Alice Através do Espelho

“Retorno de Alice ao Mundo das Maravilhas é marcada por previsibilidade e pouca inspiração.”

Por Luís Gustavo Fonseca

A partir do sucesso estrondoso de Avatar, que havia acabado de mudar a indústria cinematográfica ao introduzir de forma definitiva o formato 3D nos grandes blockbusters de Hollywood, é possível compreender o sucesso de Alice no País das Maravilhas. A tecnologia era novidade (e os trailers prometiam uma boa utilização do recurso), e a clássica história de Lewis Carroll ainda contava com a estrela de Johnny Depp e com a direção do veterano Tim Burton. Se hoje, uma das fontes de lucro da Disney são os live actions de suas clássicas animações – como é o caso de Cinderella, Malévola e Mogli -, tudo se deve ao fato de Alice ter feito mais de um bilhão de dólares em sua estadia nos cinemas. Continuar lendo “Alice Através do Espelho”

A Colina Escarlate

“Visual gótico é o principal trunfo do novo filme  de Guillermo del Toro.”

Por Luís Gustavo Fonseca

 

O mexicano Guillermo del Toro, estranhamente, tornou-se um dos meus cineastas favoritos, mesmo eu tendo visto pouca coisa da carreira do diretor. O aclamado O Labirinto do Fauno é uma das mais memoráveis fantasias da década passada (apesar de que, admito, não acho que o filme esteja no patamar que alguns defendem); Pacific Rim foi um dos melhores filmes de 2013, com os jaegers dando um show para cima dos autobots de Michael Bay. Mas, mesmo quando é produtor, como é o caso de Festa no Céu, o traço estilístico do mexicano fica perceptível, o que distingue a animação das demais. Isso sem contar vários projetos que ele anuncia, como o filme da Liga da Justiça Sombria ou a versão dark de Pinocchio, que já conquista o interesse do público só pela ideia inovadora. Continuar lendo “A Colina Escarlate”