STAR WARS: O Despertar da Força

“A Força é mais poderosa nesta franquia.”

Por Matheus Araujo

Em tese, eu fazia parte do alvo de George Lucas e seus episódios prequels. Ainda assim, demorei a prestar atenção em Star Wars e, verdade seja escrita, a franquia infanto-juvenil que fez parte do crescimento da minha geração é Harry Potter. Puxando pela memória, notei os trabalhos de Lucas com A Vingança dos Sith e alguns produtos derivados daquela época, como a ótima série animada Clone Wars (aquela 2D, feita pela mesma galera de Samurai Jack) e Star Wars: Battlefront II – os verdadeiros responsáveis pelo meu apreço à Saga. Todo esse contexto é para que os fãs (ou não) conheçam a relação do autor deste texto com a franquia e não julguem este ou aquele comentário mais inocente. No mais… PQP! Eu acabei de ver STAR WARS pela PRIMEIRA VEZ no CINEMA!!!

Por escrever há algum tempo sobre cinema, óbvio, conheço Star Wars e admiro, até mais que as próprias histórias, sua importância. Em 2012, a notícia da compra dos direitos da Lucasfilm trouxe certa expectativa quanto ao futuro da franquia, mas confesso que só “despertei” para o filme quando J.J. Abrams foi anunciado na direção.

Acompanho o trabalho do diretor desde Lost, no qual já se notava a influência da franquia no cineasta através de inúmeras referências. Com o sucesso da série, Abrams estreou sua carreira nas telonas revigorando Missão Impossível. Visto seu êxito, o diretor recebeu a oportunidade de ressuscitar outro importante nome da cultura pop: Star Trek. Certamente criticado pelos trekkers mais puristas, vários descreveram que sua visão foi tão audaciosa que invadiu o universo de Star Wars, transformando os dilemas filosóficos do material clássico a uma aventura similar à “rival”. Entre as Jornadas, J.J. fez o excelente Super 8 ao lado de Spielberg, responsável por indicá-lo a direção d’O Despertar da Força.

jj abrams star wars

Finalmente, falemos de Star Wars. Mas saiba que não estava te enrolando. Falar sobre esse J.J. é a sinopse que não farei. Pois é, sem sinopses. O marketing prezou tanto tempo por não revelar demais e não serei eu quem estragarei quaisquer surpresas para você (e caso já tenha assistido, não precisa de uma). Além do mais, quem precisa de motivos para ver STAR WARS no CINEMA?!

Semelhante a sua passagem por outras franquias, o homem, sobretudo, moderniza a linguagem. Embora diferente do restante de sua filmografia, é possível sentir que a essência do cara, por ser Star Wars, mantém o espírito dos clássicos de Lucas – algo que nem mesmo o próprio, ao longo dos prequels, foi capaz de resgatar.

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Ao falar dos originais, inevitável não mencionar nomes que, felizmente, se repetem: Harrison Ford, Carrie Fisher, John Williams… A Força dos elementos icônicos é presente e arrasa os corações dos mais experientes mestres, como também encanta os olhos dos jovens padawans. Adorei o fato de serem tratados como os mitos da cultura pop que são. Quem não conhece Han Solo, os Skywalker ou a música? A película é engenhosa ao ponto de todos se sentirem em casa.

E as perspectivas da nova trilogia são trazidas por nomes com o potencial para se tornarem tão especiais quanto. O quão facilmente todos novos personagens cativam, não só é mérito de boas interpretações, como da condução de Abrams. Facilmente, o amigo é agradável, o vilão é detestável e o herói ganha a sua torcida. Sobre o último, ressalto que é belo ver o Monomito perpetuar na Saga, além de “rever” momentos clássicos de forma suficientemente orgânica.

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Desviando ao máximo de spoilers, peço aplausos uma última vez a J.J. Abrams. A sintonia entre os novos e os clássicos elementos é perfeita. Para melhor aproveitar essa experiência, esse evento, indico: quanto melhor o cinema, mais bem acolhido O Despertar da Força é. Os deslumbres visuais e sonoros desta obra somente se comparam, numa memória recente, a genialidade de George Miller em Estrada da Fúria. 2015, definitivamente, é o ano dos retornos! WHAT A LOVELY YEAR!

Não há como perder STAR WARS no CINEMA. Toda a sala se arrepia quando a orquestra soa Forte, criando a possibilidade da ópera espacial. Graças a J.J., uma vez mais.

Nota: 9,0/ 10.

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15 comentários sobre “STAR WARS: O Despertar da Força

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