Guardiões da Galáxia Vol.2

“Amadurecimento de personagens é o grande trunfo da nova produção do grupo de ‘a-holes’”

Por Luís Gustavo Fonseca

Em 2014, Guardiões da Galáxia foi a grande surpresa da indústria cinematográfica. Eles dominaram o verão americano (foi o filme mais visto por lá no período) e também conquistaram a empatia de fãs pelo mundo inteiro, totalizando uma bilheteria mundial de US$ 773 milhões. O grupo, até então desconhecido, teve um resultado financeiro superior a heróis bem mais populares, como Homem-Aranha, X-men e Capitão América. As músicas dos anos 70 e 80, a galhofa assumida, a vibe mais leve combinada com um humor certeiro e personagens carismáticos foram alguns dos fatores responsáveis pela instantânea aceitação da equipe pelo grande público. Continuar lendo “Guardiões da Galáxia Vol.2”

Velozes e Furiosos 8

“Em seu oitavo capítulo, franquia comprova que consegue ir adiante sem a presença de Paul Walker

Por Luís Gustavo Fonseca

Há dois anos, às vésperas do lançamento do sétimo filme da série, escrevi como Velozes e Furiosos se transfigurou ao longo de mais de uma década. A franquia saiu de um ambiente de nicho, que priorizava a cultura de tunning dos carros e dos rachas ilegais, para algo cada vez mais espetacular e grandioso, envolvendo agências do governo e criminosos com grandes planos. O último longa, justamente o que marcava a despedida de Paul Walker, já que o ator faleceu em um acidente de carro em novembro de 2013, foi o ápice dessa jornada: US$1,5 bilhão de bilheteria arrecadada, um salto gigante se comparado ao anterior. Continuar lendo “Velozes e Furiosos 8”

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

“Em uma trama de autodescoberta, adaptação de mangá destaca que futuro ‘cyberpunk’ está cada vez mais próximo da nossa realidade”

Por Luís Gustavo Fonseca

Ghost in the Shell é um mangá escrito pelo autor japonês Masamune Shirow, publicado em 1989. A história se passa em 2029 e apresenta um futuro altamente tecnológico, dominado pelas grandes corporações. Neste universo cyberpunk, onde os humanos e a tecnologia estão bastante intrincados (a ponto dos seres humanos poderem acessar extensas redes de informações com seu cyber-cérebros), a fonte para de poder reside no controle de informações e de dados. Continuar lendo “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”

Trainspotting 2

“Vinte anos depois, Danny Boyle proporciona amadurecimento ao seu quarteto de viciados.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Numa época de remakes e continuações desnecessárias (só ano passado, tivemos Zoolander 2 e Casamento Grego 2), é de se erguer as sobrancelhas, com receio, para a continuação de Trainspotting, o longa de 1996 que conquistou milhares de fãs no mundo todo. Passados vinte anos, Mark Renton (Ewan McGregor) retorna para a Escócia para enfrentar os fantasmas do passado, e encontrar-se com os (ex) amigos Spud (Ewen Bremmer), Begbie (Robert Carlyle) e Simon/Sick Boy (Jonny Lee Miller). Como encará-los após (spoiler caso não tenha visto o original) roubar a grana que deveria ser dividida entre o quarteto? Continuar lendo “Trainspotting 2”

Fragmentado

“Finalmente, podemos dizer que M. Night Shyamalan está de volta, com atuação monstruosa de James McAvoy.”

Por Luís Gustavo Fonseca

A trajetória do diretor M. Night Shyamalan envolve uma dose de felicidade e outra de tragédia. O indiano conquistou o mundo com seu terceiro longa, Sexto Sentido, que recebeu seis indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, além de uma legião de admiradores no mundo todo. Um grande plot twist e viradas inesperadas na trama passaram a ser sua maior assinatura (além das rápidas aparições que ele faz), o que marcou boa parte das obras de sua filmografia. Continuar lendo “Fragmentado”

A Bela e a Fera

“Releitura de clássica animação peca no visual, mas apresenta história mais abrangente e com personagens mais bem construídos”

Por Luís Gustavo Fonseca

A Disney descobriu uma máquina de fazer dinheiro. Com o sucesso estrondoso de Alice no País das Maravilhas em 2010, ela abriu os olhos para a oportunidade de refazer cada uma de suas animações. Mulan, Aladdin, Dumbo e Rei Leão são alguns dos vários projetos que estão em desenvolvimento para explorar essa mina de ouro. Eu já até sugeri aqui cinco animações que, ao contrário de outras, penso que realmente deveriam receber um tratamento em live action. E agora, após os sucessos de Malévola, Cinderella e Mogli, é chegada a hora de A Bela e a Fera receber uma releitura do estúdio do Mickey, 26 anos depois do lançamento da animação que conquistou dois Oscars (Melhor Animação e Melhor Canção) e foi a primeira a ser indicada à categoria Melhor Filme da premiação. Continuar lendo “A Bela e a Fera”

Silêncio

“História sobre crença e fé é mais um acerto na filmografia de Martin Scorsese.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Silêncio tinha tudo para ser um daqueles filmes que conseguem o carinho da Academia do Oscar e arrancar um punhado de indicações: é dirigido pelo veterano Martin Scorsese, em seu primeiro trabalho desde O Lobo de Wall Street; tem boas atuações; uma história poderosa e uma produção de arte irretocável. Contudo, a obra foi lembrada em apenas uma categoria (Melhor Fotografia), e mesmo o público ignorou a produção, que teve um desempenho fraquíssimo na bilheteria. Continuar lendo “Silêncio”

Kong: A Ilha da Caveira

“Retorno do Rei dos Primatas acerta na ação e na criação de um universo de monstros gigantes, mas peca em roteiro mediano.”

Por Luís Gustavo Fonseca

O King Kong é uma das mais emblemáticas criaturas já feitas para o cinema. E, ao contrário de outros inúmeros exemplos, o seu nascimento se deu diretamente no formato. O monstro é uma co-criação do romancista inglês Edgar Wallace (falecido em 1932) e do diretor americano Merian C. Cooper, que dirigiu o filme lançado no ano seguinte. A película, que ficou marcada pela icônica cena do ser no topo do Empire State Building, ganhou uma legião de fãs no mundo todo, elevando o macaco a um  dos maiores expoentes das histórias de aventura e terror do século XX. Ao longo dos anos, ele chegou a enfrentar outro grande monstro da modernidade, o Godzilla, e sua última aparição na tela grande foi no remake de 2005, comandado por Peter Jackson. Continuar lendo “Kong: A Ilha da Caveira”

Logan

“Em sua última participação no papel, Hugh Jackman tem um adeus merecido como Wolverine.”

Por Luís Gustavo Fonseca

A essa altura do campeonato, falar como os X-men (e, consequentemente, o Wolverine) mudaram a história das produções baseadas em HQs  é o mesmo do que chover no molhado. Desde o sucesso do primeiro filme, lançado há 17 anos, Hollywood passou olhar para os super heróis de outra forma, criando um gênero que hoje é o mais lucrativo da indústria. E ao longo desses anos, em que a cronologia dos mutantes virou uma bagunça e motivo de piada (mas ainda vamos ver cada novo lançamento, independentemente), Hugh Jackman sempre esteve na pele que recobre os ossos de adamantium de um dos personagens mais queridos do grupo e da cultura pop atual. Continuar lendo “Logan”

Um Limite Entre Nós

 

“Denzel Washington e Viola Davis carregam uma das obras mais poderosas do Oscar deste ano.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Antes de mais nada, eu acho uma pena que nem todos os filmes que concorreram ao Oscar (ao menos, na categoria Melhor Filme, que é a principal) conseguissem ser lançados antes da premiação aqui no Brasil. Por um lado, entendo que é uma missão complicada, já que a concorrência com outras grandes produções é dura (e os meses de janeiro e fevereiro estão sendo cada vez mais visados pelos estúdios), e a maioria desses longas tem a distribuição feita por estúdios menores, que não tem como competir com os grandes estúdios. Entretanto, caso a pessoa quisesse ver os nove indicados antes da premiação, teria que recorrer a fontes “alternativas” para escolher o seu favorito. Continuar lendo “Um Limite Entre Nós”