Kung Fu Panda 3

“Diversão é garantida em novo episódio do panda mestre do kung fu”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

Kung Fu Panda é mais um dos exemplos de uma das melhores características da Dream Works: estabelecer franquias. Ao lado de outras animações, como Shrek, Madagascar e Como treinar o seu Dragão, esse aspecto se destaca pela capacidade de retornar ao universo de personagens já estabelecidos, explorando novos caminhos e possibilidades daquele mundo.

A caminhada de Kung Fu Panda é uma prova disso. O primeiro filme é marcado, além do ineditismo, pelo culto as artes marciais. Um acerto em cheio: boa ambientação, bons personagens, um protagonista carismático e divertido e uma ação que faz jus ao título do filme. Não morro de amores pelo segundo filme, mas a escolha da contraposição entre a pólvora e as armas de fogo em relação as artes marciais foi um caminho interessante. Já no novo capítulo da série, o destaque fica com o lado espiritual, outra face importante da cultura chinesa. O vilão Kai liberta-se do mundo espiritual, prometendo derrotar o nosso querido pan… dragão guerreiro. Enquanto isso, a vida de Pô passa por outra reviravolta, quando ele finalmente conhece Li, seu pai biológico, e o refúgio de pandas, tendo a oportunidade de conviver, pela primeira vez, com seus semelhantes de espécie.

kung fu panda 1

Entre altos e baixos, o novo capítulo da franquia se sustenta de uma maneira mais agradável que o seu antecessor. Visualmente, é percepítivel como o filme está muito mais bonito e bem refinado do que os outros dois longas, com o 3D realçando os traços da produção (em um dos raros usos da tecnologia que, de fato, acrescenta alguma coisa). A obra agrada, também, nos breves momentos em que sai da animação 3D e passa para um estilo de desenho mais oriental.

O desenrolar da trama é um tanto inconsistente, apesar de satisfatório. Algumas coisas acontecem inexplicavelmente rápido, não aproveitando para explorar, de forma mais aprofundada, as reações e os conflitos entre os personagens. O lado cômico, por outro lado, ajuda a tornar o enredo mais eficiente, cumprindo o principal objetivo do desenho: divertir o público.

kung fu panda 2

Por fim, sinto a falta de mais lutas, algo mais centrado no kung fu mesmo. Claro, ver as soluções criativas que o Pô tem para resolver os problemas é algo interessante (e um bom desafio para o roteiro), mas acaba fugindo um tanto de uma das essências da franquia. Algo que é compensado, ao menos, pela ótima trilha da produção, que ajuda a ditar o tom do longa.

Nota: 7/ 10.

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