Thor: Ragnarok

Na melhor produção estrelada pelo Deus Trovão, diretor Taika Watiti acerta na diversão, mas peca em história superficial

Por Luís Gustavo Fonseca

Apesar de ter ganhado um salto de popularidade desde o lançamento de seu primeiro filme, em 2011, o Thor nunca foi um dos grandes queridinhos do público. Ao menos, não nos longas estrelados por ele. Depois de duas produções medianas/boas (eu gosto do segundo filme, mas como muitos outros, é mais por causa do Loki do que pelo herói em si), o Deus Trovão chega ao seu terceiro longa com uma proposta diferente, uma pegada mais divertida e a ajuda sempre bem-vinda do Hulk, o Gigante Esmeralda.

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Kong: A Ilha da Caveira

“Retorno do Rei dos Primatas acerta na ação e na criação de um universo de monstros gigantes, mas peca em roteiro mediano.”

Por Luís Gustavo Fonseca

O King Kong é uma das mais emblemáticas criaturas já feitas para o cinema. E, ao contrário de outros inúmeros exemplos, o seu nascimento se deu diretamente no formato. O monstro é uma co-criação do romancista inglês Edgar Wallace (falecido em 1932) e do diretor americano Merian C. Cooper, que dirigiu o filme lançado no ano seguinte. A película, que ficou marcada pela icônica cena do ser no topo do Empire State Building, ganhou uma legião de fãs no mundo todo, elevando o macaco a um  dos maiores expoentes das histórias de aventura e terror do século XX. Ao longo dos anos, ele chegou a enfrentar outro grande monstro da modernidade, o Godzilla, e sua última aparição na tela grande foi no remake de 2005, comandado por Peter Jackson. Continuar lendo “Kong: A Ilha da Caveira”

A Colina Escarlate

“Visual gótico é o principal trunfo do novo filme  de Guillermo del Toro.”

Por Luís Gustavo Fonseca

 

O mexicano Guillermo del Toro, estranhamente, tornou-se um dos meus cineastas favoritos, mesmo eu tendo visto pouca coisa da carreira do diretor. O aclamado O Labirinto do Fauno é uma das mais memoráveis fantasias da década passada (apesar de que, admito, não acho que o filme esteja no patamar que alguns defendem); Pacific Rim foi um dos melhores filmes de 2013, com os jaegers dando um show para cima dos autobots de Michael Bay. Mas, mesmo quando é produtor, como é o caso de Festa no Céu, o traço estilístico do mexicano fica perceptível, o que distingue a animação das demais. Isso sem contar vários projetos que ele anuncia, como o filme da Liga da Justiça Sombria ou a versão dark de Pinocchio, que já conquista o interesse do público só pela ideia inovadora. Continuar lendo “A Colina Escarlate”