X-men: Fênix Negra

“Sem explorar os personagens, capítulo final da saga mutante pela Fox apresenta um desfecho melancólico e desinteressante”

Por Luís Gustavo Fonseca

Se hoje o gênero de super-heróis é o que é nos cinemas, muito se deve a franquia “X-men”, iniciada nos anos 2000. Um verdadeiro marco para o entretenimento, o primeiro filme continuou o ressurgimento iniciado por “Blade” um ano antes e mostrou que, sim, havia espaço para fazer bons filmes do gênero novamente, após o desastre de “Batman & Robin”. Nesses 19 anos, a saga passou por altos e baixos, foi reformulada nos cinemas, criou uma confusa – mas estranhamente, charmosa – linha temporal e comprovou a relevância desses personagens, que continuaram a ter grande apelo do público. Continuar lendo “X-men: Fênix Negra”

Boneco de Neve

Edição confusa e clima de desinteresse prejudicam potencial de um bom mistério.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Às vésperas da escolha da cidade que irá sediar os próximos Jogos Olímpicos de Inverno, a tranquila cidade de Oslo, capital da Noruega, torna-se o centro de um mistério. Mulheres começam a desaparecer, sendo que a única pista deixada pelo raptor é um estranho boneco de neve. Suspeitando de que um serial killer esteja por trás dos sumiços, o detetive Harry Hole (Michael Fassbender), com a ajuda da policial recém chegada na cidade, Katrine Bratt (Rebecca Fergunson), inicia uma investigação para resolver o caso antes que os crimes possam atrapalhar as chances da cidade ser a escolhida pelo Comitê Olímpico. Continuar lendo “Boneco de Neve”

Alien: Covenant

“Riddley Scott decepciona no retorno a franquia que o consagrou”

Por Luís Gustavo Fonseca

Há cerca de dois anos, tive a oportunidade de assistir, pela primeira vez, ao Alien de 1979, em uma mostra gratuita de filmes antigos aqui de Belo Horizonte. Sei que é chover no molhado falar como ele é um filmaço, mas poder contemplar este clássico do terror sci-fi na telona foi uma das experiências cinematográficas mais gratificantes que já tive. A produção é uma daquelas que dá gosto de assistir no cinema, uma vez que toda sua ambientação claustrofóbica e desesperadora é reforçada pela escuridão da sala, a ponto de você imaginar que a criatura está à espreita no teto ou debaixo de sua cadeira. Mesmo não gostando do gênero de terror (porque sou um medrosão), é o filme do Riddley Scott que mais gosto e acho que é onde ele mostra suas melhores características.

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Assassin’s Creed

“Adaptação de popular série de games tem boas ideias diluídas em produção pouco inspirada.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Curiosamente, meu contato de forma direta com Assassin’s Creed nem seu deu por meio dos jogos, que já somam nove até o momento na série principal. Foi lendo o livro adaptado de Assassin’s Creed: Revelações. Uma experiência interessante, já que foi a primeira vez que li um livro baseado em um game (na contramão do caminho mais tradicional, que é os livros sendo adaptados para outras plataformas). Pena que não foi tão marcante, já que a sensação que tive da leitura era de alguém que estivesse jogando e transcrevesse, quase de forma literal, suas ações e passos ao longo do game. Acredito que isso tenha ocorrido, principalmente, porque no jogo, você é um participante ativo da história, já que o personagem ganha vida por meio das ordens determinadas pelo jogador(a). No livro, você passa a ser um observador da trama, alterando de forma drástica a experiência. Continuar lendo “Assassin’s Creed”

A Luz Entre Oceanos

Por Luís Gustavo Fonseca

Após a Primeira Guerra Mundial, o ex-combatente Tom Sherbourne (Michael Fassbender) é contratado para administrar um isolado farol em uma remota ilha australiana, que marca a divisão dos Oceanos Pacífico e Índico. O que era para ser uma vida pacata e solidária é alterada quando ele se apaixona por Isabel Graysmark (Alicia Vinkander), casando-se com ela. O casamento e o isolamento na ilha estreita os laços dos casal, que procura ter uma vida feliz e construir uma família, mas a relação é posta à prova pelos traumas de duas gestações frustradas e por um bebê, milagrosamente vindo do mar, que mudará as suas vidas. Continuar lendo “A Luz Entre Oceanos”

X-men: Apocalipse

“Novo capítulo da franquia mutante entrega um bom resultado, mas desperdiça potencial”

Por Luís Gustavo Fonseca

Em um ano em que temos um segundo Batman nos últimos 11 anos – e o terceiro Homem-Aranha desde 2002 -, chega a ser curioso pensar que a saga mutante dos cinemas continua firme e forte. Claro que ela passou por mudanças desde seu lançamento, em um “distante” ano 2000. A maioria esmagadora do elenco mudou, eles voltaram no tempo, houve uma espécie de reboot, mas o Bryan Singer (e o Hugh Jackman!) ainda estão presentes. Afinal, convenhamos: nós adoramos essa maluquice cronológica que são os X-men nas telonas. Continuar lendo “X-men: Apocalipse”

Steve Jobs

“Atuações, direção, roteiro… Até o perfeccionista Jobs os aprovaria”.

Por Matheus Araujo

Desde o falecimento de Steve Jobs, uma espécie de desespero para louvá-lo se instalou – certos fanboys da Apple são quase fanáticos religiosos. Não direcionando a culpa, mas este comportamento ansioso não rendeu a retratação que o visionário merecia. Definitivamente, o mesmo não será dito do recente longa-metragem de Danny Boyle.

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Macbeth: Ambição e Guerra

“Visual é a grande aposta da releitura de clássico shakespeariano”.

Por Luís Gustavo Fonseca

 

Até pensei em pegar emprestado o Confissões de um Pires Cultural para falar da nova de Macbeth, já que nunca li nenhuma das peças e livros de William Shakespere (mesmo conhecendo vários de nome, como Romeu & Julieta, Hamlet, Otelo e Rei Lear). E esse sentimento de estranhamento foi reforçado quando percebi que o protagonista é, na verdade, o vilão da obra! Continuar lendo “Macbeth: Ambição e Guerra”