Doutor Estranho

Por Matheus Araujo

Os super-heróis são uma feliz realidade nos cinemas. Um gênero consolidado que, com o prestígio que conhecemos hoje, começou a ser construído no final dos anos 90 pelos corajosos projetos de Blade e X-Men. Todavia, para alcançar tal status, as adaptações abandonaram suas peculiaridades quadrinistas e se disfarçaram de um ação/ sci-fi genérico, numa abordagem severamente conservadora e monocromática, a fim de se aproximar mais e mais do grande público.

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Perdido em Marte

“Adaptação do livro de Andy Weir marca o retorno do Riddley Scott que gostamos de ver”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Admito: tenho uma birra, talvez injustificada, com o Riddley Scott. O experiente cineasta nunca teve um grande apelo comigo. Talvez seja pelo fato de que este que lhes escreve não conhecer a carreira do diretor a fundo, não tendo assistido filmes como Thelma & Louise ou Falcão Negro em Perigo. Mas o clássico Blade Runner, por exemplo: é um ótimo filme, mas não consigo achar que seja ESTA obra prima. E as obras recentes dele não são das mais memoráveis: Robin Hood é satisfatório, mas desperdiça um baita potencial; talvez me falte cabeça para compreender melhor O Conselheiro do Crime, mas só consigo lembrar da cena bizarra da Cameron Diaz com Javier Barden (o elenco, aliás, é jogado no lixo); e Êxodo: Entre Deuses e Reis é até uma abordagem interessante de uma das mais famosas passagens da Bíblia, mas também deixa a desejar. Continuar lendo “Perdido em Marte”

[FORA DE SÉRIE] 12 Anos de Escravidão (Livro&Filme)

“História real filmada por Steve McQueen choca, emociona, e nos apresenta um ‘filme de Oscar’ que vai além do comum”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

(Colaboração no texto: André Luiz)

Todo ano, a história se repete: vem a temporada de premiações, surgem os “filmes do Oscar”, e fica aquela sensação: que esses filmezinhos “cabeças”, muitas vezes, são muito barulho por nada.

Pode reparar: a estrutura desses filmes, quase sempre, são iguais, tem o mesmo tom, a mesma dinâmica, e acabam virando algo repetitivo. Três exemplos que me vêm à cabeça dos últimos anos: Argo, Lincoln e O Artista. Continuar lendo “[FORA DE SÉRIE] 12 Anos de Escravidão (Livro&Filme)”