Ford vs Ferrari

“Com ótimas atuações de Matt Damon e Christian Bale, novo filme de James Mangold demonstra toda a emoção, paixão e o risco existente no automobilismo”

Por Luís Gustavo Fonseca

Não é todo dia que um filme focado em competição automobilística chega às telas do cinema. Sobretudo, uma produção que consegue colocar o espectador, de fato, dentro de um cockpit e transmitir toda a velocidade existe na prática. Nesta década, tivemos o ótimo “Rush – No Limite da Emoção“, que representou a épica rivalidade entre James Hunt e Nick Lauda na Fórmula 1 na década de 70. E, apesar de não ser focado em corrida, também os ótimos Mad Max: Estrada da Fúria” e “Em Ritmo de Fuga“, certeiros na representação da beleza – e dos perigos – da velocidade. Agora, “Ford vs Ferrari” chega para se juntar a este grupo. Continuar lendo “Ford vs Ferrari”

Jason Bourne

“Com atualização e repetições, Jason Bourne retorna em boa forma.”

Por Luís Gustavo Fonseca

No decorrer da última década, a trilogia Bourne foi responsável por redefinir o gênero de espionagem do cinema, se igualando instantaneamente ao patamar de franquias consagradas como Missão: Impossível e 007. Com uma ação frenética, bem conduzida e que não depende da fantasia ou de bugigangas mirabolantes, além de um roteiro bem construído, envolvente e com a dosagem certa de suspense, os filmes estrelados por Matt Damon (Perdido em Marte) ganharam o reconhecimento do público e da crítica. Continuar lendo “Jason Bourne”

Retrospectiva Bourne

Por Matheus Araujo

Quão irônica é a proposta de recordar a franquia do agente secreto com problemas de memória?

Em 2002, os livros de Roberto Ludlum não apenas ganharam as telas, como estabeleceram o padrão do cinema de ação pelos anos que se seguiram. Dirigido Doug Liman, responsável também pelo ótimo No Limite do Amanhã, Identidade Bourne é de um estilo de ação tão poderoso que, logo em sua estreia, mudou as regras até mesmo para os maiores nomes do subgênero de espionagem, como 007 e Missão Impossível. Ou você acredita que o Bond menos glamouroso de Daniel Craig é apenas coincidência?

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Perdido em Marte

“Adaptação do livro de Andy Weir marca o retorno do Riddley Scott que gostamos de ver”

 

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Admito: tenho uma birra, talvez injustificada, com o Riddley Scott. O experiente cineasta nunca teve um grande apelo comigo. Talvez seja pelo fato de que este que lhes escreve não conhecer a carreira do diretor a fundo, não tendo assistido filmes como Thelma & Louise ou Falcão Negro em Perigo. Mas o clássico Blade Runner, por exemplo: é um ótimo filme, mas não consigo achar que seja ESTA obra prima. E as obras recentes dele não são das mais memoráveis: Robin Hood é satisfatório, mas desperdiça um baita potencial; talvez me falte cabeça para compreender melhor O Conselheiro do Crime, mas só consigo lembrar da cena bizarra da Cameron Diaz com Javier Barden (o elenco, aliás, é jogado no lixo); e Êxodo: Entre Deuses e Reis é até uma abordagem interessante de uma das mais famosas passagens da Bíblia, mas também deixa a desejar. Continuar lendo “Perdido em Marte”

Elysium

“Segundo filme de Neil Blomkamp não possui o brilho de Distrito 9, mas ainda é capaz de agradar “

 

Por Luís Gustavo Fonseca

Quando foi lançado e causou frisson em 2009, Distrito 9 logo mostrou o todo o potencial que havia em Neil Blomkamp. A crítica social, a história, o plano de fundo, as semelhanças com nosso mundo, o design das máquinas e dos ET’s… Sensacional! Um filmaço! As más línguas dirão que muito da qualidade do filme vem de seu produtor, o renomado Peter Jackson, e eu não tiro (a total) razão desses. Claro que as mãos dele interferiram muito no projeto, certamente, mas ainda considero mais importante os méritos de Blomkamp na obra. Continuar lendo “Elysium”