John Wick 3: Parabellum

Investindo nas principais qualidades dos filmes anteriores, novo capítulo é o mais visceral e empolgante da franquia de ação”

Por Luís Gustavo Fonseca

O sucesso conquistado por John Wick desde o lançamento de seu primeiro filme, em 2014, é uma das melhores surpresas que houveram no cinema nesta década. Com uma ação visceral e bem filmada, uma pancadaria de primeira e um legítimo protagonista badass, a franquia foi se tornando cada vez mais popular e caindo nas graças do público. Em seu terceiro longa, “Parabellum”, a série estrelada por Keanu Reeves alcança um novo patamar, sedimentando de vez o personagem como um dos melhores heróis da ação moderna. Continuar lendo “John Wick 3: Parabellum”

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Pokémon: Detetive Pikachu

“Apesar de problemas em relação ao tom, longa faz boa e divertida transposição do clássico universo dos jogos para o mundo live-action”

Por Luís Gustavo Fonseca

Com mais de duas décadas de existência, Pokémon se tornou, definitivamente, um dos maiores fenômenos culturais da cultura pop recente. Um sucesso dos jogos que se expandiu para os desenhos, que depois criaram ainda uma série de filmes, a saga protagonizada pelas fantásticas criaturas cativou fãs ao redor do mundo, tendo sua relevância provada ao lançamento de cada novo jogo – basta lembrar da febre que foi Pokémon GO em 2016. Agora, um de seus personagens mais célebres, Pikachu, enfrenta um novo desafio: reproduzir esse sucesso em uma versão live-action da adaptação dos games. Algo tão “simples” como derrotar um líder de ginásio. Continuar lendo “Pokémon: Detetive Pikachu”

Vingadores: Ultimato

“Novo longa da Marvel é um desfecho épico e emocionante para a saga construída pelo estúdio na última década”

Por Luís Gustavo Fonseca

Aviso: esse texto não contém spoilers sobre a trama e os detalhes de “Vingadores: Ultimato”, mas aborda aspectos relativos à obra que não estão claros no material de divulgação longa. Portanto, é recomendável a leitura após ter visto o filme.

Foram 11 anos e 21 filmes caminhando para que chegasse neste momento. Anos que envolveram apostas em personagens desconhecidos, que tiveram tropeços e muitos acertos. Uma jornada pioneira na história do cinema, na qual um universo foi compartilhado por diversas franquias diferentes para a construção de uma narrativa coesa. “O destino sempre chega”, diria Thanos, e agora, o Universo Cinematográfico da Marvel alcança o seu ápice com “Vingadores: Ultimato”. Continuar lendo “Vingadores: Ultimato”

Shazam

Em um filme sobre família, Zachary Levi rouba a cena como um dos heróis mais divertidos da DC

Por Luís Gustavo Fonseca

Billy Batson (Asher Angel) é um garoto de 14 anos que se perdeu da mãe quando criança, passando a morar em casas de acolhimento – das quais ele sempre arruma uma forma de fugir. Enquanto ainda procura incessantemente por sua mãe biológica, Billy é adotado por um novo lar de acolhimento, e deve se ajustar a uma nova família, com irmãos de personalidades distintas. O período de adaptação não é algo que ele enfrenta com facilidade, mas sua vida é transformada quando um dia, ele é encontrado por um misterioso e velho mago (Djimon Hounsou), que procura alguém de coração puro para transferir antigos poderes para ele. Poderes que o transformam em um adulto lhe confere a capacidade de voar, ter superforça e supervelocidade, e que são ativados com o dizer de apenas uma palavra: “Shazam!”. Com essas novas habilidades, Billy terá que compreender o que significa ser um herói – e o que significa ser um herói quando ainda se é uma criança. Continuar lendo “Shazam”

Nós

“Com atuação fenomenal de Lupita Nyong’o, novo e imersivo terror de Jordan Peele mostra o potencial que o diretor tem para mostrar nos próximos anos”

Por Luís Gustavo Fonseca

Há dois anos, o mundo ainda conhecia Jordan Peele, sobretudo, como parte do duo de comédia “Key & Peele”. Ao lado do ator Keegan-Michael Key, Peele construiu uma carreira de humor centrado em sketches bem humorados, mas também ácidos e cutucando situações sociais atuais. Dado esse background que ele pegou o público de surpresa com “Corra!”, o primeiro longa-metragem dirigido e roteirizado por ele. A sátira de terror tornou-se um sucesso de público e crítica, com o filme sendo indicado a Oscar e Peele recebendo o prêmio de Melhor Roteiro Original do último ano. Agora, com “Nós”, Peele está de volta ao gênero de terror, indicando que ele tem um futuro brilhante no ramo pela frente. Continuar lendo “Nós”

Alita: Anjo de Combate

Roteiro perde a chance de aprofundar personagens e universo, em obra visualmente chamativa”

Por Luís Gustavo Fonseca

Assim como a adaptação dos jogos de videogame, que até hoje encontram dificuldade em emplacar, nas telonas, o mesmo sucesso conquistado nos consoles, as adaptações de mangás e animes produzidas por Hollywood também não conseguem ter sucesso de público e crítica. Exemplos recentes incluem “Death Note” e “Ghost in the Shell”. Mas parece que a recepção ainda ainda não desiludiu Hollywood de continuar tentando, já que projetos futuros incluem uma série de “Cowboy Bebop” para a Netflix, um filme de “Kimi no na wa” e uma eterna especulação sobre um longa de “Akira”. Dessa vez, quem tenta a sorte no meio é “Alita: Anjo de Combate”, baseado no mangá de Yukito Kishiro. Continuar lendo “Alita: Anjo de Combate”

As Viúvas

Assinatura dramática e direção estilizada marcam o retorno de Steven McQueen ao cinema

Por Luís Gustavo Fonseca

Ao lado de uma equipe montada e comandada por ele, Harry Rowlings (Liam Nesson, de “O Passageiro“) consegue aplicar um roubo grandioso em uma noite de Chicago: o bando consegue roubar uma quantia de US$ 2 milhões, em um golpe ambicioso dos ladrões. A operação, contudo, termina de forma fatal, após a equipe sofrer uma emboscada e todos acabarem mortos. Como se não bastasse o luto pela perda dos maridos, as viúvas Veronica (Viola Davis, de “Um Limite Entre Nós”), Linda (Michelle Rodriguez, de “Velozes & Furiosos 8”) e Alice (Elizabeth Debicki, de “Paradoxo: Cloverfield”) terão que enfrentar um outro grande problema: o proprietário do dinheiro, Jamal Manning (Bryan Tyree Henry, da série “Atlanta”), quer a quantia perdida de volta. Se em até um mês as mulheres não recuperarem o montante, suas vidas estarão em perigo. Continuar lendo “As Viúvas”

Bohemian Rhapsody

Homenagem à icônica banda britânica tem como destaque atuação sólida e convincente de Rami Malek como Freddie Mercury”

Por Luís Gustavo Fonseca

Mais difícil do que nunca ter ouvido falar de Queen, é nunca ter ouvido alguma das músicas da famosa banda britânica. Desde o seu surgimento nos anos 1970, o Queen conquistou milhões de fãs pelo mundo, emplacando composições emblemáticas que conquistaram o imaginário do público. “Bohemian Rhapsody” se propõe a retratar um pouco de tudo o que a banda representa, mostrando a origem e a escalada ao topo, passando pela composição das músicas mais famosas, aos conflitos de Freddie com os demais membros, além de mostrar seus próprios medos e inseguranças, o que o distanciou de seus colegas e prejudicou a sua saúde.

Continuar lendo “Bohemian Rhapsody”

Kingsman: O Círculo Dourado

Continuação de paródia sobre filmes de espionagem ainda diverte e tem ótimas cenas de ação, mas não repete o brilho do original”.

Por Luís Gustavo Fonseca

Kingsman: O Círculo Dourado” marca a primeira continuação da carreira do diretor Matthew Vaughn, responsável pela direção e roteiro da produção (que ele escreve ao lado de Jane Goldman). Eu sempre tive um particular interesse em como seria uma continuação feita por Vaughn, uma vez que ele já criou excelentes filmes de origem como “Kick-Ass”, “X-men: Primeira Classe” e o próprio “Kingsman”. Sem a necessidade de apresentar um universo e os principais personagens, suspeitei que ele poderia expandir o universo de forma bem detalhada e empolgante. E em “Círculo Dourado”, ele consegue, ao menos em parte, corresponder a essa expectativa. Continuar lendo “Kingsman: O Círculo Dourado”

John Wick – Um Novo Dia Para Matar

“Pancadaria e violência marcam volta do assassino profissional em trama pouco inovadora.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Em 2014, John Wick (no Brasil, batizado de De Volta ao Jogo) foi uma das mais gratas surpresas do ano. A produção teve relativo sucesso nas bilheterias: custando 20 milhões de dólares, o longa somou US$ 88 milhões no mundo todo. Com uma trama simplória, a obra ganhou a admiração pelas cenas de luta e tiroteio bem coreografadas, pela violência justificada em tela e por ter um protagonista não tanto carismático, mas que devido à ação conseguiu conquistar o público. O filme ainda conquistou uma nova legião de fãs quando chegou ao home video e serviços de streaming, popularizando ainda mais a produção e o personagem principal. O repentino sucesso foi o suficiente para que, três anos depois, a continuação chegasse às telonas. Continuar lendo “John Wick – Um Novo Dia Para Matar”