X-men: Fênix Negra

“Sem explorar os personagens, capítulo final da saga mutante pela Fox apresenta um desfecho melancólico e desinteressante”

Por Luís Gustavo Fonseca

Se hoje o gênero de super-heróis é o que é nos cinemas, muito se deve a franquia “X-men”, iniciada nos anos 2000. Um verdadeiro marco para o entretenimento, o primeiro filme continuou o ressurgimento iniciado por “Blade” um ano antes e mostrou que, sim, havia espaço para fazer bons filmes do gênero novamente, após o desastre de “Batman & Robin”. Nesses 19 anos, a saga passou por altos e baixos, foi reformulada nos cinemas, criou uma confusa – mas estranhamente, charmosa – linha temporal e comprovou a relevância desses personagens, que continuaram a ter grande apelo do público. Continuar lendo “X-men: Fênix Negra”

A Colina Escarlate

“Visual gótico é o principal trunfo do novo filme  de Guillermo del Toro.”

Por Luís Gustavo Fonseca

 

O mexicano Guillermo del Toro, estranhamente, tornou-se um dos meus cineastas favoritos, mesmo eu tendo visto pouca coisa da carreira do diretor. O aclamado O Labirinto do Fauno é uma das mais memoráveis fantasias da década passada (apesar de que, admito, não acho que o filme esteja no patamar que alguns defendem); Pacific Rim foi um dos melhores filmes de 2013, com os jaegers dando um show para cima dos autobots de Michael Bay. Mas, mesmo quando é produtor, como é o caso de Festa no Céu, o traço estilístico do mexicano fica perceptível, o que distingue a animação das demais. Isso sem contar vários projetos que ele anuncia, como o filme da Liga da Justiça Sombria ou a versão dark de Pinocchio, que já conquista o interesse do público só pela ideia inovadora. Continuar lendo “A Colina Escarlate”

Perdido em Marte

“Adaptação do livro de Andy Weir marca o retorno do Riddley Scott que gostamos de ver”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Admito: tenho uma birra, talvez injustificada, com o Riddley Scott. O experiente cineasta nunca teve um grande apelo comigo. Talvez seja pelo fato de que este que lhes escreve não conhecer a carreira do diretor a fundo, não tendo assistido filmes como Thelma & Louise ou Falcão Negro em Perigo. Mas o clássico Blade Runner, por exemplo: é um ótimo filme, mas não consigo achar que seja ESTA obra prima. E as obras recentes dele não são das mais memoráveis: Robin Hood é satisfatório, mas desperdiça um baita potencial; talvez me falte cabeça para compreender melhor O Conselheiro do Crime, mas só consigo lembrar da cena bizarra da Cameron Diaz com Javier Barden (o elenco, aliás, é jogado no lixo); e Êxodo: Entre Deuses e Reis é até uma abordagem interessante de uma das mais famosas passagens da Bíblia, mas também deixa a desejar. Continuar lendo “Perdido em Marte”

Interestelar

“Ousada ficção científica de Christopher Nolan talvez seja a obra mais megalomaníaca do diretor”

Por Luís Gustavo Fonseca

 

O Universo. Talvez seja a coisa mais fascinante que existe. A mais assustadora também. Quantas vezes a humanidade já não se debruçou e se questionou sobre os mistérios que há lá fora? Quantas vezes olhamos para o céu, à noite e ao contemplar a infinidade de estrelas, nos agonizamos por desejar saber mais, por conhecer mais? É possível brincar e dizer que nascemos no tempo errado: tarde demais para explorar a Terra, cedo demais para explorar os cosmos. Continuar lendo “Interestelar”