Dunkirk

“Com trama que narra importante episódio da Segunda Guerra, Christopher Nolan sai na frente na corrida pelo Oscar.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Christopher Nolan é um dos diretores mais prestigiados de Hollywood atualmente. Acumulando fãs pelo mundo todo, o cineasta tem obras que, sendo superestimadas ou não, caíram no gosto do público e são tidas como referências. Assim como Quentin Tarantino (que tem um status atual semelhante), cada novo projeto de Nolan cria grande expectativa, deixando o público ansioso. Dessa vez, ele deixa de lado os mundos de vigilantismo, de sonhos e de viagens interestelares e se dedica a um fato histórico: a evacuação de 400 mil soldados britânicos da praia de Dunkirk, localizada no litoral francês, em 1940. Uma operação difícil e arriscada, já que as tropas nazistas, que cercam a cidade por todos os lados, farão de tudo para impedir que a empreitada seja bem sucedida. Continuar lendo “Dunkirk”

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Em Ritmo de Fuga

“Edgar Wright mistura velocidade, assalto à banco e música e dá aula de como fazer um divertido filme de ação”

Por Luís Gustavo Fonseca

A princípio, a ideia de misturar um filme de roubo envolvendo carros, velocidade e tiroteio, com o gênero de musical, pode não parecer atraente. Entretanto, quando quem propõe essa mistura é o britânico Edgar Wright, a coisa muda de figura. Essa é a proposta de Em RItmo de Fuga, longa que acompanha Baby (Ansel Elgort), um jovem piloto de fuga e homem de confiança de Doc (Kevin Spacey), responsável pelo planejamento dos roubos. Baby desenvolve uma espécie de zumbido nos ouvidos após sofrer um acidente de carro quando criança, sendo que é por meio das músicas que ele escuta em seu iPod que ele consegue contornar o incômodo. Quando ele conhece e se apaixona por Debora (Lily James), Baby passa a planejar uma forma de sair do mundo agitado e ilegal dos roubos, com o intuito de fugir ao lado da companheira para uma vida mais tranquila. Continuar lendo “Em Ritmo de Fuga”

PERFIL | Edgar Wright

Por Luís Gustavo Fonseca

O diretor e roteirista britânico Edgar Wright tem uma filmografia curta, mas que, até agora, surpreende pela qualidade. Se ele ainda não tem um grande sucesso comercial – algo que poderia ter acontecido com Homem-Formiga, mas ele acabou saindo do cargo de direção há menos de um ano do lançamento do filme, após ter ficado quase uma década à frente do projeto -, ele conquistou uma legião de fãs fiéis, por meio de sua estética de filmagem, humor irreverente e parcerias precisas com os atores Nick Frost e Simon Pegg. Continuar lendo “PERFIL | Edgar Wright”

Transformers: O Último Cavaleiro

“Em seu quinto capítulo, franquia comandada por Michael Bay chega ao seu ponto mais baixo”

Por Luís Gustavo Fonseca

Parece que foi há uma eternidade – sobretudo, porque a duração dos filmes é gigante -, mas o primeiro Transformers dirigido por Michael Bay completa uma década este ano. Tendo um visual deslumbrante, com os efeitos especiais envolvendo os Autobots e os Decepticons impressionando pela excelente qualidade e pela expressão dos personagens máquinas, a franquia teve um início promissor, conquistando um novo número de fãs para os brinquedos criados pela Hasbro. De lá pra cá, contudo, a saga foi ladeira abaixo. Tirando o segundo longa, eu realmente consegui me diverti com os outros, inclusive o quarto, com suas intermináveis 2h45 – na época, escrevi uma carta aberta (!) para o sr. Bay, como você pode conferir aqui. Depois de quatro filmes e dez anos, fica a pergunta: nós precisamos de mais? Continuar lendo “Transformers: O Último Cavaleiro”

Carros 3

“Em seu terceiro capítulo, franquia mostra capacidade de evoluir seu protagonista”

Por Luís Gustavo Fonseca

A franquia Carros talvez seja a mais destoante do acervo de obras da Pixar. O primeiro longa, que apresenta um mundo dominado por carros com características humanas, teve uma recepção positiva e, do seu modo, conseguiu conquistar o público infantil. Entretanto, não acredito que muitas pessoas desejavam uma continuação, sobretudo numa época em que o estúdio da luminária saltitante era bem mais restrito com sequências de suas produções. Ela aconteceu e, apesar de ter tido uma bilheteria melhor, o resultado ficou aquém não só do primeiro, mas como de todo o restante da Pixar (que, convenhamos, é o mais fraco do estúdio). Procurando uma redenção para a série, chegamos ao terceiro filme estrelando Relâmpago McQueen. Continuar lendo “Carros 3”

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

“Em seu primeiro longa solo no Universo Marvel, Amigão da Vizinhança se destaca por pegada divertida, aventuresca e inocente”

Por Luís Gustavo Fonseca

Após os acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil, Peter Parker (Tom Holland) retorna a Nova York e vive a expectativa de, novamente, ser convocado por Tony Stark (Robert Downey Jr.) para uma nova “missão”. Enquanto tenta provar seu valor para o Homem de Ferro, ele deve lidar com problemas mais comuns, como ir bem na escola, preparar-se para uma competição de perguntas e respostas ao lado de seus amigos, ou criar coragem para chamar a garota que gosta para o baile da escola. Até mesmo quando ele atua como o Homem-Aranha, suas ações são mais corriqueiras, como impedir um roubo de bicicleta ou ajudar uma senhora a chegar em algum lugar, mas nada grandioso, algo que permita Peter provar o seu valor. Quando seu caminho cruza com os capangas de Adrian Toomes (Michel Keaton), um traficante de armas que vende armamento alterado com tecnologia alienígena, Peter vê a chance de provar o seu valor, querendo derrotar um criminoso de maior importância. Continuar lendo “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”

7×1: Homem-Aranha 3

Por Luís Gustavo Fonseca

Lembro que Homem-Aranha 3 foi o primeiro filme do personagem que assisti no cinema. O Amigão da Vizinhança tornou-se meu herói predileto tanto por influência dos outros dois longas, assistidos na televisão, mas principalmente por influência do clássico desenho da década de 90. Muito dessa ligação vem do fato de Peter Parker ser um jovem comum, que se esforça para pagar as contas e ir bem na escola, uma de suas características mais consagradas. Mas o que mais chamava a atenção era o modo irreverente e cômico com que ele lidava com seus vilões, caçoando deles e nunca perdendo a hora para fazer suas piadinhas. Continuar lendo “7×1: Homem-Aranha 3”

Meu Malvado Favorito 3

“Terceiro episódio da franquia apresenta primeiros sinais de desgaste da fórmula”

Por Luís Gustavo Fonseca

Meu Malvado Favorito é uma das séries mais lucrativas do cinema iniciada no século XXI. Desde 2010, foram três filmes lançados (os outros dois MMF e o derivado Minions), resultando um faturamento conjunto de US$ 2,6 bilhões de dólares em bilheterias. Como o orçamento dos longas é baixo para uma animação (a média de custo é de US$ 75 milhões, sendo que um desenho da Disney/Pixar, por exemplo, custa facilmente o dobro disso), a margem de lucro é ampliada. Isso sem contar os caminhões de dinheiro que o licenciamento dos minions gera, já que as criaturinhas amarelas tomaram de assalto a cultura pop e hoje são encontradas em tudo – sério, TUDO mesmo -, desde camisetas até postagens irônicas e motivacionais do Facebook. Continuar lendo “Meu Malvado Favorito 3”

Ao Cair da Noite

“Clima claustrofóbico e de incerteza é o grande trunfo de ótimo thriller psicológico.”

Por Luís Gustavo Fonseca

A família de Paul (Joel Edgerton), Sarah (Carmen Ejogo) e do filho Travis (Kelvin Harrison Jr.) abrigou-se em uma casa no meio da floresta, após alguma coisa ter acontecido com a população humana das grandes cidades, levando milhares de pessoas à morte devido a uma misteriosa infecção. Tentando construir uma ordem nesta nova realidade, a família procura se precaver de todas as formas possíveis, tapando as janelas e portas da casa (com exceção de uma única saída), racionando recursos e usando máscaras de oxigênio ao ir no exterior, além de nunca saírem da casa após escurecer. Contudo, a rotina precária da família é posta à prova quando Will (Christopher Abbott) tenta invadir a propriedade e pede para que eles o ajudem com a sua família, oferecendo um abrigo para a mulher e o filho pequeno. Mas será que eles são confiáveis? Continuar lendo “Ao Cair da Noite”

“Rakka”: um recomeço para Neil Blomkamp

Por Luís Gustavo Fonseca

Neil Blomkamp teve um começo avassalador em Hollywood. O seu filme de estreia, Distrito 9, foi indicado a quatro estatuetas do Oscar, incluindo o prêmio de Melhor Filme. Apadrinhado por Peter Jackson (produtor do longa), a produção conseguiu o clamor da crítica e também do público, o que criou uma expectativa gigante para os futuras obras comandadas pelo sul-africano. Entretanto, os trabalhos posteriores não causaram o mesmo impacto: tanto Elysium quanto Chappie tiveram uma recepção morna dos críticos e não causaram, também, o mesmo BAFAFÁ no público, gerando dois resultados fracos de bilheteria. Continuar lendo ““Rakka”: um recomeço para Neil Blomkamp”