A Forma da Água

Em seu filme mais adulto, Guillermo del Toro conta fascinante fábula de amor.

Por Luís Gustavo Fonseca

O diretor Guillermo del Toro (“A Colina Escarlate”) é um dos cineastas que mais me chama a atenção. Isso não se deve apenas pelo capricho visual de suas obras, mas pelas ideias presentes em seus roteiros – e também daquelas não chegam a se tornar um filme, como o caso da “Liga da Justiça Sombria”. A carreira do mexicano acumula ótimos longas, como “Círculo de Fogo”, “O Labirinto do Fauno” e os dois “Hellboy”. Em todas as suas obras, o diretor e roteirista sempre procurou explorar a mistura entre a fantasia e o terror, de mundos fantásticos e criaturas incríveis com a inocência e a humanidade existente nos seres humanos… E também nas criaturas. Continuar lendo “A Forma da Água”

Estrelas Além do Tempo

“Atuações são destaques em história real sobre cientistas afro-americanas.”

Por Luís Gustavo Fonseca

Grandes feitos são associados, comumente, a poucos nomes, que entram para a história e serão lembrados por gerações. A corrida espacial, protagonizada pela queda de braço entre os Estados Unidos e a União Soviética na década de 60, serve como exemplo para essa constatação. Yuri Gagarin, Neil Armstrong, Buzz Aldrin e mesmo a cachorrinha Laika são alguns dos nomes lembrados e estudados até hoje. Contudo, tais feitos não se resumem a essas pessoas. Eles foram possíveis graças ao esforço coletivo de centenas de milhares de pessoas (e alguns animais), que combinaram suas habilidades e inteligência para que fosse possível colocar o ser humano no espaço. Pessoas com problemas cotidianos e que não são lembradas, mas que têm a mesma importância. Continuar lendo “Estrelas Além do Tempo”

Oscar 2017: Para além de La La Land

Por Luís Gustavo Fonseca

A manhã da última terça (24) serviu para confirmar que, de fato, La La Land é o filme a ser batido do Oscar este ano. Dirigido por Damien Chazelle, ele igualou o recorde de Titanic e A Malvada, ao conquistar 14 indicações, e deve sair da premiação com ao menos uma mão cheia de estatuetas. Os indicados revelados, contudo, mostram que a 89ª edição do prêmio mais importante de Hollywood não se resume ao sucesso do franco favorito. Abaixo, alguns outros aspectos que merecem destaque – que vão além da 20ª indicação de Maryl Streep e da esperada (mas não menos doída) não indicação de Deadpool a Melhor Filme. Continuar lendo “Oscar 2017: Para além de La La Land”