Perdido em Marte

“Adaptação do livro de Andy Weir marca o retorno do Riddley Scott que gostamos de ver”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Admito: tenho uma birra, talvez injustificada, com o Riddley Scott. O experiente cineasta nunca teve um grande apelo comigo. Talvez seja pelo fato de que este que lhes escreve não conhecer a carreira do diretor a fundo, não tendo assistido filmes como Thelma & Louise ou Falcão Negro em Perigo. Mas o clássico Blade Runner, por exemplo: é um ótimo filme, mas não consigo achar que seja ESTA obra prima. E as obras recentes dele não são das mais memoráveis: Robin Hood é satisfatório, mas desperdiça um baita potencial; talvez me falte cabeça para compreender melhor O Conselheiro do Crime, mas só consigo lembrar da cena bizarra da Cameron Diaz com Javier Barden (o elenco, aliás, é jogado no lixo); e Êxodo: Entre Deuses e Reis é até uma abordagem interessante de uma das mais famosas passagens da Bíblia, mas também deixa a desejar. Continuar lendo “Perdido em Marte”

Quarteto Fantástico

“Nova empreitada do grupo mais antigo da Marvel não consegue tirar o nome da equipe da lama”

Por Luís Gustavo Fonseca

Eu acreditava no novo Quarteto Fantástico. Aquele primeiro trailer, com uma pegada que lembrava, vejam só, o Interstellar (!), mostrava que o filme poderia apontar para uma adaptação decente da equipe, destruída pelos dois desastrosos filmes da década passada. Tanto que a comparação é digna de um 7×1… Apesar dos problemas ocorridos durante a produção do longa, como refilmagens em cima da hora e o cancelamento do 3D, o tal trailer me animava. O elenco já havia mostrado que possuía talento. O diretor era Josh Trank, o mesmo do bom Poder Sem Limites, que eu abordei, mais detalhadamente, aqui. Apesar de tudo, eu tinha fé. Continuar lendo “Quarteto Fantástico”