Piratas do Caribe: Melhores Momentos

Por Luís Gustavo Fonseca

Na próxima quinta (25), Jack Sparrow está de volta para um inédito Piratas do Caribe. A franquia, que teve início em 2003, não tem uma produção nova desde 2011, quando o quarto longa da série, Navegando em Águas Misteriosas, teve uma recepção morna da crítica e do público, mesmo fazendo um caminhão de dinheiro. Apesar disso, Piratas ainda tem uma base de fãs imensa, que tem um enorme carinho pelos demais filmes. Aproveitando a ocasião, montei uma lista com alguns dos mais icônicos momentos que a franquia teve até agora.

A introdução de Jack Sparrow

A introdução de Jack Spar… Do Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) é uma das melhores e mais bem feitas introduções de personagens do cinema, eu diria. Sua primeira aparição quebra expectativas (algo que irá se repetir inúmeras vezes), já que ele não se encontra, em uma pose heróica, no alto do mastro de um navio respeitável, mas sim de uma canoinha – que está afundando. O modo despreocupado com que ele lida com a situação e o vislumbre pelo respeito com seus colegas piratas – assim como sua desobediência e menosprezo às forças britânicas – são cruciais para determinar o tom do personagem e, consequentemente, do filme. Isso tudo em menos de dois minutos e, praticamente, sem nenhum diálogo:

Jack Sparrow vs Capitão Barbossa

O duelo entre Sparrow e o Capitão Barbossa (Geoffrey Rush) no clímax de A Maldição do Pérola Negra é o ponto máximo no que é, até agora, o melhor longa da franquia. A tensão crescente que a obra cria em torno da rivalidade entre os dois piratas culmina num brilhante duelo de espadas, provando o talento em batalha que existe em ambos. Talvez as melhores características do enredo se encontram nesses quatro minutos: lutas bem coreografadas, que você entende o que está acontecendo; a esperteza de Jack, em passar Barbossa para trás ao se tornar um amaldiçoado pelo tesouro asteca e, assim, igualar a luta; o humor presente na história, seja pelo o que acontece em tela ou pelo que é dito (e como é dito); o tema do longa e a ótima trilha de Hans Zimmer, responsável por ditar o tom aventuresco do filme e que, curiosamente, torna o duelo mortal um tanto mais divertido de acompanhar:

A fuga dos Canibais

Revendo O Baú da Morte, eu até acho que toda essa parte envolvendo a tribo canibal em que Jack virou uma espécie de semideus (?) acaba sendo uma “barriguinha” para a obra, não levando o plot muito adiante e prejudicando um pouco o ritmo. Mas, PUTZ, como ela é gostosa de ver! A situação por si só é um tanto tensa, mas o roteiro consegue fazer com que a fuga de Jack – assim como a de sua tripulação – seja divertida e empolgante. Mesmo porque, os personagens não estão simplesmente correndo, mas estão fugindo enquanto estão dentro de uma gaiola circular ou amarrado em um bambu cheio de alimentos. É, também, a cena que tem um dos takes mais memoráveis da franquia: Jack correndo desesperado com um exército de canibais em seu encalço:

A luta sobre o moinho de água

Acho que é o meu momento favorito de toda a série. Piratas do Caribe é uma franquia que abraça a aventura sem medo, misturando o misticismo e a mitologia pirata com muita diversão e um tom despretensioso que funciona perfeitamente. E talvez nenhum outro momento enfatize tanto esse apreço pela diversão como esse, em que a obra diz “A física não se aplica neste filme!” e proporciona um memorável duelo entre Jack, Will Turner (Orlando Bloom) e o Comodoro Norrington (Jack Davenport). Aliás, o que mais me fascina ao longo das produções é como sempre há um jeito para que os conflitos envolvam não dois lados, mas três (ou mais!). É uma constante troca de alianças, traições e passar um lado para trás, em que os envolvidos estão por todos e por si mesmos simultaneamente, proporcionando uma relação única entre as partes e que consegue divertir o espectador:

A morte de Jack Sparrow

Davy Jones (Bill Nighy) e a tripulação do Holândes Voador são os grandes antagonistas de O Baú da Morte, mas a maior ameaça da produção é a arma secreta de Jones: o temível Kraken. No decorrer da trama, vamos tendo pequenos vislumbres do que a criatura pode fazer. Ao dizimar a embarcação em que Will Turner se encontra, vemos como é praticamente impossível fugir dos tentáculos e da boca da monstruosidade. Jack Sparrow passa o filme todo tentando fugir do Kraken, mas no seu momento derradeiro – e também do Pérola Negra -, o pirata o enfrenta da maneira mais Jack Sparrow possível: sorrindo e ridicularizando o monstro:

A introdução de No Fim do Mundo

Provavelmente, é uma das passagens mais sombrias dos longas, mas também é uma das marcantes. A essa altura do campeonato, a Disney já conseguiu romantizar os piratas, de modo que público torça para a segurança deles. Ver uma série de piratas – em especial, uma criança – sendo sumariamente enforcados causa um aperto no coração. O destaque, claro, é a canção cantada por eles. Perfeita em simbolizar a união da classe:

Discurso motivacional de Elizabeth

Por ser o personagem mais excêntrico e de visual mais destacável, é claro que Jack Sparrow é o garoto propaganda da franquia. Mas Piratas do Caribe depende, em várias circunstâncias, de seu trio Jack-Will-Elizabeth (Keira Knightley) para funcionar da melhor forma. E o arco dela é um dos que mais me agrada dentro da série, já que ela saiu do estereótipo da donzela em perigo lá do primeiro para se tornar uma dos nove lorde-capitães piratas (se você lembrar o fascínio que ela tinha por piratas, mostrado na intro do original, essa evolução fica melhor ainda). A hora em que ela convence os demais piratas a lutarem por sua liberdade, em uma batalha que parece estar fadada a derrota, coroa a trajetória da personagem:

Pérola Negra vs Holandês Voador

Talvez com exceção de Navegando em Águas Misteriosas, as demais produções sempre tiveram excelentes batalhas marítimas. O duelo derradeiro entre o Pérola Negra e o Holandês Voador é o ponto mais alto desse aspecto. São as duas embarcações que o espectador mais conhece e admira, degladiando-se em um duelo no meio d’ olho de um turbilhão aquático. A trilha sonora é, mais uma vez, sensacional, e a edição não se perde no meio de todos os duelos que estão acontecendo no confronto. Há ainda, claro, espaço para o humor, com destaque para a “cerimônia” de casamento entre Will e Elizabeth. Toda essa sequência pode ser melhor representada pelo épico confronto entre Sparrow e Jones:

BÔNUS: A conclusão da batalha, com os dois navios se unindo para destruir a embarcação do Lorde Cutler Beckett (Tom Hollander) é outro grande momento. A expressão de incredulidade de Beckett é impagável, e a destruição do Endeavour, belíssima. Fica a GIF:

AojeIWf - Imgur

O ataque das sereias

Foi bem complicado achar o momento marcante do quarto longa. Talvez nem tenha, mas mesmo achando ele um filme fraco, ainda tenho meu apreço por ele. O momento em que os marujos estão como isca para as sereias talvez seja o melhor momento. Sobretudo, pela música, que assim como outras da franquia, também é bem bonita:

Deixei alguma passagem marcante de fora? Comente e ajude a lembrar de outros momentos fantásticos que aconteceram na franquia!

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