Shazam

Em um filme sobre família, Zachary Levi rouba a cena como um dos heróis mais divertidos da DC

Por Luís Gustavo Fonseca

Billy Batson (Asher Angel) é um garoto de 14 anos que se perdeu da mãe quando criança, passando a morar em casas de acolhimento – das quais ele sempre arruma uma forma de fugir. Enquanto ainda procura incessantemente por sua mãe biológica, Billy é adotado por um novo lar de acolhimento, e deve se ajustar a uma nova família, com irmãos de personalidades distintas. Continuar lendo “Shazam”

Anúncios

Nós

“Com atuação fenomenal de Lupita Nyong’o, novo e imersivo terror de Jordan Peele mostra o potencial que o diretor tem para mostrar nos próximos anos”

Por Luís Gustavo Fonseca

Há dois anos, o mundo ainda conhecia Jordan Peele, sobretudo, como parte do duo de comédia “Key & Peele”. Ao lado do ator Keegan-Michael Key, Peele construiu uma carreira de humor centrado em sketches bem humorados, mas também ácidos e cutucando situações sociais atuais. Dado esse background que ele pegou o público de surpresa com “Corra!”, o primeiro longa-metragem dirigido e roteirizado por ele. A sátira de terror tornou-se um sucesso de público e crítica, com o filme sendo indicado a Oscar e Peele recebendo o prêmio de Melhor Roteiro Original do último ano. Agora, com “Nós”, Peele está de volta ao gênero de terror, indicando que ele tem um futuro brilhante no ramo pela frente. Continuar lendo “Nós”

Alita: Anjo de Combate

Roteiro perde a chance de aprofundar personagens e universo, em obra visualmente chamativa”

Por Luís Gustavo Fonseca

Assim como a adaptação dos jogos de videogame, que até hoje encontram dificuldade em emplacar, nas telonas, o mesmo sucesso conquistado nos consoles, as adaptações de mangás e animes produzidas por Hollywood também não conseguem ter sucesso de público e crítica. Exemplos recentes incluem “Death Note” e “Ghost in the Shell”. Mas parece que a recepção ainda ainda não desiludiu Hollywood de continuar tentando, já que projetos futuros incluem uma série de “Cowboy Bebop” para a Netflix, um filme de “Kimi no na wa” e uma eterna especulação sobre um longa de “Akira”. Dessa vez, quem tenta a sorte no meio é “Alita: Anjo de Combate”, baseado no mangá de Yukito Kishiro. Continuar lendo “Alita: Anjo de Combate”

As Viúvas

Assinatura dramática e direção estilizada marcam o retorno de Steven McQueen ao cinema

Por Luís Gustavo Fonseca

Ao lado de uma equipe montada e comandada por ele, Harry Rowlings (Liam Nesson, de “O Passageiro“) consegue aplicar um roubo grandioso em uma noite de Chicago: o bando consegue roubar uma quantia de US$ 2 milhões, em um golpe ambicioso dos ladrões. A operação, contudo, termina de forma fatal, após a equipe sofrer uma emboscada e todos acabarem mortos. Como se não bastasse o luto pela perda dos maridos, as viúvas Veronica (Viola Davis, de “Um Limite Entre Nós”), Linda (Michelle Rodriguez, de “Velozes & Furiosos 8”) e Alice (Elizabeth Debicki, de “Paradoxo: Cloverfield”) terão que enfrentar um outro grande problema: o proprietário do dinheiro, Jamal Manning (Bryan Tyree Henry, da série “Atlanta”), quer a quantia perdida de volta. Se em até um mês as mulheres não recuperarem o montante, suas vidas estarão em perigo. Continuar lendo “As Viúvas”

Bohemian Rhapsody

Homenagem à icônica banda britânica tem como destaque atuação sólida e convincente de Rami Malek como Freddie Mercury”

Por Luís Gustavo Fonseca

Mais difícil do que nunca ter ouvido falar de Queen, é nunca ter ouvido alguma das músicas da famosa banda britânica. Desde o seu surgimento nos anos 1970, o Queen conquistou milhões de fãs pelo mundo, emplacando composições emblemáticas que conquistaram o imaginário do público. “Bohemian Rhapsody” se propõe a retratar um pouco de tudo o que a banda representa, mostrando a origem e a escalada ao topo, passando pela composição das músicas mais famosas, aos conflitos de Freddie com os demais membros, além de mostrar seus próprios medos e inseguranças, o que o distanciou de seus colegas e prejudicou a sua saúde.

Continuar lendo “Bohemian Rhapsody”

Kingsman: O Círculo Dourado

Continuação de paródia sobre filmes de espionagem ainda diverte e tem ótimas cenas de ação, mas não repete o brilho do original”.

Por Luís Gustavo Fonseca

Kingsman: O Círculo Dourado” marca a primeira continuação da carreira do diretor Matthew Vaughn, responsável pela direção e roteiro da produção (que ele escreve ao lado de Jane Goldman). Eu sempre tive um particular interesse em como seria uma continuação feita por Vaughn, uma vez que ele já criou excelentes filmes de origem como “Kick-Ass”, “X-men: Primeira Classe” e o próprio “Kingsman”. Sem a necessidade de apresentar um universo e os principais personagens, suspeitei que ele poderia expandir o universo de forma bem detalhada e empolgante. E em “Círculo Dourado”, ele consegue, ao menos em parte, corresponder a essa expectativa. Continuar lendo “Kingsman: O Círculo Dourado”

John Wick – Um Novo Dia Para Matar

“Pancadaria e violência marcam volta do assassino profissional em trama pouco inovadora.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Em 2014, John Wick (no Brasil, batizado de De Volta ao Jogo) foi uma das mais gratas surpresas do ano. A produção teve relativo sucesso nas bilheterias: custando 20 milhões de dólares, o longa somou US$ 88 milhões no mundo todo. Com uma trama simplória, a obra ganhou a admiração pelas cenas de luta e tiroteio bem coreografadas, pela violência justificada em tela e por ter um protagonista não tanto carismático, mas que devido à ação conseguiu conquistar o público. O filme ainda conquistou uma nova legião de fãs quando chegou ao home video e serviços de streaming, popularizando ainda mais a produção e o personagem principal. O repentino sucesso foi o suficiente para que, três anos depois, a continuação chegasse às telonas. Continuar lendo “John Wick – Um Novo Dia Para Matar”

Animais Fantásticos e Onde Habitam

“Em sua estreia em Hollywood, J.K Rowling reafirma seu talento, supera as expectativas e proporciona retorno grandioso ao seu universo.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Assim como ocorreu na vida de outros milhões e milhões de nascidos na década de 90 (ou mesmo antes), Harry Potter foi a saga que acompanhei na infância e ajudou a moldar quem eu sou hoje. Não só apenas o meu gosto de leitura se despertou devido aos livros do bruxo com cicatriz na testa, como também considero mágica e gratificante toda a experiência de ter acompanhado a saga se desenvolver e amadurecer nos cinemas. Tudo bem, dos oito filmes, só assisti cinco deles na tela grande. Em minha defesa, me apaixonei por este universo apenas depois que os dois primeiros já tinham sido lançados em DVD e VHS (alguém lembra?!), mas de fato, não há defesa para ter deixado de ver O Cálice de Fogo. Shame on me. Continuar lendo “Animais Fantásticos e Onde Habitam”

Cães de Guerra

“Atuações e equilíbrio entre drama e absurdo são os grandes trunfos de história real.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Quando é dito que “Na guerra, não há vencedores.”, é com o intuito de destacar os danos causados pelos conflitos armados que resultam na morte de milhares de pessoas e na destruição em larga escala, mesmo quando um dos lados sai como “vitorioso”. Mas nos embates da contemporaneidade, há, sim, aqueles que saem como vitoriosos (ou seriam aproveitadores?): os barões da indústria bélica faturam quantias absurdas de dinheiro pela venda de armas para todos os cantos do mundo, independentemente dos interesses ou dos objetivos de quem as compra. Continuar lendo “Cães de Guerra”

Capitão América: Guerra Civil

“Equilíbrio, maturidade e ação grandiosa. Os ingredientes que tornam a nova produção da Marvel em um épico dos super-heróis.”

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Entre 2006/07, o universo Marvel das HQs foi chacoalhado pelo lançamento do mega crossover Guerra Civil, história escrita por Mark Millar e com desenhos de Steven McNiven. A saga, dividida em sete edições, foi responsável por dividir boa parte dos heróis da editora, assim como os fãs. De um lado, estava o Homem de Ferro e aqueles que eram a favor do registro dos heróis junto as autoridades, abrindo mão de suas identidades secretas. Do outro, o Capitão América liderava os que acreditavam em suas liberdades individuais, e que o trabalho dos heróis não poderia estar a mercê de possíveis interesses suspeitos daqueles que governam. Continuar lendo “Capitão América: Guerra Civil”