As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras

“Abraçando a galhofa e mais divertido, continuação evolui em relação ao anterior.”

Por Luís Gustavo

A minha review de As Tartarugas Ninja, de 2014, não me deixa mentir: o meu contentamento com a releitura dos clássicos heróis cascudos não foi dos maiores. Produzido pelo “mestre” Michael Bay, a aventura protagonizada por Megan Fox e Will Arnett ficou marcada pela irregularidade, com tropeços ao longo do roteiro, mas um visual agradável e convincente.

Nada que empolgasse para uma continuação. Mas a produção fez a melhor escolha: abraçar toda a galhofa e loucura do universo do heróis, trazendo para a tela elementos carnavalescos de suas histórias. Neste segundo filme, além de se consolidarem como um time, os quatro ninjas devem enfrentar novas ameças, como Bebop, Rocksteady e Krang, além do retorno do Destruidor. Em outras palavras, um javali e um rinoceronte humanoides gigantes, e um cérebro que controla um androide. Acredite, você nem precisa conhecer os personagens para comprar a aventura.

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Viva a galhofa!

Dave Green (Terra para Echo) é quem ocupa a direção desta vez, mas ele comete praticamente os mesmos erros (e acertos) de seu antecessor, Jonathan Lebesman. A fotografia (do brasileiro Lula Carvalho) é boa, mas as cenas no escuro ficam destoantes e o 3D, mais uma vez, é completamente dispensável. A ação tem bons e maus momentos, mas o traço mais cartunesco é uma boa decisão visual. Pena que, contudo, ele explore muito menos as clássicas armas usadas pelas tartarugas o que, convenhamos, era a coisa mais divertida ao vê-las em ação.

O roteiro tem sua dose de forçadas de barra e de resoluções simples, mas nada que comprometa. Os seus pontos mais negativos fica em relação a luta final, incrivelmente rápida e que deixa com um gosto de quero mais na boca, e o sub aproveitamento de um ou outro personagem. No restante, ele apresenta avanços em relação ao primeiro filme. O humor parece mais calibrado e bem distribuído, a trama flui de maneira melhor, e toda a alopração dos novos vilões faz bem ao longa. Eles cumprem a tarefa de entregar a diversão e boas cenas de luta que a produção propõe. O texto, ainda, encontra espaço para aprofundar a relação do quarteto, seja pelo trabalho conjunto ou pelas disputas internas. Isso os torna ainda mais simpáticos e próximos para público.

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Nas atuações, nenhuma grande surpresa. Will Arnett é um tanto deixado de lado, e Megan Fox… está o mesmo de sempre. O destaque fica para a química que Gary Anthony Williams e Stephen Farrelly tiveram como Bebop e Rocksteady, respectivamente, além da introdução do Arro… de Stephen Amell como Cassey Jones, trazendo ainda mais humor para a história.

O mais importante da nova aventura das Tartarugas Ninja é o poder que demonstra de evolução, de expandir o universo e consertar os erros. Mas nem tudo é festa: o longa não está tendo o mesmo ritmo de arrecadação na bilheteria dos EUA (em um ano em que as continuações não estão conseguindo repetir o sucesso de seus antecessores). Se uma continuação ocorrer, ao menos, ela está no caminho certo.

Nota: 6,5/ 10.

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