescente, ficava empolgado com todas as teorias futuristas que ele apresentava e imaginava o que o futuro nos reservaria, mas hoje, vejo que evoluímos muito pouco naquela perspectiva.

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