Kingsman: O Círculo Dourado

Continuação de paródia sobre filmes de espionagem ainda diverte e tem ótimas cenas de ação, mas não repete o brilho do original”.

Por Luís Gustavo Fonseca

Kingsman: O Círculo Dourado” marca a primeira continuação da carreira do diretor Matthew Vaughn, responsável pela direção e roteiro da produção (que ele escreve ao lado de Jane Goldman). Eu sempre tive um particular interesse em como seria uma continuação feita por Vaughn, uma vez que ele já criou excelentes filmes de origem como “Kick-Ass”, “X-men: Primeira Classe” e o próprio “Kingsman”. Sem a necessidade de apresentar um universo e os principais personagens, suspeitei que ele poderia expandir o universo de forma bem detalhada e empolgante. E em “Círculo Dourado”, ele consegue, ao menos em parte, corresponder a essa expectativa. Continuar lendo “Kingsman: O Círculo Dourado”

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John Wick – Um Novo Dia Para Matar

“Pancadaria e violência marcam volta do assassino profissional em trama pouco inovadora.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Em 2014, John Wick (no Brasil, batizado de De Volta ao Jogo) foi uma das mais gratas surpresas do ano. A produção teve relativo sucesso nas bilheterias: custando 20 milhões de dólares, o longa somou US$ 88 milhões no mundo todo. Com uma trama simplória, a obra ganhou a admiração pelas cenas de luta e tiroteio bem coreografadas, pela violência justificada em tela e por ter um protagonista não tanto carismático, mas que devido à ação conseguiu conquistar o público. O filme ainda conquistou uma nova legião de fãs quando chegou ao home video e serviços de streaming, popularizando ainda mais a produção e o personagem principal. O repentino sucesso foi o suficiente para que, três anos depois, a continuação chegasse às telonas. Continuar lendo “John Wick – Um Novo Dia Para Matar”

Animais Fantásticos e Onde Habitam

“Em sua estreia em Hollywood, J.K Rowling reafirma seu talento, supera as expectativas e proporciona retorno grandioso ao seu universo.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Assim como ocorreu na vida de outros milhões e milhões de nascidos na década de 90 (ou mesmo antes), Harry Potter foi a saga que acompanhei na infância e ajudou a moldar quem eu sou hoje. Não só apenas o meu gosto de leitura se despertou devido aos livros do bruxo com cicatriz na testa, como também considero mágica e gratificante toda a experiência de ter acompanhado a saga se desenvolver e amadurecer nos cinemas. Tudo bem, dos oito filmes, só assisti cinco deles na tela grande. Em minha defesa, me apaixonei por este universo apenas depois que os dois primeiros já tinham sido lançados em DVD e VHS (alguém lembra?!), mas de fato, não há defesa para ter deixado de ver O Cálice de Fogo. Shame on me. Continuar lendo “Animais Fantásticos e Onde Habitam”

Cães de Guerra

“Atuações e equilíbrio entre drama e absurdo são os grandes trunfos de história real.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Quando é dito que “Na guerra, não há vencedores.”, é com o intuito de destacar os danos causados pelos conflitos armados que resultam na morte de milhares de pessoas e na destruição em larga escala, mesmo quando um dos lados sai como “vitorioso”. Mas nos embates da contemporaneidade, há, sim, aqueles que saem como vitoriosos (ou seriam aproveitadores?): os barões da indústria bélica faturam quantias absurdas de dinheiro pela venda de armas para todos os cantos do mundo, independentemente dos interesses ou dos objetivos de quem as compra. Continuar lendo “Cães de Guerra”

Capitão América: Guerra Civil

“Equilíbrio, maturidade e ação grandiosa. Os ingredientes que tornam a nova produção da Marvel em um épico dos super-heróis.”

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Entre 2006/07, o universo Marvel das HQs foi chacoalhado pelo lançamento do mega crossover Guerra Civil, história escrita por Mark Millar e com desenhos de Steven McNiven. A saga, dividida em sete edições, foi responsável por dividir boa parte dos heróis da editora, assim como os fãs. De um lado, estava o Homem de Ferro e aqueles que eram a favor do registro dos heróis junto as autoridades, abrindo mão de suas identidades secretas. Do outro, o Capitão América liderava os que acreditavam em suas liberdades individuais, e que o trabalho dos heróis não poderia estar a mercê de possíveis interesses suspeitos daqueles que governam. Continuar lendo “Capitão América: Guerra Civil”

#TeamCap, #TeamIronMan e o poder da discussão

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Capitão América: Guerra Civil chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (28) rodeado de expectativa, prometendo se tornar mais um sucesso da (até então) vencedora caminhada da Marvel Studios. O longa é aguardado pelo público não apenas por ser mais um filme do estúdio, mas pelo seu caráter de conflito entre dois dos personagens chaves do Universo Marvel do Cinema (MCU), contando com a presença da maioria dos heróis deste universo e ganhando contornos de um filme dos Vingadores. Além disso, a introdução de novos heróis como Pantera Negra e do fucking Homem-Aranha servem como um chamariz extra na hora de captar a atenção do telespectador, aumentando ainda mais as possibilidades que a equipe de marketing tem na hora de vender o filme. Continuar lendo “#TeamCap, #TeamIronMan e o poder da discussão”

Mogli – O Menino Lobo

“Com excelente visual, história do Menino Lobo tem adaptação à altura”.

Por Luís Gustavo Fonseca

Nos últimos anos, a Disney vem apostando sem medo nas adaptações live actions de seus clássicos animados. Empreitada que, por um lado, rendeu bons filmes como Cinderella e Alice no País das Maravilhas. Malévola, por outro lado, deixou a desejar, apesar do extremo sucesso comercial. E no horizonte, mais estão a caminho: A Bela e a Fera (com Emma Watson), Mulan, Ursinho Pooh (!!!) e Dumbo. Neste ano, chega aos cinemas a adaptação de uma das minhas animações preferidas da infância: Mogli – O Menino Lobo.
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Ave, César!

“Nova produção dos irmãos Coen aposta no humor diferente da dupla para pescar atenção do público”

Por Luís Gustavo Fonseca

Com o passar dos anos, os irmãos Joel e Ethan Coen se tornaram uns dos meus diretores favoritos, sobretudo pelo humor único da dupla e pela diversidade de abordagem nas obras. Após ver quase toda a filmografia da dupla, é até estranho pensar que eles são os responsáveis por produções tão diferentes como Fargo, Queime Depois de Ler, Onde os Fracos não Têm Vez, E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? e Arizona Nunca Mais (putz, John Goodman e Nicolas Cage com o humor dos Coen. Se você ainda não viu, assista!). Com esse histórico, e contando com um baita elenco, não havia como não ficar ansioso por Ave, César! Continuar lendo “Ave, César!”

Rua Cloverfield, 10

“Clima de suspense e claustrofobia é o grande trunfo de ‘parente’ do filme de 2008”

Por Luís Gustavo Fonseca

Cloverfield, Monstro, de 2008, talvez seja um dos poucos filmes de “terror” (apesar de seu tom aventuresco) que eu tenho simpatia. Provavelmente, devido à mistura do estilo de filmagem (como não gostar de câmera na mão?) com o fato da obra te deixar tão perdido quanto os seus personagens, sem saber o que está acontecendo e mostrando o monstro apenas raramente. Por isso, qual foi a surpresa quando anunciaram Rua Cloverfield, 10, também produzido por J. J. Abrams (Star Wars: O Despertar da Força), no início deste ano? E maior surpresa ainda ao conferir que, na verdade, há pouco ligação entre os filmes? Continuar lendo “Rua Cloverfield, 10”

Batman v Superman: sucesso ou fracasso?

Por Luís Gustavo Fonseca

Doze dias após o seu lançamento mundial, que englobou a maioria dos principais mercados do mundo, Batman v Superman continua sendo o tópico do momento, dividindo opiniões. Os fãs da DC piraram; a crítica, no geral, não gostou; muitos outros curtiram o resultado, mas esperavam mais; há ainda aqueles que falam “leio HQs a X anos e adorei por isso e aquilo” e também o “leio HQs a X anos e detestei por isso e aquilo”. Seja pelo bem ou pelo mal, a produção está gerando bastante discussão. Continuar lendo “Batman v Superman: sucesso ou fracasso?”