Jason Bourne

“Com atualização e repetições, Jason Bourne retorna em boa forma.”

Por Luís Gustavo Fonseca

No decorrer da última década, a trilogia Bourne foi responsável por redefinir o gênero de espionagem do cinema, se igualando instantaneamente ao patamar de franquias consagradas como Missão: Impossível e 007. Com uma ação frenética, bem conduzida e que não depende da fantasia ou de bugigangas mirabolantes, além de um roteiro bem construído, envolvente e com a dosagem certa de suspense, os filmes estrelados por Matt Damon (Perdido em Marte) ganharam o reconhecimento do público e da crítica.

O quarto longa da série substituiu Damon por Jeremy Renner, e a produção não recebeu o mesmo acolhimento tanto dos críticos como dos fãs. Mas em um momento em que Hollywood se aproveita da nostalgia e revive clássicas franquias (Star Wars, Mad Max, Jurassic Park, Caça-Fantasmas), por que não trazer de volta a dupla formada por Matt Damon e Paul Greengrass, diretor de Supremacia e Ultimato Bourne? Jason Bourne (adoro como o nome da obra é somente o nome do personagem) traz o agente secreto de volta às telonas, em uma trama envolvendo planos secretos e de caráter dúbio da CIA (de novo) e o passado de Bourne (de novo).

jason bourne 04

A repetição de certos elementos, já visto nos demais filmes, é o ponto mais chato e baixo da obra. Não que eles sejam mal trabalhados, ou que a história não seja boa e não esteja devidamente amarrada. Por um lado, o diretor se atualiza a aborda uma das questões e debates mais importantes da atualidade: estabelecer a segurança de um país contra a privacidade e a liberdade de seus cidadãos. Algo que ganhou notoriedade ainda maior após o caso de vazamento de informações por Edward Snowden.

Mas, por outro, reaproveita e retoma velhas estratégias da franquia: o cabeça da CIA, que fará de tudo para defender um programa secreto do governo; alguém de dentro da agência que, como Pam Landy, dará a dádiva da dúvida em relação as intenções de Bourne; o passado do mesmo, já demasiadamente explorado; há até mesmo o aspecto do “agora é pessoal”, que serve para motivar tanto o protagonista como antagonista do longa. A falta de maior ousadia para inovar acaba por diminuir o impacto da produção.

Jason Bourne (2016)

Entretanto, há a recuperação de outros elementos que são mais que bem vindos: o clima de suspense (que conta com a ajuda, mais uma vez, da ótima trilha de John Powell), a pancadaria crua – e Bourne usando objetos incomuns no combate corpo-a-corpo -, a câmera frenética e os cortes rápidos de Greengrass, as excelentes perseguições de carro, o desenvolvimento da trama… Os pilares do sucesso da franquia.

Não é a melhor encarnação de Damon no papel, mas é o melhor elenco que Greengrass teve até o momento. E as atuações, de uma forma geral, são satisfatórias, como é o caso de Tommy Lee Jones (seu trabalho que mais gosto desde Lincoln) e Alicia Vinkander (A Garota Dinamarquesa).

jason bourne 01
Perseguições e a câmera frenética de Greengrass, felizmente, estão de volta.

Particularmente, é a produção com Damon que menos me agrada, mas permanece sendo uma excelente pedida e um ótimo filme. Contendo tudo que um fã do agente pode querer, Jason Bourne está de volta. E o melhor: um retorno em boa forma e justificável.

Nota: 7,5/ 10.

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Um comentário sobre “Jason Bourne

  1. Entrei no ‘Blogs Recomendados do WordPress’ e lá estava o seu!
    Que bacana que entrei! 🙂
    Parabéns pelo espaço. Super clean e ótimos posts. Sempre gosto de conhecer novos colegas de blog assim vou aumentando minha rede, e claro, conhecendo sobre diversos assuntos e até mesmo cultura.
    Bom, já estou seguindo para não perder as novidades. Sucesso.

    Estendo aqui o convite para conhecer o meu blog… Ficarei contente com sua visita! 🙂

    HuG! 😀

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