Ao Cair da Noite

“Clima claustrofóbico e de incerteza é o grande trunfo de ótimo thriller psicológico.”

Por Luís Gustavo Fonseca

A família de Paul (Joel Edgerton), Sarah (Carmen Ejogo) e do filho Travis (Kelvin Harrison Jr.) abrigou-se em uma casa no meio da floresta, após alguma coisa ter acontecido com a população humana das grandes cidades, levando milhares de pessoas à morte devido a uma misteriosa infecção. Tentando construir uma ordem nesta nova realidade, a família procura se precaver de todas as formas possíveis, tapando as janelas e portas da casa (com exceção de uma única saída), racionando recursos e usando máscaras de oxigênio ao ir no exterior, além de nunca saírem da casa após escurecer. Contudo, a rotina precária da família é posta à prova quando Will (Christopher Abbott) tenta invadir a propriedade e pede para que eles o ajudem com a sua família, oferecendo um abrigo para a mulher e o filho pequeno. Mas será que eles são confiáveis? Continuar lendo “Ao Cair da Noite”

A Múmia

“Início de universo cinematográfico de deuses e monstros da Universal é marcado por falta de personalidade e pouca inspiração”

Por Luís Gustavo Fonseca

Drácula, o monstro de Frankenstein, Lobisomem, o Homem Invisível, a Múmia… Esses são alguns dos seres fantásticos que, com o passar dos anos, passaram a viver no imaginário das pessoas. As origens das criaturas remetem tanto a lendas que foram passadas de geração em geração, assim como a livros publicados após a Revolução Industrial. Elas ganharam notoriedade ainda maior quando, a partir da década de 30 do último século, receberam uma variedade de adaptações cinematográficas, produzidas pela Universal, e que elevaram o os monstros a um novo patamar, consagrando-os e mudando o cinema de terror para sempre. Continuar lendo “A Múmia”

Mulher-Maravilha

“Com história inspiradora e bem executada, super heroína salva o universo DC dos cinemas até o momento”

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Ao longo dos últimos 17 anos, desde que o primeiro X-men se tornou um sucesso de bilheteria, o gênero de super-heróis foi ganhando cada vez mais espaço e consolidou-se como um dos principais dentro de Hollywood, principalmente pelo enorme retorno financeiro que esses filmes proporcionam. Tivemos adaptações de heróis icônicos como Batman, Homem-Aranha e Superman até personagens mais desconhecidos, como Guardiões da Galáxia e Homem-Formiga. Foram tantas obras ao longo desse período – e a tendência é que haja cada vez mais nos anos seguintes -, que já se especula a existência de uma fadiga, por parte do público, com esse tipo de produção. Continuar lendo “Mulher-Maravilha”

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar

“Novo capítulo da franquia apresenta avanços em relação ao anterior, mas ainda está aquém do que poderia ser”

Por Luís Gustavo Fonseca

Piratas do Caribe é uma das mais emblemáticas franquias cinematográficas deste século. Os quatro filmes da série já arrecadaram US$ 3,7 bilhões ao redor do globo, cultivando milhares de fãs e reinventando a figura do pirata na cultura pop. Quatorze anos após o lançamento de A Maldição do Pérola Negra, chega aos cinemas o quinto capítulo das aventuras do Capitão Jack Sparrow. Continuar lendo “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”

Corra!

“Em sua estreia como diretor, Jordan Peele prova sua versatilidade em suspense bem construído”

Por Luís Gustavo Fonseca

Dentro da indústria do cinema, os gêneros de terror e de comédia são os que têm mais chances de proporcionar um hit inesperado, que acaba caindo no gosto do público e se tornando um sucesso. Tendo orçamentos menores, o retorno gerado por essas produções acaba sendo incrivelmente lucrativo para os estúdios, principalmente as produtoras menores que, com menos a perder, podem apostar em ideias mais originais. O formato surge como contraponto para os filmes blockbusters e é a chance que esses produtores têm de abocanhar uma fatia do dinheiro gerado pela indústria. Continuar lendo “Corra!”

Rei Arthur: A Lenda da Espada

“Épico de Guy Ritchie é marcado por falta de identidade e de propósito”

Por Luís Gustavo Fonseca

O Rei Arthur é uma das figuras mais icônicas do folclore inglês e, por que não, europeu. Ele, assim como toda uma mitologia que o cerca – que inclui a espada Excalibur, a Távola Redonda e o Cálice Sagrado, por exemplo –  são uma parte intrínseca  da história de Grã-Bretanha. A lenda ganhou popularidade e força com o passar do tempo, sendo recontada a cada nova mídia que surgia, como em livros, filmes, animações e quadrinhos. Continuar lendo “Rei Arthur: A Lenda da Espada”

Alien: Covenant

“Riddley Scott decepciona no retorno a franquia que o consagrou”

Por Luís Gustavo Fonseca

Há cerca de dois anos, tive a oportunidade de assistir, pela primeira vez, ao Alien de 1979, em uma mostra gratuita de filmes antigos aqui de Belo Horizonte. Sei que é chover no molhado falar como ele é um filmaço, mas poder contemplar este clássico do terror sci-fi na telona foi uma das experiências cinematográficas mais gratificantes que já tive. A produção é uma daquelas que dá gosto de assistir no cinema, uma vez que toda sua ambientação claustrofóbica e desesperadora é reforçada pela escuridão da sala, a ponto de você imaginar que a criatura está à espreita no teto ou debaixo de sua cadeira. Mesmo não gostando do gênero de terror (porque sou um medrosão), é o filme do Riddley Scott que mais gosto e acho que é onde ele mostra suas melhores características.

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Guardiões da Galáxia Vol.2

“Amadurecimento de personagens é o grande trunfo da nova produção do grupo de ‘a-holes’”

Por Luís Gustavo Fonseca

Em 2014, Guardiões da Galáxia foi a grande surpresa da indústria cinematográfica. Eles dominaram o verão americano (foi o filme mais visto por lá no período) e também conquistaram a empatia de fãs pelo mundo inteiro, totalizando uma bilheteria mundial de US$ 773 milhões. O grupo, até então desconhecido, teve um resultado financeiro superior a heróis bem mais populares, como Homem-Aranha, X-men e Capitão América. As músicas dos anos 70 e 80, a galhofa assumida, a vibe mais leve combinada com um humor certeiro e personagens carismáticos foram alguns dos fatores responsáveis pela instantânea aceitação da equipe pelo grande público. Continuar lendo “Guardiões da Galáxia Vol.2”

Velozes e Furiosos 8

“Em seu oitavo capítulo, franquia comprova que consegue ir adiante sem a presença de Paul Walker

Por Luís Gustavo Fonseca

Há dois anos, às vésperas do lançamento do sétimo filme da série, escrevi como Velozes e Furiosos se transfigurou ao longo de mais de uma década. A franquia saiu de um ambiente de nicho, que priorizava a cultura de tunning dos carros e dos rachas ilegais, para algo cada vez mais espetacular e grandioso, envolvendo agências do governo e criminosos com grandes planos. O último longa, justamente o que marcava a despedida de Paul Walker, já que o ator faleceu em um acidente de carro em novembro de 2013, foi o ápice dessa jornada: US$1,5 bilhão de bilheteria arrecadada, um salto gigante se comparado ao anterior. Continuar lendo “Velozes e Furiosos 8”

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

“Em uma trama de autodescoberta, adaptação de mangá destaca que futuro ‘cyberpunk’ está cada vez mais próximo da nossa realidade”

Por Luís Gustavo Fonseca

Ghost in the Shell é um mangá escrito pelo autor japonês Masamune Shirow, publicado em 1989. A história se passa em 2029 e apresenta um futuro altamente tecnológico, dominado pelas grandes corporações. Neste universo cyberpunk, onde os humanos e a tecnologia estão bastante intrincados (a ponto dos seres humanos poderem acessar extensas redes de informações com seu cyber-cérebros), a fonte para de poder reside no controle de informações e de dados. Continuar lendo “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”